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Calypso / Doces Recordações / Só a bailarina que não tem / Pra ficar Odara / Um estrela no céu todo vez que ocê sorrir... / Se ela danço, eu danço / Chamar a Portela na Avenida/ Espumas ao Vento...
PROFILAXIA NESTA VIDA NESTE MUNDO, TUDO É Proferido ao Deus Dará
Doces Carros, Colômbia - por Luciana Carvalho
Potentes cordas que tiram do foço a água de beber dos moleques. A água colorida de groselha. Ou o sangue da tampa do dedão do pé ao tentar frear a bicicleta. Chutar bola no paralelepípedo e fazer gol com as vasilhas da mãe. O tempo norte que faz cabanas na esquina. Talvez por pedirem demais... O medo de acordar sóbrio. O olhar do horizonte é diferente: são pontos que caem no mar e iluminam os guampos. Ave, jogar bola de gude e taco na terra. Demarcar o campo com gravetos. São insustentáveis cordas de uma viola que ficou mal acabada por natureza.
Demarcar com malabares. São nomeações criadas. Uma palavra negra por sobre o carro. Balas coloridas. A chuva de prata quebrada no toldo. Um olhar da barba ao lado. que não é branca. a leitura de jornal inacabada e inválida. a leitura de uma história de amor que acaba deselegante. São os dentes que não foram jogados no teto. Ou, atirados pela janela com um tijolo. Categorias. Uma frota que te arranca. Um marechal e duas sargentas. Obra grandiosa empoeirada vista do ônibus carregado.
Umidade faz falta. é preciso para poder pulsar. a cuíca que jorra estalidos e pulveriza. uma percussão mal feita e conduzida por controles remotos. Umidade.
Vi alguém contemporâneo na Pinacoteca que faz obras tipo a foto. Mas ele pinta: desde carros até pessoas. Não lembro o nome. Lembrem de Alex Ceverny. Reflexão insidiosa e cabreira. São lembranças da infância. O futuro e o meio. Peço que reflitem. Nem sempre as palavras são inteiras ou acabadas. Boa Semana a todos... Beijos e Abraços Caneleiros - não esqueci dos músicos citados.
Escrito por Otavio Ranzani às 21h51
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O meu amor tem um jeito manso que é só seu... / Papai vadiou, Mamãe gostou - Quero ver você dançar, como dançou papai... quero ver você dançar, como dançou mamãe / Fada, fada querida... / El dia que..
anunciaram e garantiram que o mundo ía se acabar... por causa disso minha gente lá em casa começou a rezar... até disseram que o sol ía nascer antes da madrugada...

Níquel Náusea, Fernando Gonsales (Folha de São Paulo - 22/05/2008)
às vezes, o sol caminha pra cama sem avisar. como ir tomar banho e não comentar com os filhos. feito a pantera que ruge ao olhar no espelho... temo quando sofro por demorar na cama. são pergaminhos que traço, feito analisar e escolher o feijão antes da panela. é nossa relação cheia de falhas que adoro; porém, quando a tarde cai e você exige explicações: meu coração palpita e salta faísca de uma vela com prazo de validade. O grande medo do suicídio alvo.
O doce prazer de duas almas que conversam pelo muro. De um lado um garoto bobo que peca por extravagâncias e erros de marcha. do outro, uma princesa de olhos apunhalados que não redime e prospera casulos. São os medos impróprios. São silêncios que não colocaram pulseira pra entrar no baile. A angústia do olhar pro muro e não jogar as pernas por cima. Lembro daquele dia de sua mão em minha perna. Aquele diálogo sem nexo de nossas pernas.
Chanel 2009
Ave. Música imperdível, principalmente gravação com Ney Matogrosso, de Assis Valente: E o Mundo Não se Acabou. Chico Buarque, Vítor e Léo, Dona Inah e Leci Brandão. Não percam, logo mais Raphael Rabello, Alessandro Penezzi e Yamandú Costa por aqui. Texto incipiente. São constatações da janela. Uma vida a dois numa piscina com espelhos. Atenção para os temas recorrentes no Café. valeu, voltem sempre, beijos e abraços, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 22h59
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tentemos não deixar a música Latina / se ela dança eu danço / saudade dela / o sol do terreiro onde aprendi a dirigir / a mascarada, o jones e a corruilha / nem sempre o amor é tão azul / a antiga...
