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A Hora, Woolf, As horas/ Vouver/ se te dá Prazer: Parabéns/ Thriller/ me absorvendo/ yellow/ MOONWALK/ Piaf/ Gardel/ Nagasa/ COLDplay/ coyote/ Nora/ Nina/ Cole/ fado tropical/ tatuagem/ rio/ tu
LANÇAMENTO - CD de Graça Braga no Sesc Pompéia dia 11/07 CARAMELO: "surgiu um nome dentro de mim para ela: Feiticeira" - "ciumenta, para de ser tão ciumenta..." - "vem cá minha nêga...... minha jóia rara" - "foi pra confirmar que prefiro o calor" - "Estácio, Candeia, Hermínio" - "e eu, que não sei quase nada do mar" - "ter um siricutico" - "alguma roupa pra buscar" - "garimpeira da beleza" - "quero que o sol não invada" - "Fly me to the " - "turn around" - "bird" - "borboleta no estômago" - "tchê tchê tchê" - "quiprocó pra mim" - "São Pedro, João" - "Oxossi" - "nos vemos na esquina" - "monjolo": + loco que o batman, conssiente. O Ministério dos Desejos observa - uma ODE aos Relacionamentos Saudáveis Às vezes me pergunto se a lua é homem ou mulher. talvez besta e bom como discutir o sexo dos anjos tomando cerveja na beira d´agua 
Graça Braga no bar "Vc Vai Se Quiser", Samba da Roosevelt, Samba do Chico, Samba da Rafaela - (por Fernando Macedo) Ah Graça Braga. Continue a cantar. foi lá e por lá que vi muita coisa. bagagem sem identificação. estrada avançando. Ela canta pra levantar a vida que existe no tantã na mesa. no pescoço da garça. resgatar a vida do curió que pode estar rouco. E foi na despedida homenagem de Luiz Carlos da Vila que você chorou. eu chorei. ela chorou. elas choraram. choraram. ver um homem, daquele tamanho, chorando, assusta. Grato ao Chico Médico, Chico Aguiar, sempre nos ensinando. Graça e a todos do Samba da Roosevelt - nosso muito obrigado. ...................................................................................................... e joplin disse. mart´nália confirmou. quero dar piruetas em moscou. ir a cuba e escutar frida com los panchos. sentar em plena quintafeira pra tomar café na paulista. capuccino no empório. café de fresco na mercearia. café de cheiro em viena junto de um livro. um sax, meus badulaques, as tangas dela e o café da casa de dona joaninha. juntar nossos amigos pra fazer fundi escutando música no vinil. encontrar companheiros que queiram sonhar em cima daquele chiado. ter tempo pra te deitar no colo e contar minhas loucurinhas. sussurrar intimidades. quando me conhecer por inteiro, não me interna. não sou fácil. comer queijo de cabra fresco. beber água da mina. contar pedregulhos. pular amarelinha com as sombras que os varais da festa junina fazem de dia no chão. ser batizado. tomar hóstia na lagoa do paraíso. perder ou não perder tempo assim contando história. um dia, eu e ela, pegarmos todos nossos livros em um saco de pão e jogar pro ar. ir a madagascar só pra saltar de pára-quedas. deixa eu pagar tua manicure. conhecer a fístula calcificada. ter de diminuir o rebolado que vem melhorando pra ter compustura e fazer tecer o tango. milonga. provar pinga e jamais esquecer do tibet. sempre ter em mente uma cabaça pra fazer nossas infusões, tomar chá mate, ofurôs. descobrir como projetar nosso cinema em casa. como manter no apartamento nosso observatório da galáxia. cozinhar o strictu. trabalhar. por querer. fazer da escolha esperança e sê inteiro. sonhei eu e a mulher sentados sobre nossas chinelas na areia vendo as crianças correr peladinhas do riacho em direção ao mar. se concreto, ter no meio da sala de sofá rasteiro uma rede pra dormir. liberdade de cortar a abóbora. fazer doce ou lavagem pros porcos. fazer pavulagem em plena china. ir a oca, fazer vida, ver macaco de cheiro no ombro, receber óleo diesel. compreender que a descoberta, a ciência, a fé e o sol gravídico ficam em cima da ampulheta. estourar pipoca de panela. tentar ajudar. pedir socorro. ir até santa catarina comer cuca. ao paraná ler jorge, deleuze, fúcô, fauquener. jamais esquecer dos pequenos suicídios diários. dos suicidas. o relógio e seus ponteiros na forca. jamais esquecer o cristal que temos nos olhos. desejo fazer a mulher feliz. repleta. inIang. curar ressaca com água da talha. corrigir o extrato. hoje eu sugiro o boteco estranho. você faz o cardápio. minha viagem ao marrocos. ouvir de alguém a voz humana. repensar erros. ou nem pensar. cortar o cabelo na moçoroca. e cássia eller me disse que tocar xote e amamentar foram duas realizações inigualáveis. panhar lichia do pomar. mas tem de tentar de verdade. imprimir bricolagem. descobrir que ela se diverte independente de mim. e não me pesa. a cara de susto ao engasgar com bala freegel. a careta que brota. estudar. o ser humano nunca tá pronto. não quero ir hoje. ir até watertown. quero declamar em plena duna cigana. nunca mais esquecer de tirar as meias ao deitar contigo. ler a bula do arrozcomfeijão. fazer cinco flexões diárias. sem essa de me ver só com anel no dedo. sem essa. cantar perto da fuzilagem. sonhar com os pés. racionalizar junto a ponta do lápis e de nossa senhora. reconquistar os segundos. construir um balanço na janela. dar prazer. deixar bem claro que se importa com isso. fazer tatuagem de canela. construir e armar arapuca. depois soltar o sabiá laranjeira. músculos exaustos com massagem soviética. nosso altar. secreto e pagão e vivo. escrever. deixar recado no espelho, mesmo estando sozinho. escovar os dentes. liberdade em tomar minha cerveja e nem deixar outra gelada. escapar do trânsito. dançar agarradinho o pagode russo. mas tudo tem seu tempo. gostar de mim pra gostar de ti. além de mim eu ser mesmo. enxergar em ti arquiteta. construção. sem muito cálculo ou engenharia. contas básicas. e pra tudo isso cria-se um cais. uma entrega. uma viagem na jangada de nossa curiosidade. sonho. estrada. paralelas de uma pauta musical enlaçada por uma clave de sol.
...................................................................................................... E foi nesse terreiro que um curandeiro me disse: toda vez, antes de ir pra cama, ele pega na mão um de seus canários-terra e com tinta a óleo pinta cada pena, sem dó, para retocar. aprofundar-se e melhorar o pincel. E foi onde um sambista me disse que para tocar violão pra valer não se deve dançar com o público, mas sim com o próprio violão. tipo yamandú. tipo rabello. ulisses. e foi aonde aprendi que tocar pandeiro é foda pra cacete. tocar igual aos gatos estão acostumados e conseguir retirar o musgo daquela nota que poucos sentem falta. meu ouvido desafinado nem imagina. onde o compositor escreveu que não há coisamais fora de moda e de religião do que o homem querer sambar com intuito de aparecer mais do que a mulher. Virgínia já sabia disso. 
"Pagode - flutuante - do Oswaldo", Manicoré - Amazonas (por Nadja Stape)
Continua. E foi lançado o filme de Paulo Vanzolini. E as amigas que estão em Manaus andão deflorando através de lentes e revelações. E para ver como algumas coisas são criadas: Ana, Bethânia e Vercilo - quase nada do mar. se eu puder pedir: conheçam o Brasil. música. vira, vira, vira. E Vermelho (sanguíneo, foda): Vanessa da Mata, Paraty, sinCRUnicidades e Sé. Parra: Violeta e Tita. Outro caramelo. Voltem sempre, prometo adiantar a hora, crescer feito gente. beijos e abraços, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 00h01
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me diz polca/ subi 7 lances/ cajaíbas/ e quando eu estiver fogo/ tiver bobo/ sutilmente/ simples Vi Ver/ Pirandello/ Cancion/ clarão mental/ H.Hesse/ H.Hilst/ arrocha/ calypso/ funk/ só descubra
tem coisa melhor: ver por perto ou por longe alguém que te faça rir? "a rotina de fazer um filme é terapêutica" - L.V.T. que não mata, não use máscara, que não minta - mesmo que pinte a cara Longe se vai sonhando demais Mas onde se chega assim Vou descobrir o que me faz sentir (Caçador de Mim, L.C.A./S.M.) Por que vocês não sabem do lixo ocidental? Não precisam mais temer / Não precisam da solidão Não precisa medo não / Não precisa da timidez Todo dia é dia de viver (Para Lennon e Maccartney, M.B./F.B./L.B.) 
Glaciares, era frio... insustentável liveza do ser - Ushuaia (por Luciana Carvalho) | descubro que choro de olhos fechados ao morder uma cebola como se morde uma maça. demasiado humano. | | | | | fui a uma benzedeira que me disse o que acontece numa biblioteca quando Liszt toca. | entrar na cachoeira feito sair pra rezar. Ir ao banheiro. somente saio para dançar, reciclar e não angustiar a fogueira junina. | pagar o próprio cartão de crédito, comprar o primeiro fio dental, assumir o salmo e imaginar como seria um garçom na mesa do rodeio. | | | | ajoelhar feito o artista ao fim do espetáculo só pra lembrar que o joelho é livre e flexível. sedoso, lubrificado e feio. | ir cozinhar no fogão a lenha só pra lembrar que muita coisa boa se faz sem receita,
que coisa boa tem segredo e mistérios pra se conhecer aos poucos. Ou não. | no barro por os pés para construir castelos e ter o espontâneo de pedir chuva só pra poder pedir bis. |

Pés (por Ednilson Maia) e Âmbar - Chapada dos Veadeiros (por Luciana Carvalho) Opa. mais um post. textos esparsos, trabalhando com imagens. E dizem que Café Tacvba é bom. Vi Pedra Letícia ao vivo, e os caras realmente são criativos, presentes no palco, contagiantes e engraçados. Clube da Esquina, suas cores e cebolas. E descobri uma escola de dança de salão em São Paulo que tem turmas especiais para deficientes visuais. li sobre uma cega que antes de comprar roupas pede a descrição detalhada: botões, quinas, bordados, zíper, transparências e só prova depois de tocar em tudo. não usa o provador por não precisar do espelho, ao menos em público. Valeu pelas visitas, também pelos comentários off-line. Beijos e Abraços, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 23h26
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já começa a existir / Garapa / alex ceverny / livros que estão na espera / conversei com samantha / arpeardor / vida de bailarina/ Ismália / minhas conversas sem sal de msn / o livro de Rachel./ a mul
nos últimos 180 dias, conheci 51 pessoas, 33 mentes humanas fascinantes, 19 histórias sem as quais não poderia ficar sem escutar e 07 confissões que aguçaram minha visão sobre a vida. É meu laboratório humano invasivo condolente. coleciono corações pulsáteis. vidas e vidas prurificantes. qualquer uma. necessito disso. e a certeza de que sou quase nada. incerto e pequeno sonhador no horizonte que preciso caminhar. e a contagem de figurinhas é mera bobice, já que este álbum de ver a terra não tem fim. O.T. Ranzani achando um meio de melhor entender minha doença ridícula de ler as costas do cheque, as costas do rio e a mente do lixo. O. Ranzani "garapa é uma mistura caseira de água com açúcar" 
Equilíbrio da Pomba (por Tiago Elídio), GARAPA (por José Padilha), Sem Saber pra Onde ir (por Lígia Battaini) O tenista consome suas reservas a cada ida pra rede. é que o saibro espirra quando o movimento é mal efetuado, quando o cotovelo brinca de polícia-ladrão, quando avista que a bolinha raspou a paralela. Tumulto. foi um top-spin no paredão a concentrar o pio da cigarra companheira dos treinos na madrugada. O destino do saque pra fora requer uma nova tentativa, enxugando o punho na humildade do não comparável. Do erro em relaxar os ombros. A pedra que quicou na quadra e foi gerar fogo na platéia quieta. O tenista que faz do treino sua melhor lembrança.    Noite de Paris, Londres, Paris (por Lisa Boudet)
Voltamos. E vale a pena reler Ismália. E quanto ao GARAPA (aqui ou aqui ou aqui ou o Trailer), esse ainda não fui ver... acho que vai acontecer igual a minha Estamira: declamava suas frases pelas ruas, sentado na calçada... mas demorei 2 anos para vê-la na telinha. Não deixem de ver - assunto pesado que faz cimento abaixo dos meus olhos. E temos fotos interessantes. Gente que tá abrindo flickr. Lisa Boudet é uma franco-brasileira que conheci e que anda fotografando na noite. E jogar tênis é puxado, cansa e exige. E Trah pour 4 é bom e divertido. assim como Lilla Downs me consome (dica expressa de meu irmão). Volto logo. Beijos e Abraços, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 22h48
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chupando Drops de anil / Desejo e Perigo / Contos da Lua Vaga / Elba e Zé / a ema / Tango em Paris / arpoardor / Império dos Sentidos / caminhar / os clows de... / beber água da chuva
“_ Diga-me: o que é esse falcão? _ E se eu não lhe dissesse nada? Por que estão todos atrás dele? Faria algo imprevisível? _ Talvez.” S.S./B.O. “Meu Amor Olha só Hoje o sol não apareceu... Minha pequena Eva O nosso amor na última astronave Além do infinito eu vou voar Sozinho com você. E voando bem alto Me abraça pelo espaço de um instante Me encobre com teu corpo e me dá A força pra viver.” G.B./U.T. | “Quem foi que mandou Você me desejar Também adorei O que você gostou A gente podia Até continuar... Mas só” M.P./C.C. O sexo oral de Hilda Hilst me atiça, me faz ter atitude e me estimula a sonhar com caquis. “Podemos sorrir, nada mais nos impede Não dá pra fugir dessa coisa de pele Foi bom insistir, compor e ouvir” J.A./A.M. |
“Nada melhor do que Não fazer nada Só pra deitar e rolar Com você.” R.L./R.C.
“Foi Mistérios e segredo e muito mais Foi divino brinquedo e muito mais Se amar como dois animais” A.V.
“Quando eu te beijo A vizinha reclama A polícia me ganha E o governo declara Guerra Toda vez que eu te beijo A vizinha reclama.” C. “Com sabor de fruta mordida... E se eu achar a tua fonte escondida Te alcanço em cheio, o mel e a ferida E o corpo inteiro como um furacão Boca, nuca, mão e a tua mente não” C. | “O meu amor Tem um jeito manso que é só seu E que me deixa louca Quando me beija a boca A minha pele toda fica arrepiada E me beija com calma e fundo Até minh'alma se sentir beijada, ai Ri do meu umbigo E me crava os dentes, ai De me deixar maluca Quando me roça a nuca E quase me machuca com a barba malfeita E de pousar as coxas entre as minhas coxas Quando ele se deita, ai” F.B.H. |
  