- O que é que há? - Rosa acabou comigo - Meu Deus, por quê? - Nem Deus sabe o motivo - Deus é bom - Mas não foi bom pra mim - Todo amor um dia chega ao fim - Triste
O que seria minha vida sem o sol na janela do carro. Temo o grande suicídio alvo. As reclamações vão para além e meu chefe reclama do serviço. Em casa, as meninas não conseguem trabalhar e o dinheiro que chega está fraco. ando pensando em fazer propaganda corporal.
O vento dificulta e não facilita minha pipa subir. As questões subsidiárias do desespero do vizinho deixam meu olhar mais aguçado. São tensões no bolsão de mentiras. Apostas na boca errada. Hoje o dia amanheceu e não percebi o café ao meu lado. Geralmente, é o medo do que pode acontecer frente às atitudes.
- Você está bem disposto - Também sofri - Mas não se vê no rosto - Pode ser... - Você foi mais feliz - Dei mais sorte com a Beatriz - Pois é - Pra frente é que se anda

Colômbia, por Luciana Carvalho
O post saiu das minhas mãos. Não era bem isso que refleti pra escrever. Foram muitas músicas pra estimular: quilos de bossa, funk, rock de leve e um samba. Seriam notações biográficas para 3 pessoas - saiu um leve, breve, comentário profundo de uma profissão e de uma sensação humana. MPB-4 por aqui. A música inteira é Amigo é Pra Essas Coisas, de Silvio Silva Junior e Aldir Blanc. Luciana voltando por aqui. Grato. Comentários interessantes e visitas perfumadas. Abraços e beijos, caneleiros...
Escrito por Otavio Ranzani às 17h46
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se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí / deixe me ir, preciso andar... / Um dia a gente se encontra na hora certa / a barata diz que tem sete saias de filó / o pato pateta pisou no caneco
a bronca deles é essa - Estamira
a vida é um sopro - Oscar Niemeyer

Bandeira Científica 2007, Maranhão (por Luisa Sugaya)
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Como é ter
dois filhos que pulam a varanda
pra ver estrelas em preto e branco.
o escovar dos dentes
que inibe o sorriso. |
sofrem
Feito galinhas presas pela perna
que urram por não botar
um ovo quebrado. |
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O medo de não olhar no espelho.
A idéia de que as pessoas somem
Com a sombra na água,
molhada. |
a alegria de
botar fogo no paiol,
manter a vida e
ver os ventos pro mar. |
Não sei. Os ventos oriundos do pensamento dizem e desdizem. A Bandeira acrescentou minutas na minha visão do mundo. Foi tipo um teatro das obras do mestre Graciliano. Sãos os ensinamentos que mudam tua conduta. Crianças. Felizes. Vida. Música. Sombras. Comentários por Oscar Niemeyer e Estamira. Simbora melhorar este País. Brasil amado. Maranhão não conheço, ainda. Simbora tentar olhar pro mar e ver, no equador, uma vela que não tem fim. São os peixes que brigam por espaço no mar. As curvinas com a pedra na cabeça. Beijos e Abraços, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 21h07
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acerca da baixa auto-estima dos roedores / por sobre as comidas / a música sem fim / Lígia... / vem cá Luiza, me dá tua mão / o medo do cavalo manco / Portela, eu nunca vi coisa mais bela...