Farhad, Gotas (por Tiago Elídio), Glenn Glasser quando começou Marcelo caminhava esperando o vagão chegar. ofereceram ajuda e tal qual uma ave precisa de um vento, ele apoiou seu braço, tipo entrelaçado, no braço da moça que se ofereceu. foi a primeira vez. De perto ele sentiu o perfume e um atrito. percebeu que o normal da batedeira tinha razão. E devido a uma pane na cidade naquele dia, o vagão não veio. apesar de ter telefones úteis na agenda, Marcelo não telefonou. não deu notícias. foram pro canto da estação, no meio, encostou suas costas na parede e disse: pouco eu não quero mais. foi intenso e tímido. A moça assustou de começo, mas assistiu ao desejo. Ali começou a qualidade, a estrutura de vida, o caminhar e o acúmulo de palavras. Marcelo tinha costume de agir como turista sempre que saía com uma mulher. visitava lugares conhecidos e prováveis. visitava, tirava foto das curvas, registrava momentos. depois de três a quatro idas ao quarto, da intimidade periférica, buscava lugares não óbvios. Não tirava mais foto e sim criava na mente um mapa e seus acidentes. Suas texturas e sons. Aliás, Marcelo adorava passar perfume em lugares não comuns, só pra ter onde procurar. A música ambiente era capricho. Sempre tinha um vinil na vitrola, um mp3 pra tocar ou preferia o som ambiente dos lugares onde estava. Marcelo demorou a ir pra balada. Tinha receio de como se comportar. não poderia usar óculos escuros. até conhecer raves. Mas foi passageiro. logo, após aulas, conseguia se comportar bem e junto dos amigos comia pastéis. Marcelo tinha sonhos. O vício do homem era atrair uma cabrocha, ir pro fundo da balada, e puxar, com a mão, o sentimento guardado atrás do joelho de mulher. subir com a palma da mão pelo joelho, coxa, costas e tudo mais. Tinha o vício de sempre que dava o primeiro beijo do dia ir com a palma da mão direita pela maça do rosto, deslocar o cabelo lateralmente, chegar atrás da orelha, prender a nuca e trazer continua e publicamente os lábios. com a esquerda, às vezes começava pelo ombro ou pelas costelas, conjuntamente. Marcelo sempre teve paixões e vícios. Em certos momentos, beijava de olhos abertos por preferir a realidade à fantasia. apesar de isso não lhe fazer muita diferença. Quando usava a cama, às vezes começavam em pé, do lado da porta, e ele puxava-a pra perto, sentava na beira da cama, rodava-a e ficavam um no colo do outro. levantava o cabelo e beijava a nuca. Imaginava e via um corpo só. Marcelo rotineiramente apanhava dos sutiens. Aí, inventaram os que abrem pela frente. Marcelo então desistiu. Abre com a boca. escorrega. Ou então pede ajuda. Ta-hí Marina de La Riva, queria te encostar na parede. Certa vez gritou: escuta, eu não sou surdo. foi quando saía com um doce, que sequer nunca disse um som na cama. não gostava de escandâ-los. Marcelo aprendeu com os peão do sítio: deixava a cama uns 2 palmos de distância da parede, assim, quando estivesse praticando o sexo da festa contente, o barulho de bater o batente da cama na parede deixaria a vizinhança soberba. certo compasso musical. Marcelo repetiu o feito no apartamento que comprou na cidade. Nunca os síndicos reclamaram. Aquele barulho. No elevador, às vezes pressentia de longe quem o conhecia. pressentia também mulheres que não estavam contentes. Marcelo era sensível com tons, timbres, batons e o jeito de tocar no botão do elevador. Um tango, uma música cubana, uma onda do mar, um aquário, um espelho e seis taças de vinho. barulho que apreciava era o de cachoeira. Com ela no colo, deixa-a escorregar pra cama. Aí ele deita, solta o peso do corpo e pressiona. Com seu lábio sai de um ponto da pele dela: o canto esquerdo da boca e vem descendo... passando a face e seus componentes por aproximadamente cinco obstáculos, fazendo loopings. Tem uma sequência na cabeça, que às vezes lembra um jogo de pinball. faz, tal qual o jogo, uma sequência aleatória, ou não, do canto esquerdo da boca até descer. faz pit-stops. depara-se com mataburros, pêssegos e tapiocas. encontra no caminho diferentes atritos, bate-volta, saliências e acumula energia pra loopings e sequências promocionais. Marcelo gosta de trocar experiências. Nunca cobrou. dificilmente acontece, mas aprende matemática. Depois do começo, aprendeu que se imaginasse menos a versão do lado de fora, guardava mais tensão e conseguia fazer 2,3,4,5 cestas. cinco descargas elétricas e contrações. não negava que já havia broxado quando menos queria. que tinha ficado sem atitude com quem menos queria. ele partiu e não voltou. para recomeçar, ele tinha suas técnicas e jeitos: costumava pedir. vem me apertar. Certa época queria aprender a fumar. sonhava em ser parecido com o cinema. o fotógrafo preferido. encostar e ser encostado na parede. na porta do armário. no batente do box. às vezes tenso, ou quando era turista, ou quando o trabalho o carregava, teve experiência boa com mulheres que apagavam a luz, um óleo e uma massagem minuto a minuto. relaxava as costas, o quadril e os pés. acordava cantando e o alongamento começava. e é pra chegar sabendo que o mar e a lua já foram amantes. Ele gostava também de aprender. auxiliar. auxiliares. às vezes, Marcelo tinha problemas com areia... deve ser porque na praia não tinha muitas referências. lembrava de escutar os caramujos. as ostras. o fato de não poder ver estrelas acompanhado. E como Marcelo costumava dizer no café da manhã: tive NOIA nos dois olhos aos 14 anos de idade.   
Amarelo (por Tiago Elídio), Mueller, Farhad
Estamos aí. E subir a ladeira. Apresento aqui um músico/compositor que divulga um agito suarado, faz bonito na Noite Paulistana e tem feito coisas interessantes: Ito Moreno ou aqui ou ali. E temos filmes, letras, poemas, criações, dramaticidades, festas e trios. E um conceito de revista/arte que vale a pena conferir: Nerve. E o site dos fotógrafos que andam se especializando em fotografia humana: Spencer Tunick, Natacha Merritt, Glen Glasser e Timothy Archibald entre outros. E para saber mais sobre a parte científica de NOIA, e acho que só não vale querer ser metodológico. Saudade de caneleiros. Beijos e abraços e apertos de mão. Valeu pelos comentários. Até, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 15h23
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para não dizer que não falei das flores / PARABÉNS CANELA / brincadeira / botei a mão no fogo então / coisas que ficaram por fazer / por doar / quando eu soltar a minha voz, por favor, entenda Gonzag
Take it easy my brother Charlie aceita uma prenda, qualquer coisa assim / O mar serenou quando ela pisou na areia Quem samba na beira do mar é sereia/ La Belle de Jour e Amy e Ella e Cole e Luiz Agora eu era herói, e meu cavalo só falava inglês / O real de pão / Quero uma casa no campo, pra compor rocks rurais / o meu samba tem cordão Coração na boca Peito aberto Vou sangrando São as lutas dessa nossa vida Que eu estou cantando
Pôr-do-Sol e um Estamiro, Jericoacoara - Ceará, (por Jin Lee) | SENTADO na frente do espelho da parede do quarto minguante um homem chora roco e curva-se. faz um movimento uniforme, tremido, e começa a meditação. | | ele age assim porque pra orar lembra-se de todos os sofrimentos do mundo e cala-se. muitas vezes no umbigo vê o que não sente. seus olhos voam na parede e pinta-as. desenha. reordena seus medos e sai aliviado. joga pra baixo da tatuagem um pó de desespero... | quando discutem, em casa, o casal se toca. ele então senta atrás dela no tapete, levanta o cabelo e dá um beijo na nuca. depois assopra. recomeçam após os exercícios.massagem. | inspirar expirar lenta ofegantemente. música de fundo. O rio que corre na ladeira ao lado. são trôpegos. o futuro das flores. quando não aguenta, desmaia. desmaia as cores na aquarela do corpo. sorri e sente a ternura de comer rosas. todas as rimas que guarda por timidez. | | ao invés de chinelo, sola do pé. Não guarda rancor nem espera lucro. vive o futuro do instante passado. come a terra que tira das paredes. sonha. muito. e faz, com todo esforço, seu trabalho de encurvar-se. Toma leite na caneca direto do retiro. apara arestas. sobe muros e pula do trampolim. Não entende porque sente na orelha o coração e na vista o sorriso do filho morto. | |