ME DIZ SE VAI E EU NÃO FUI

Dali, por Eduardo
Rissi
tenho me apaixonado, em instantes, por chocolates amargos. Vejo uma mente humana
diferente e, de rabeira, já fito meus olhos feito coruja em gaiola. prendo-me,
nem sempre com a mente sã, e deixo de ver trincos. são um corredor de
imagens sem projeções. são esculturas amarguradas que clamam um olhar. Às vezes,
pareço alucinado com o público, porém, quem de perto vê minha boca
repara.
mais uma dose por favor. é que a marca daquele batom me deixa sugestivo. não
mastigue. me perdoe. não pense coisa errada sem falar comigo. aliás, pense e
veja: leitura labial faz toda diferença. Não se rebaixe - para mim, você
é exatamente uma rede...
afora o pessoal. pessoas são interessadas em coisas
animalescas e geladas. todo dia, no travesseiro, imagino quantas vezes
minha ignorância de bicho homem, feito controle remoto, imagina especial o
que faz e não vê minha vizinha, que sabe passar roupa com a exatidão de uma
conta com números. feito o mar azul do rato. são os noves
fora.
são
as necessidades de um umbigo que tem seu rato e corre, atoa.

Burma, rio Mekong - por Eduardo
Rissi
"Vou ao piano para não morrer, para não desaparecer, para não me
transformar em um número.
Para não enlouquecer, para fugir. Acho também que
vou ao piano para me matar."
por Tom
Jobim
Texto com arestas. Não terminado. Quero expôr o modo de pensar. Eduardo Rissi,
grande, já apareceu aqui e aqui. Estamira - meu sonho é tê-la numa caixinha de
fósforos e guardá-la no bolso (por aqui, aqui ou aqui). Tom Jobim não precisa de muitas apresentações,
deixe os conceitos de lado. Frase mote de outro grande amigo. As fotos tão aí,
no mundo real. Lembro-me da época que criava pássaros. E este post não é de todo
oriental... Valeu pelas visitas, beijos e abraços Caneleiros...
Escrito por Otavio Ranzani às 18h57
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quero ficar no teu corpo feito tatuagem / que logo se alucina / mente-mente / eu prometo, prometo sim / bebadosamba / amendoim torradinho / veja bem meu bem / as aparências enganam...
inclassificáveis - Ney Matogrosso 2008
Ao levantar o lençol, dei-me conta que havia uma escultura por debaixo daquela roupa. Percebeu-se, nos ares do quarto, que pincéis passaram por aquele corpo antes de meus olhos. eram tatuagens, ou uma única, em lugares estratégicos. Eram feições de um outro tempo, eram canelas frescas, detalhes em tons pastéis; eram um instigante tema pruma conversa na cama - fiquei estasiado sugando o ar por perfumes.
Tem gente que carrega uma tatuagem na mão. Vi uma hoje. Devido às posições adquiridas pela dona, o formato ía e vinha em formações militares. Tem tatuagem, principalmente nas costas, que carregam gente. felinas. já tem gente que não leva jeito pra coisa - o desenho fica insosso na tela. Digo, foi dor atoa, foi a falta de um batom de bom gosto. traria mais lucro.
A noite era longa. As vezes se multiplicaram e vi
a obra de vários ângulos.
Eram olhares para lá e para cá. Tem gente que nasce com tatuagem em lugares inatingíveis.
Procure uma Unidade de Saúde
Voltemos. Ney Matogrosso dispensa maiores apresentações: canta de tudo contudo. canta com as penas, com as dores e com o peito. Sem dúvida, um dos melhores shows de música que já vi, na beira da praia, do CD anterior "Canto em Qualquer Canto". Naquele, ele aparece feito personagem tatuado. Escutem algo dele, seja o que for. também tem uma história de vida bacana Nossa, e a Tatuagem de Chico Buarque... rs! Hanseníase, estudem algo desta doença, o Brasil precisa. Tem tatuagem que talvez não devesse aparecer em público. Ah, tem gente com Tatuagem na ALMA. Uma gravação no Altas Horas por aqui. Beijos e Abraços... tenho torcido pelas vezes que a campainha toca aqui no Canela!
Escrito por Otavio Ranzani às 23h04
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Olhar pro lado e ver o outro/ Only You/ As canelas distorcidas / O beijo na poça / Palhoça/ Roça a Vontade de Melar tua boca
Ex-amor gostaria que tu soubesses o quanto que eu sofri ao ter que me afastar de ti não chorei como um louco eu até sorri mas no fundo só eu sei das angústias que senti
Sempre sonhamos com o mais eterno amor infelizmente eu lamento, mas não deu nos desgastamos transformando tudo em dor mas mesmo assim eu acredito que valeu quando a saudade bate forte é envolvente eu me possuo e é na sua intenção com a minha cuca naqueles momentos quentes em que se acelerava o meu coração
Tenho refletido sobre as impurezas do cotidiano. Reparo nas vezes em que sirvo a mesa e, invariavelmente, esqueço de colocar os talheres do prato principal. Não esqueço do prato, nem do garfo e faca. Já a escumadeira, a esteira para não esquentar a mesa e queimar o detalhe da roupa - destas não lembro. Não lembro da concha. Não lembro de servir do lado certo. Volto aos meus pensamentos e vejo que o fato de agir assim faz meu corpo estar fechado.
volto aos meus pensamentos e reafirmo que escovar os dentes faz parte do momento crucial no cotidiano. É quando as impurezas aparecem. É que quando a gente escova os dentes dormindo, perde-se desejos na fricção. Perde-se teus olhos refletidos. Rompe o lacre e esquece a tampa. Reparem: como você escova, olhe pro espelho e observe. Escute os barulhos. Veja o ralo. Beije a pasta feito comer maria-mole.
Podemos sorrir, nada mais nos impede Não dá pra fugir dessa coisa de pele Foi bom insistir, compor e ouvir é o povo que produz o show e assina a direção
 
Nussa. Este post saiu meio virado ovo com pão. Martinho da Vila e Jorge Aragão. Pele, músculo, mucosa, dentes e boca. Cuidado com interpretações freudianas e/ou mamelucas. Breve escrita do cotidiano. Peço que repensem as coisas simples do acordar. Ando enfastiado com pensamentos outros. Todo o Morro Entendeu Quando Zelão Chorou, Ninguém Riu Nem Brincou, e era carnaval... Ainda tenho vontade de pegar tua boca, menina. Fiquem com Deus, boa canela, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 15h07
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essa é a ladeira da preguiça... Créu, Créu... do tempo em que se amarrava cachorro com linguiça/ do tempo que Dondon jogava no Andaraí... One/u2: as vitrines te vendo passar
A MINHA ALMA TÁ ARMADA E APONTADA PARA A CARA DO SOSSEGO...

Povos Tribais na Thailândia - por Eduardo Rissi
Vem querendo ser feliz...
Finje que nossa briga foi ontem. Finje que tua mão não tem arranhaduras de quando tentei tirar nossa aliança. Pensei em correr pro riacho esfriar a cabeça. Acho que errei quando toquei no infame assunto dos teus amigos. errei quando apelei pro futebol. nós sentados sem carinho. brinquei de contar formigas indo e vindo no caramelo que preparei e você recusou.
A luz da coisa de pele. A alma torcida. o que era bom ficou amargo. pensei em lavar louça e filosofar. Pôr Stuwart pra tocar na viola. Ver nossas entranhas no espelho embaixo da cama. Sonhar que a experiência que nós não tínhamos continua parecida.
Desculpe, analista, nem sei se éramos irmãos.
Todo o Morro Entendeu, quando Zelão chorou... ninguém riu ninguém brincou e era CARNAVAL / CaRCARÁ, pega mata e come... os burrego na baixada, carcará não vai morrer de fome.
China, por Eduardo Rissi
Oxe. Desculpa pela demora... ! Voltei e revoltei num tema comum na vida humana. Reparem na Vida Humana. Não esqueçam de Maria Rita, Caetano, Rosinha Valença, Falcão, O Xote, O Chico, O Rappa, O Funk e O Calypso. Prestem atenção em Eduardo Rissi - fotos novas acerca do oriente. Escutem a Vida, humana. Continuem voltando, sinto a energia de todos... postem links pros nomes daqui; assim, enriquecemos-nos de endereços. A cama do post abaixo foi usada por muitos. Beijão, canela procês, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 22h51
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Piazolla pra quem te quero... Um dia te chamo para dançar... Só a bailarina que não tem/ As cigarras que cantam demais
"Quero, humildemente - através da música -, homenagear todos os aniversariantes do mundo, indistintamente" - Hermeto Pascoal, que compôs 366 melodias para contemplar as pessoas nascidas em anos bissextos.