Furo na Alma, Copacabana - Bolívia (por Marcos Hovnanian)
Nussa. Post. Foto de Marcos Hovnanian, profissional - visitem o site e veja o deslumbramento. Descobri a pouco a Copacabana da Bolívia. O texto acima, tá aí. Cristo. Meditar. Buda. Orar. Ajoelhar. Ficar de ponta cabeça. Soltar um beija-flor. Jogar capoeira. Tornar-se leve. Temer. Expor. Músicas esparsas. Escutem boleros. antigos. escutem flamencos modernos. o electrotango que já tá virando o mar. A lua anda me traindo e sai nas fotos alheias. E Daniel Brita já mexe e tá querendo brincar com música semi (a)-tonal: vale a pena conferir. Jin, valeu pela foto: o estamiro, o chinelo e o sol. olhem pra areia. Beijos a Braços. Ah, o Canela fez Três anos, número ímpar, fiz bolo com vela, controle remoto. Voltem sempre, Otavio!
Escrito por Otavio Ranzani às 22h48
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La vie en Rose / Isto aqui o que é / Roseira do Norte / Dai-me outra cor / Nas curvas da estrada de Santos / Menino da Porteira / Berimbau Metalizado / Flamenco Secreto... / Nas esquinas / Billie Holi
Para quem quer se soltar invento o cais Invento mais que a solidão me dá / Invento lua nova a clarear / Invento o amor e sei a dor de me lançar Eu queria ser feliz Invento o mar Invento em mim o sonhador / Para quem quer me seguir eu quero mais / Tenho o caminho do que sempre quis / E um saveiro pronto pra partir / Invento o cais / E sei a vez de me lançar Cais, por Milton Nascimento e Ronaldo Bastos
Porto Cais - Angra dos Reis - Rio de Janeiro (por Luciana Carvalho) Soltaram fogos... era noite de Santa Maria Paula. Os olhos vidraram E o desejo cresceu. as atitudes bloqueadas na mão que pegava a maça caramelizada | O calor perto da fogueira derreteu a pintura da moça feia com a saia rasgada parada na calçada. Ela chorou feito o moinho de vento do sertão de minha futura casa. | Naquela noite uma cigana tocou a linha da vida. percebeu dunas no limite da mente. | No tarô de Tia Ermelinda, Foram as sereias que deixaram a capoeira deitada na esquina. Assim, um cigarro de fumo na boca do seu João no tronco de aroeira. |
BORBOLETAS DE PLÁSTICO NA AVENIDA - A VIDA É UM SOPRO DE VIDA  
diretamente da Torre do Relógio, USP - São Paulo (por Caio Gomes)
Taí. Cais é uma das músicas mais "pesadas" que conheço. Brincadeira. Imperdível na voz de Elis Regina, Simone, Milton e de Nana Caymmi (que não achei online e é a que eu mais gosto, sua respiração é virtuante). Vânia Bastos gravou um cd pro Clube da Esquina que merece atenção. Não deixem de ir ver Fabiana Cozza em Homenagem a Elizeth Cardoso, Fabianíssima. A música é pesada por ser densa, e de reler e treler. O Cais do porto e as luzes. O cais verbal. Cair pode não ser intransitivo. Mentira. A esquina também. e os fogos. E o periquito verde que lê a sorte. O Pinhé. O cais certo incerto. As Tordesilhas. Boa Páscoa a Todos. Festas Juninas, Quadrilhas e Broas de Milho. Mais novidades por aí. Amigo Caio botando pra quebrar. O mar de concreto - mentira. Ando contente com as visitas, caneleiros: as subliminares. Beijos e Abraços, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 23h38
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In a Mellow Tone / "Deus fez o poeta meu bem pra ninguém chorar" / Mentira / Como um palhaço, que desengonçado / A vida é tão rara / Eu, caçador de mim... / o tempo não pára / vemquevemquevemkikando /
"Tem, tem, tem picadeiro de qualidade / Corre, corre, minha gente que é preciso ser esperto / Quem quiser que vá na frente, vê melhor quem vê de perto / Mas no meio da folia, noite alta, céu aberto / Sopra o vento que protesta, cai no teto, rompe a lona / Pra que a lua de carona também possa ver a festa" O Circo, de Sidney Miller, por Nara Leão 
Balões, Angra dos Reis - Rio de Janeiro (por Luciana Carvalho) Porque no circo a vida semeia um capim maduro. Preciso acabar com esta mania de leite com pêra. Lembrar que o circo dá voltas e padece de um bocado de chuva. Molhar o rosto de manhã no tonel da cabana ao lado. Meu trailler. O sol com chuva que aprecio de perto do meu altar. Porque ninguém sabe o que treme a perna na corda bamba. Eu que nem sempre sorrio por trás da maquiagem. Feito a cigana que nem sempre quer ler a sorte de uma moça desesperada ou a mão de um homem que não aceita sua sina declarada. Ando divagando: saltar lá do pedestal, pro público que espera uma tragédia, um suor, um uivo e um ai. Saltar necessita de uma atitude que nem sempre possuo. mas quando salto tenho o prazer que poucos têm. se penso, repenso, amarro meu calcanhar na esperança, ela vem feito mágica. O dia do salto com o cravo na boca fez de mim o palhaço mais confidente da trupe. E veja que a moça do pano não usa shampoo sedoso por ser liso demais. Tem que ter força na cabeça. Quanto às piruetas que as crianças gostam, trouxeram-me bichos de pé. coceira. Saltei 2 vezes sem ter a tela me dando cobertura... como minha vida é feita mais em números ímpares, espero a próxima, o pequeno suicídio alvo. Na ponta do pé, lá em cima, aprendi que o salto melhora com a ambientação. quando se esquece de tentar sentir o vento. aprendi que vivo melhor com o tempo que sinto no pulso que bate em minha orelha quando inspiro pra saltar. dar cambalhota pode ser perigoso. Ter que rodar, ver o choro que se simula, enxugar o batom, fingir o pé torto e aceitar que os músculos têm que estar contraídos para o aplauso. Os aplausos. O bandolim. Lá de cima... feito a submissão de meu salto para o canto da casa. para o pranto em minha intolerância. Feito o cachorro que mija no pino que segura a lona. E a bailarina do circo. O menino que levanta as calças sempre que o espetáculo começa. Sei que quando corro pro gol minhas costas gelam, um arrepio entornece e relembro que um salto nunca se repete.  Céu e Mastro, Angra dos Reis - Rio de Janeiro (por Luciana Carvalho)
Eita. Este texto está sendo escrito mentalmente há tempos. Tenho 3 poemas sobre o circo, mais intensos e singelos e belos que este texto, na minha simples opinião. aqui foi uma mistura. um pensamento que foi escrito na noite corrida. Não deixem de ver Milton Nascimento. De ir ao circo de lona, aqueles antigos. De conhecer o teatro mambembe. O circo mais engraçado que fui quando criança foi na praia. De ver as músicas circenses e as tentativas. E um amigo anda compondo com canto gregoriano: The Chakall. Cruz e Sousa, poeta que tenho sempre ao lado. o famoso Acrobata da Dor. As fotos revelam outras procedências. Interpretações. Fantasmas. O circo de Jorge Ben, de Chico e do Mato. do Circo Voador. Beijos e Abraços Caneleiros, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 22h49
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contigo aprendí /disritmia/ tuntumtuntum / a ostra traz sons e texturas / a vida bota pra ferver... Maracanã / Luis Caldas / quando eu soltar a minha voz / Ivete, tuas coxas me... / invento o cais pra
A palidez do dia é levemente dourada / Tal seja, Lídia, o quadro Em que fiquemos mudos Ricardo Reis  
 
Chico Bacon, Caco Galhardo (Folha de São Paulo - Janeiro de 2009) saber como suporta o charme fútil das profissionais e o lago raso das amadoras. | que a rosa em tua boca sufoque os maus agouros e traga os corações à vida feito o tango na janela | O outro lado do espelho assusta o cão que rói tábuas e questiona seu vício. O outro lado da escotilha consome e brilha límpido apesar do corpo estendido. | A conquista demorada do nosso primeiro beijo foi proporcional ao arrepio ocorrido na pele que assistia ao espetáculo. |
 Caixa de Alface, por Fernando Macedo
A palhoça. a Tropicália. Ta aí. Níquel Náusea volta logo. E, Feliz Dia das Mulheres. aos pombos que convulsionam no parapeito. Não podemos esquecer de Gonzaguinha. E eu queria escutar mais Clube da Esquina. Atenção: Andreia Dias faz shows especiais, escutem-na se possível. publico mais um poeminha daquela sequência. e mais uma vez uma mulher fala. Reparem na foto de Fernando. E Chico Bacon é um piadista. Os outros textos vieram escutando uma música estrangeira. Coisas que já apareceram aqui no Canela: a Ostra de Kossoy, o Espelho, o Fundo do Poço e Meire. A palavra espelho já apareceu 10 vezes aqui. nem tinha essa ideia, apesar de ter noção que o canela se repete. é só prucurar. Beijos e Abraços, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 18h36
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punk da periferia-freguesia do ó/ coisas que o funk faz por ti / Ballerina / rouquidão, do ruído da respiração / silêncio, o sambista está dormindo / luaespadanua / as vitrines te vendo passar
Arranje um cantinho sossegado e uma almofada gostosa. Acenda um incenso de sândalo. Sente-se com as costas bem retas. Relaxe os ombros. Inspire novamente e solte o ar pela boca. Então cerre os lábios, coloque a ponta da língua no céu da boca e respire pelas narinas. Mantenha os olhos entreabertos, apenas pousados a sua frente. Ouça todos os sons. Sinta todas as fragrâncias. Perceba o ar, a temperatura em sua pele. Pernas firmes pela força da gravidade. Não julgue. Nem certo nem errado, nem bonito nem feio. Seja. Apenas sentar. Intersendo com tudo que existe. MONJA COEN, a mesma da Colação 
Vitrines, por Luciana Carvalho Alessandro Penezzi, no Ó do Borogodó Depois da cena em público, difícil era esconder-se por trás da vergonha da boca dele. | | Ser tua manicure por um dia seria suficiente pra me conquistar: esquentar tuas mãos, fazer uma francesinha, e, melhor ainda, escutar teus segredos do cabeleireiro. | Aquele sorriso me fez Ir ao banheiro retocar o batom e, revelar o que desejava. | | Espirro hormônios viris ao tocar sua cintura. Sua pele é coceira aos instintos. |
Ontem, tive contato com um casal, que quando juntos, Não exalavam afagos; queimavam posse. Boçoroca, em Casa Branca (interior de São Paulo), por Armando Antonialli Vixe. Quase 1 mês sem postar. Primeiro, queria comemorar as 30.000 visitas que o canela já recebeu. São muitos alqueires, somente realizáveis com as visitas dos caneleiros. muito obrigado. traga um amigo e ganhe um pedaço de chocolate. Devo dizer que estou devagar na escrita, posto isto, resolvi, em comemoração, tornar público poeminhas com eu-lírico feminino: eles surgiram há uns 2 anos, em resposta àquela tão falada sequência que já prometi postar inteira por aqui e que eram palavras masculinas. Acima, temos 2 femininos e 2 masculinos. O de baixo é uma observação minha frente a um casal que conheci na praia. Monja Coen falou e disse no Culto Ecumênico de minha formatura. Mestre Penezzi lança novo CD. Vejam Cibelle aqui e aqui. Carnaval, que vontade do carnaval... Pulem e Dancem. Abraços e beijos caneleiros, até, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 17h58
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e cumprindo a minha jura me vesti de Papai Noel / o tempo passa e os pingos da chuva caem / carcará / chove chuva, chove sem parar... / eu vi mamãe oxum na cachoeira, sentada na beira do rio...
tem gente que só acredita nos relógios que marcam a hora certa... 
Ronaldo Fraga 2009 (Alexandre Schneider, Folha Imagens) A criança que vive e tem medo das corujas. As canções de Piaf. Aquele que pensa que a chuva consegue derreter os pirulitos coloridos de beira de estrada. E sei que demorou alguns anos para eu entender a força dissociativa da água. A força intensa da água na cachoeira. Em limpar meu nariz e juntar suores. A criança que tinha anseios em experimentar roupa na loja. E eu que gostava de fazer o cuco sair de sua casa várias vezes ao dia. Dar corda e sair de novo. Lembrava das histórias de Rapunzel. suas tranças. e o dia que descobri que não eram as renas que comiam o capim que eu apanhava com tanta religiosidade. Onde um dia eu encontrei. A geladeira, quando aberta rapidamente, pode dar zica. O gavião que insistia em me atrapalhar o sono. Seu pio agudo e encorpado. Ver os porcos fazendo amor. A menina que morava em terras vizinhas, andava em pelo, e fazia cócegas no riacho. Mas o tempo passa. E meu avô costuma ter soluções práticas pro dia-a-dia. Molhar, com água da mina, o sapato apertado. Umidecer o couro e enfiar os pés. As responsabilidades em saber trançar rebenques. Em poder dizer não, ou sim, aos perdigueiros. Quando aprendi chamar pombadoá com minha garganta. Quando vi que um abajur cor de carne figura na mente dos cumpade muito mais pela cor do que pelo tema. E hoje, fecharam-se. O silêncio qualquer que incomoda crianças. Correr na lama, atolar-se, pegar no barro que seca sem chuva.
 "Silêncio. Mercadoria de luxo em São Paulo", por Walter Kashinoki (seção Fotografe São Paulo, GD)
Eta. Caneleiros. Certas lembranças da infância, o crescer e o viver. Música. E meu avô que sempre quis viver sem o horário de verão. Misto de ficcção. Ando muito agraciado com o número de visitas no Canela. E os senhores acima botaram pra quebrar. Disseram-me. E a foto abaixo vem diretamente do site interessante de Gilberto Dimenstein. Lá, link sobre a Jornada Fotográfica na Rua Augusta. Leia outros posts, encontre-se. Café com Canela aromatizada. Beijos e Abraços, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 18h19
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a viver indistencente assim.../ é uma índia com um colar / coloca água no feijão / a capoeira no trânsito / não me incomodo que você me diga / a lua me traiu / os carros gospem enquanto trabalham / sì
Humidade. acho que é disso que o mundo precisa...