Comecei a costurar pensando na vida de Aleixo. Aquele homem que me fez sentir maravilhas e me fazia tremer de alegria e satisfação ao bater o portão de casa - só de imaginar em sonhos as próximas cenas depois do portão... lembro que minhas pernas eriçavam.
Comecei a costurar pensando na vida de Carlos. Aquele homem rebuscado, ruivo, que fazia das tripas coração para aprender a tocar tango e era ruim na cama feito doce de feijão: morde e morde sem gosto aparente.
Comecei a costurar pensando na vida do vizinho quando eu era mulher do Marcelo. Pensando quão triste era escutar nossas estripulias, nossos batentes e riscos pela parede. Aliás, arrependo-me de nunca ter cobrado.
Eta. Correria por aqui e por acolá. estas frases fazem homenagem a algumas mulheres, ora ditas fiandeiras ora chicas batedeiras. Hermeto Pascoal precisa ser escutado, na minha opinião, por todo tímpano. Ele lembra Sivuca, que já ficou por aqui. Ele lembra qualquer coisa além de ser um mago. Arranjei uma Marilyn Monroe pro meu quarto. A gramática faz parte da leitura das frases. A música e a timpanoMETRIA também. Não deixem de ler Nelson Rodrigues. de ver Hermeto e Sivuca no You Tube. Escutem isso: Dominguinhos, Sivuca & Oswaldinho, um dos melhores cds (Cada Um Belisca Um Pouco) dos últimos tempos, pela Biscoito Fino. Valeu, repensem... beijos e abraços, Otavio
Escrito por Otavio Ranzani às 21h28
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como fui Feliz naquele Fevereiro, pois tudo para mim era primeiro... Primeira Rosa, Primeira Esperança, Primeiro Carnaval, Primeiro Amor Criança / Mente que eu finjo que acredito no seu coração...
Bailarina
neste carnaval,
além de mim não...
levei o fora de uma estrela querida.
nunca pulei carnaval contigo - talvez porque ela não goste deste estilo de vida.
Adoniran, Marcos Cesar, Vila Esperança. Minha Estrela Perdida, por João Paulo e Daniel , Lucas e Mateus, Eduardo Costa. A Banda, por Chico Buarque. Palavras pueris e não pueris. Vontade de beijar tua boca, feito aquele sonho na praça a beira mar. Vontade de beijar teu pescoço feito naquela cidadezinha, junto ao cafezal. Passada rápida por aqui... Post pra refletir e defletir. Agradeço muito as visitas... bebam do Capuccino! Até, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 23h21
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Não deixe o samba morrer - por Alcione / Alguém sempre te socorre antes do suspiro derradeiro - Nelson Sargento / Eis o malandro na praça outra vez - Chico Buarque/ Galinha que canta grosso...
Dona Inah
ave que pulsa e vê seu sorriso no céu
quero-te linda pra vida viver e saltar do pára-quedas tranqüilo

Uma homenagem a Dona Inah. Quem não conhece, senhora simpática do samba, que lançou seu primeiro CD "Divino Samba Meu" aos 69 anos e canta toda terça no Ó do Borogodó (gravou em 2004 - Prêmio Revelação TIM). É suave e àspera. Escute aqui e aqui também. Esta mulher já colocou som em momentos incríveis de minha jornada. Adoro dar um abraço na senhorita. Queria tê-la em miniatura pra pôr numa caixa de fósforos e guardar no bolso, como diz uma companheira. Poema interessante, profundo e feito rapidamente - após meses de espera - é homenagem a outra amiga. Os gatos são estamíricos, por natureza. Aliás, estes dias assisti a um documentário sobre as Corujas Lapônicas, elas caçam ratos no gelo: tâo no topo das estamiragens. Não deixem de escutar as pérolas do CD da moça. Los Panchos - conheci recentemente e não tem como não viciar... eles têm muita coisa boa... para quem não curte, vale a pena pela descontração. Esta música dá pra fazer semelhante ao que postei aqui... Voltem e bebam café... beijos e abraços, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 23h29
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uma casa no campo / o funk que eu gosto / ninguém faz samba só porque prefere / tá vendo aquele edifício moço, ajudei a construir / mulher que voa / O homem que copiava / Assistir ao cinema..