Risadas Paradas, por Fernando Macedo
Psiu.
Fazer a barba faz parte do jogo. Encontrar alguém de camisa amarela, por acaso, vem junto ao pacote. Errar e soltar um berro dentro da cabeça da mulher do vizinho na janela. Sumir e voltar.
Psiu.
O receio da primeira interpretação. O ponto delicado de uma costura num zíper promissor, que segura suas taças e revela a capacidade de contaminação frente ao espelho. Frente a tudo que um olho vê, e o outro não. Feito escutar vozes e responder. Como aprender a bater bolo na mão e não errar no fermento. Remendar os retalhos e fazer pose. O receio da reinterpretação. As angústias de uma semana sem ouvir o Roberto.
Psiu.
Sorria, não só porque teu sorriso é belo, mas também porque o ar te pede um contágio. Corra, quando for preciso, porque todo mundo é um pouco ácido. Feito a malícia do gato que pega pássaros na praça. Feito o João que come doce roubado. Sorria. Relaxe. Uma risada parada vale mais que uma gargalhada preconceituosa, porém, menos que o que teu olhar diz ao tremer no telefone. Sob o lençol, uma força estranha.
Uma cor e um perfume. Uma vontade imensa de casar numa fazenda, pra ver as flores e as vacas comerem. Ou na praia, pra ver as flores e as ondas baterem.

Opa. voltando aqui. Grato pelas visitas e compaixões. Post relativamente diferente. Primeio de tudo peço que reflitam numa resposta: vocês creem que quem fala acima é homem ou mulher? Peço que revejam posts antigos, diferentes, de temas "não importantes": Aqui, este, aquele, és laço frouxo, este outro, as mudanças e as aranhas. Uma Casa no Campo. o Stan voltou e passou por aqui. O rosto humano que pode ser imenso. Os erros de ortografia. As possibilidades de uma diferença não esperada. Rosa Passos, tenho te conhecido melhor e adorado. O vídeo mais visto da Ivete Sangalo no You Tube... Roberto Carlos. Vânia Bastos, elabore mais preciosidades. Beijos e Abraços. Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 01h54
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tal vez / Dos Gardenias / da cubana Omara Portuondo e Bethânia/ o Renascer... / as inundações... O samba, que ninguém faz só porque prefere / sutilezas e continuações...
assim simples e sincero - Feliz Natal e um Excelente 2009, que continuemos Caminhando...

Na Mão do Fotógrafo, por Fernando Macedo
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ao medo um pensamento brochado.
Ao simples um gozo infindável.
às andorinhas um vôo raso e repleto.
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Olhar no espelho e ver a fotografia reversa feito olhos cansados.
jogar boliche, acertar o pino e sorrir feito criança na casa da vó.
São miudezas de uma mente que põe seus olhos num pedestal e tira fotos.
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Adão Iturrusgarai, Folha de São Paulo - 24/12/2008; Penso, São Paulo - Brasil, por Fernando Macedo
Vixe... Bons Cafés a todos! Aqui terminamos mais um ano e só tenho a agradecer! Muito obrigado pelas visitas... Alguns pequenos novos pensamentos. Revejam posts, outros pontos de vista. Lembrar da música, olhares, Brasil e sorrisos. Já publicado aqui no Canela assunto sobre os olhos e o simples não simples do dia-a-dia: fotógrafos. Agradeço também a todos os colaboradores. Humildade e caminhemos em 2009. Beijos e Abraços, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 17h32
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antes da derradeira lágrima rolar / minha alma sentida / ninguém ouviu um soluçar de dor / um sorriso e uma voz negra / e Jorge Ben / E o Café Filosófico / Eu quero uma casa no campo onde eu possa...
e eu que conheci um homem que dança com as manequins da vitrine...
 
Janela, por Luciana Carvalho / Coleção Chanel 2009
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A alegria de tuas fotos revela uma estrela que pulsa feito jarro d´agua e clama por flores no campo de modo singelo às rosas do teto de tua casa.
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uma rosa amarela
que salta de pára-quedas,
sorri pra câmera e vê
sua sapatilha marcada
no chão de terra batida.
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Adão Iturrusgarai, Folha de São Paulo - 23/09/2008
Estamos de volta - primeiro, desculpas pela demora em um novo post. Tinha selecionado 6 músicas, variadas, pra incluir neste post e não lembrei de quase nenhuma. Eram músicas alegres, engraçadas; além de Nelson Ned, um dos ídolos do meu irmão... rs! Insisto em Dona Inah. Romantismo no ar. Aqui temos também Paulo César Pinheiro e outros mais. Impressionante como uma mão, ou duas, no bolso, podem ter sentidos. Um olhar amendoado, agateado, puxado. Lembro deste forró: Como dois animais, de Alceu Valença. São instintos e sentimentos. E os poemas acima são homenagens a duas mulheres que minha retina congrega: um foi feito recentemente e outro mais antigo. São as rosas... e não esqueçam de rever uma Rosa que já passou por aqui no canela. A família fettuccine é pra se rir e pensar. Desculpa, mas peço que revejam os poemas com carinho. E não se esqueçam de Noel. Beijos e Abraços, voltem sempre, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 22h08
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A lua me traiu / Mar, misterioso Mar Que vem do Horizonte / nosso samba inda é na rua / sentindo o frio em minha alma te convidei pra dançar a tua voz me acalmava são dois pra lá dois pra cá... / cão

Folia de Reis, Vargem Grande do Sul - por Fernanda Ligabue
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A fumaça do cigarro
me acalma o ímpeto
ao xingá-la
na cama
depois do mel aceso. |
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A empresa de turismo
errou ao oferecer aquela viagem
pro frio de um barco furado
a um metódico pra ver o mar de perto. |
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O fundo do poço
está seco
pelo calor da rua
e por falta de suor na delicadeza do pensamento. |
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Ei de ficar
Sujo as águas do mar
Quando uma pomba
sair feito baile de máscaras
e sobrevoar
sem pose ou alegria. |

Bethoven na Mooca - por Fernando Macedo / Sorriso Canino, por Guilherme Ide
Ave. Vôa. Então, poemas novos na gaveta. Tempos novos em fase nova. E só meu irmão pra encontrar coisas assim no You Tube: Desafinado; além de outras encaracolices que ele me manda. Vou apresentar nova cantora aqui no Canela: Verônica Ferriani ou Aqui - procurem-na em todos os cantos. E já está na Rádio UOL o novo CD da Dona Inah - Olha quem Chega, o qual, a cada vez que escuto, mais gosto. Agradeço imensamente a todos os colaboradores e fontes pra este blog e pra este que escreve. Dizem que o Stan passou por aqui. Abraços e Beijos, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 13h36
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nascer num dia frio não vale a pena / eu queria ser uma abelha pra pisar na tua flor / a baiana do Geraldo Pereira / O canudinho da Cláudia Leite / Chorei como nunca na vida Porque precisava desabafar

Marimbondo Dando a Volta no Mundo, Maranhão, Bandeira Científica - por Bruna Abílio
As canções do ontem me trazem aqui. São percalços e mata-burros no caminho que desviam minha atenção. Descobri fatos sobre nós ontem no jornal. Não sei porque comprei aquele exemplar: preferiria não conhecer mais este seu ponto fraco. Cartas no computador? Espero que ele nunca tenha levantado a palma daquela mão sobre sua face. São descobertas inúteis frente minha posição, feito um pombo-correio descobrir que hoje é dia 31 de Dezembro.
A vida pode ser descrita por fases. Porém, ao deixá-las no relento, você renega seu pensamento e curte o dia-a-dia de um vídeo-game.
Idéias que surgem de uma luz branca no alto da escada. São chamas de vela lentas. Canções lentas. Seu dia, o seu nascimento, foi comemorado sob o vento e os automóveis naquela primavera. Flores que te deixam bela. manchas que te diferenciam. uma mancha que me atiça. Reconheci sua saboneteira de longe.
Daí eu te prometo. mentira. São profissionais na esquina que me deixam feliz. Relembram minha profissão já de chinelos. Toques de bandoneon. Histórias frescas e sem censuras. Um velho que hoje balança na cadeira em frente casa. Joga migalhas de pão pros 3 cachorros, visto que seus dentes hoje não cooperam em mordiscar a massa. Porém, anos que aprenderam a máxima de que os sonhos não envelhecem.
Às rosas do teto de tua casa. à bola que insiste em não fincar na rede e permanece, feito pião em chão de terra, cavando lugar na torcida. Feito o marimbondo que foi ao circo e não voltou, posto que lá eles preferem machucados naturais. Um bicho no sótão que vive as mudanças que o tempo traz. Um bicho que faz mal-me-quer bem-me-quer todo dia, tentando descobrir porque a maçaneta não abre sozinha... Feito as corujas que só observam. Feito meus dedos que mastigam minha chave no bolso.

Bola Fora do Gol, Mooca - por Fernando Macedo
Nossa. Circo Marimbondo, Circo Marambaia - música muito boa de Milton Nascimento, associada com uma pitadinha da grande Alcione. Por falar em cantoras, ando doido por elas: coloco aqui duas novas - A Diva DONA INAH acaba de lançar seu segundo CD "Olha quem chega" somente com músicas de Eduardo Gudin: ficou animal, pelo pouco que vi e escutei de outros... um pouco por aqui e outro por aqui. Também um vídeo no You Tube muito bom de Outra Diva DONA IVONE LARA - Tendência. Faltam muitas por aqui. Promessas que não cumpri - por favor, digite no GOOGLE e na mente, os nomes já postados aqui, aos poucos eles voltam. O post foi perdido no meio por uma pane... não sei sobre seu significado. São muitas mãos envolvidas. Cumprimentos... beijos e abraços caneleiros, sinto a presença para um café, caminhemos, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 22h12
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A Lua me Traiu, acreditei que era pra valer... / Lua, espada nua/ bóia no céu imensa e amarela / Mas seus olhos castanhos me metem mais medo que um raio de Sol / Oscar, dodo e Osmar / Feitio de Oração

Santo Futebol, Fortaleza - por Gute Garbelotto
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um dia a menina vizinha
disse que o tempo
caminha ao contrário.
na barra fixa,
ela cerra os lábios
e olha pro céu.
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entrega-se ao chamado
da lua
no mar
e volta correndo
pro mundo cantando
a realidade que observa.
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Tá aí. Um poema feito às beiras da praia do meu pensamento. Quando as ondas vêm e vão... Espinhos rosados, um futebol santo, uma bola enluarada, o fascínio. Barra, cinismo, cerrar os lábios, as lágrimas contidas. Músicas belas e infinitas, belas, por Tom Jobim, Calypso, Noel Rosa e Novos Baianos. O que poderia ter sido e não foi - mas ainda pode ser. Peço humildemente que pensem na cantoria. Na praia, na Lua e no Futebol. Este poema me leva ao Projeto Bandeira Científica, já comentado por aqui. Mais sobre Luas e seus Afazeres no Física Moderna. Aquele abraço, e este post originalmente era melancólico, porém, deu lugar ao poema acima, ainda sem título (este poema é uma homenagem). Ía me esquecendo: a Comunidade acordou chuvosa, Luiz Carlos da Vila foi fazer samba lá em cima e foi sorrindo. Beijos e Abraços Caneleiros - ando contagiado pelas inúmeras visitas...!
Escrito por Otavio Ranzani às 21h13
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um tango de Gardel / um medo inveterado / o texto que era pra ser e não saiu / a amizade alheia / o carteiro / canto paraguaio / dança do ventre feliz do vizinho... / Índia paraguaia vem me enfeitiçar