Macchu-Picchu
quando eu morrer, me enterrem na Lapinha
não quero choro nem vela, quero uma fita amarela gravada com o nome dela
Eta. PORQUE olhares tensos estão a venda na esquina da padaria. Cansei
dos estribilhos da carroça atravessada no asfalto. São os faróis que delimitam a vida.
São o medo do abismo. Mas ei de fazer nascer uma rosa. Ei de uma pomba cagar no meio da testa.
e o homem olhar pro umbigo de modo reverso e inconstante, lembrando do copo vazio.
a risada da menina e sua mancha na parte do lábio que não posso mais comprar.
nem tão pouco raspar minha barba.
ninguém vai me acorrentar enquanto eu puder cantar
cores de Frida Kahlo
Brasil
Post diferente. As frases e as fotos são ambíguas. É o relato de um observador da padaria, tomando café no copo americano e bocal sujo. Vai além do relacionamento de duas pessoas, aliás, vai dentro da mesma. Benvinda. Foto de Luciana Carvalho com auxílio do amigo Dodo (Gabriel Büchler), que deu a dica da esquina e depois alertou-me para postar aqui, juntando com as Lhamas. Frases de Noel Rosa (Fita Amarela, por Orquestra Imperial); Lapinha, de Baden e Paulo Cesar Pinheiro, por Elis Regina; junto com Chico Buarque em Cordão e Adriana Calcanhoto com Frida. Era para ser um post cômico, 24 horas, porém quem disse que ele não é... Valeu, muito interessante as visitas que vejo, beijos, Café!
Escrito por Otavio Ranzani às 00h17
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a barra da morte, é que ela não tem meio termo. Compra laranja, laranja doutor, que eu entrego uma de graça pro senhor. Laranja madura, na beira da estrada, tá bichada Zé ou tem marimbondo no pé...
FELIZ DIA DAS MULHERES
, de várias idades, de muitos amores...

Se um dia te ver de saia, cuidado, posso não me controlar. E a outra, que não mais usa saia, tipo aquela branca, que parece amassada e com laivos rubros? Dando um tempo para as pernas que ficam apertadas na casa do umbigo. Dando um jeito nos pelos que aparecem; você deveria usar repelente. Fazer compras melhor acompanhada. Lembrei de outra - não vejo mais seus pensamentos escritos na papelada que recebo. Aliás, a segunda, compreendo melhor seus trejeitos e vejo que agora sua boca expressa quase que todo o seu logorreico fluxo inteligente de verbos. Atitudes. Mas a primeira - canções de outrora me deixam pra cima. No banco da praça, um dia revive-se aquela imagem. Tipo cena de cinema. Todos os que amam serão castigados. É, a experiência de vida jogada na cara faz bem pra melancolia de outras. O sorriso sem plasticidades corrói o medo da casa nova. Por que tem gente que mora junto antes de casar? Por que meu cinto aperta minha pança e vejo que a propaganda está mais pra gato do que pra lebre.
Você que é feita de azul, me deixa morar nesta canção. Sua pele morena me faz lembrar do sal que não tomo no mar. Faz minha mente sentir alegrias da rua que percorro todo dia e te imagino. Você não precisa de repelente, mas sim de um bom travesseiro. Tenho uma pilha de pagamentos a resolver e deixo uma xícara de café amargo ao lado caso precise. Não, não estou sozinho. É que cansei do arroz mal feito e da vizinha que passava de shortinho, fazendo graça, e me deixa babando. Já pensei em pôr perfume, repelente, e espantar os olhares maldignos que me afrontam no supermercado.
Cansei. Sentado no bar de casa assisto aos programas do canal vigente, comento as minhas preposições, não vejo a preferida de saia e minto pro meu umbigo, dizendo que soltarei o cinto apertado.
por Eduardo Guedes
Oxe. Tempinho sem postar pela falta de tempo. Mudei este post um bom tanto da minha cabeça pro teclado. A idéia era representar em pequenos versos. As fotos dizem por não terem cor primária, mas sim textura. Parabéns Mulheres, que amo. Amo tentar compreender cabeça de mulher. Textura, essa palavra é intransigente. Lembrem da saia que esbarrou na água do riacho pra fazer cócegas e outras por aqui ou aqui.... Abraço e beijos cafeleiros, estou muito agradecido pelo número e pela qualidade das visitas...
Escrito por Otavio Ranzani às 17h04
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São Dois pra lá, Dois pra Cá - ouví tua voz murmurando... drento do meu coração. Fada, fada querida, FADA MORENA. E esse samba que é misto de Maracatu... um samba como esse tão legal! Acende o fogo...
Canaã dos Carajás, Pará - Brasil
fotos por Luciana Carvalho
descobrir o doce / como se fora brincadeira de roda, memória / essa ladeira, que ladeira é essa? / upa pra lá e para cá
Minha pele
Vê com cores de plástico
a vida e
vibra
clamando por faíscas que possam
surgir da vela
protegida do organismo.
Sacsayhuaman, Cuzco, Peru
Quem levantou pra sair, perde o lugar. Agora cadê, cadê que ele não compareceu (Vou deitar e rolar). Também Redescobrir, Ladeira da Preguiça, Upa Neguinho, Dois pra Lá Dois pra Cá - música inesquecíveis interpretadas pela intrigante Elis Regina, minha sem definição. Também temos Kiko Dinucci e o Bando Afromacarrônicos chegando aqui. Post encabulado com um poeminha meu sobre as velas e fotos agradecidas dos olhos pontiados de Luciana Carvalho - comparem as fotos, as quais eu também mexi na altura com a largura. A Lhama e as Galinhas. O painel semelhante ao Graciliano. A bike e o ser indecifrável. O leite e o cumbuca de água. é com esse que eu vou sambar até cair no chão. Beijos cafeleiros, até, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 22h18
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até que meu amor bebeu um copo de. E a gente se amava na rede, na rede a gente fazia amor. Sobre a cabeça os aviões, Viva a bossa-sa-sa/ palhoça. Na mão direita tem uma roseira. Do Brasil, SoS ao BR

O Maestro (1970), por Boris Kossoy
A multidão depressiva,
pesada,
caminha na rua aurora. A ostra
traz sons e texturas
ao sentimento.
Digo sobre o medo que o menino de calças tem de palavras mal colocadas. A música ergue o sofrimento de olhar para cima, ver as franjas e fazer levantar os pelos. A noiva que sobe as escadas e esquece do buquet fincado no arame. Feito o boneco. São os ciprestes que choram e importunam os pássaros. Feito a partitura que erra de linha e borra o movimento. A vela na esquina. na dúvida, a platéia errou de entrada. é a batuta que impera e pinta a porta da esperança. Tal qual o medo de imagens mal colocadas.
Vixe. Hoje fomos eu e um irmão e duas irmãs na Pinacoteca ver Boris Kossoy e Tarsila do Amaral. É imperdível como ir pra cama com Vera. ou se imagina. A antropofagia toma conta de você. As fotos são densas. Ele é professor na ECA-USP. Ela é brasileira naturista. palavras mal colocadas. imagens. a música de fundo. as ostras vivem no mar. ou não. O bolero/tango Piel Canela. Este post é cópia falsa do outro que estava pronto na hora em que a rede caiu e ficou salvo na memória. A Tropicália. Logo mais mais coisas aqui. Beijos e abraços Caneleiros, café, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 22h20
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Otavio Ranzani Estudante/da vida
BRASIL, Sudeste, Homem, de 20 a 25 anos
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