Níquel Náusea, Fernando Gonsales (Folha de São Paulo - 23/09/2008)
Eu vi uma dançarina do ventre. Foi na penúltima segunda-feira, perto de uma escada. Aquela onde o vinho branco se calcou. Onde meu Senhor mora. Onde a eternidade às vezes tira férias para dormir por um instante: quando o relógio vira. Aquela que já abortou um cuco. verbalmente, essa dança é quente. Gira pra lá e prá cá os músculos da barriga. Faz gemer os laços que o umbigo mantém com o ar ambiente e protege, feito noivado, as ancas da dançarina. Faz assim com que nosso olhar desvie e perceba sua maquiagem nos olhos. Foi ali, aonde um dia vou dançar com a tal atitude.
A paciência dos humanos às vezes é inerente. certos dias, tem hora pra começar e acabar. Depende da marca da boca com os lábios, que podem sugerir cinismo ou ironia. ou paixão humana. Aquele momento em que não queremos nada além de tirar a roupa e ir pruma banheira, abrir o champagne e tocar um bolero. Chamar Ângela Maria e as índias de Ipacaraí. Observar a rua que corre na janela. Talvez
nenhum momento necessite de traquejos. a paciência pode estar ausente, mas o relacionamento entre animais pode e necessita ser mais sanguíneo. talvez desfalcada no âmbito, mas necessariamente um olhar sincero, mesmo que rápido, pode trazer paciência. Atenção. calmaria pra mente doentia.
Talvez um dia o Tango pare.
e eu consiga obter a relação carnal
da mulher dançarina com as batidas e os sotaques que as palmas ecoam.
Dança do Ventre
Vixe. A tirinha tem muito mais do que parece, ao meu singelo ver. A foto é boa... dedicada ao texto; porém não tão suficiente pra ilustrar o quanto a dança, em especial, mexe com os receptores. também não traz muito a filosofia da coisa. Faz parte de um potencial. Ângela Maria já animou muitos carnavais mentais para mim - aprendi com meu avô. vale a pena conferir. o tema é profundo e difícil. voltei o quanto pude, mas sem depurar muito o assunto. às vezes levo esse sorriso porque já chorei demais. cada ser em si carrega o dom de ser capaz... Voltem sempre... o canela agradece de coração. Abraços caneleiros...
Escrito por Otavio Ranzani às 22h36
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Desclassifiquei o amor imenso de grande alegria / na apuração perdi você / quem nunca viu o samba amanhecer / a Barra funda / darmos as mãos o negro e o branco / espelho do dia-a-dia / a humildade...
04 de Outubro - Kiko Dinucci e o bando Afromacarrônico no CCSP - ali na Vergueiro

Asilo Bezerra de Menezes, Pirajuí - por Gute Garbelotto
Com as costas descobertas, procurei uma falha naquela escultura. É que isso acontece quando se descobre que o medo pode comandar sua conduta. É tipo a vida que se mostra feito ostra frita sob um vento no domingo. é que aquela oriental me deixa louco. Emílio Santigo que o diga lá de Saigon. São saudades vermelhas e quentes de uma mão no ombro. São constelações que brincam de pique-esconde num dia de necessidade.
Minha filha que consome cigarros. Um broto com medo de florir e, assim, fecha a cortina e se mata com a fumaça do palco. Um avô generoso que consome flores do campo. Um louco de voz grossa que aplica seus pavores fazendo origami com papel higiênico. Acho que minha mente anda tipo um chiclete grudado no controle remoto para lembrar da preguiça alheia. Feito você lembrar de mim no dia do seu casamento. Um fio de cabelo. Aquele meu jeito único de te olhar. Feito ela que me pega na esquina. São pústulas de livro e uma mão castigada. Como aplicar vitamina na coxa.
As panelas de hoje apitam quando a água seca. Sim, é o Cacique de Paris. São cabelos revoltos que não merecem seu descaso. Um fato nobre tipo leite com manga. Tem gente que chora, mas não abraça o próprio pai. Cansa de fazer bolha com apito e não saca que o vento tá na banheira fazendo redemoinho do lado do ralo.
Jamais pense que eu pego carona contigo pra chegar mais rápido ao ponto.
Pense que meus olhos amendoados são mais tênues que os seus. Pense quantas vezes pequei por sob o lençol e
vi
meus sonhos serem consumidos pelo travesseiro.
 
Este post saiu, pra variar, diferente do planejado nestas semanas. Era pra ser um poema de duas estrofes: quente e ameno. Aqui aparecem fotos de Gute Garbelotto, presentes em seu TCC, e as coisas em cores vêm da ajuda de Fernanda Marques, diretamente de Bonito-MS. As fotos descrevem o que são, os movimentos do ar no quarto e na fumaça; assim como os movimentos e diálogos do texto. Esquizóide. Religioso. Estamiros. Quilômetros de experiência. Os mesmos medos de grudar o brigadeiro no dedo. Aqui tá faltando um pouco de funk, Calypso, Chico e Bach. Não deixem de ver Kiko e os Afromacarrônicos por aí, além de toda Quarta-Feira no Ó do Borogodó. Agradeço imensamente pelas visitas, um café dentro de casa. beijos e Abraços, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 21h16
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maior é Deus / oÔÔÔÔôô meu Senhor, é uma ordem Superior / mandei a música errada pra ela / foi um rio que passou em minha vida / invento o cais; invento mais que a solidão me dá / Cássia Eller e baixo

Galhos e brotos, por Luciana Carvalho
Às vezes o foco distorce meu pensamento. São estradas que trazem humanos pra minha mente. São gaivotas que mergulham e metem a face no mar procurando comida. Um tronco de árvore sobre meus pés quando penso em dar o próximo passo. Chamar o Pai. Meu dedo treme, esquenta, fico vesgo. meus olhos marejam e sinto um empurrão pro fundo da classe. Tão simples dar um toco, usar as unhas e saltar de galho em galho. licença, minha voz está rouca.
Você entrou na minha vida usou e não abusou, fez o que quiz. Mas fui eu que não fiz.
Hoje andei pensando em como uma lanterna pode ajudar na procura de um prego. São parafusos, porcas, martelos e gafanhotos. Normalmente me perco na caixa de ferramentas e lembro ser difícil cravejar um prego na cerca do pasto do naipê. Leitura rápida do manual em espanhol. Você esqueceu de bater a porta. Meu barracão estremeceu no frio. Sugestão: leia o manual antes de instalar. Atente-se aos detalhes. Corra com o uso, acalme-se na recarga. No pasto do napier as vacas magras correm pela lateral, enquanto o boi lambe brotos e toma sol encostado na tábua. Como é que faz, dois pregos na mesa onde batuco minha caixa de fósforos.
Puxa. Post com estrutura diferente. Luciana, imensurável ajuda na confecção. É uma ordem superior (Despejo na Favela, de Adoniran Barbosa). Aguarde posts mais diretos e claros, atendendo a pedidos antigos. Peço desculpas pela demora - adivinhações, estruturas, diversão, medos, tremores, calores e trabalho. Essas ruas. Muito grato pelas visitas intensas. Napier é um tipo de capim; naipê deve ser uma idéia sonora que fiz errada. acho que lembra ipê. Se vou, músicas boas por aqui. Beijos e Abraços, Caneleiros... Se der, dá uma passada em outros posts,tipo esse.
Escrito por Otavio Ranzani às 19h20
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Nunca mais você saiu a rua em grupo reunido / Black bird, o que se faz? / Você entrou na minha vida usou e abusou fez o que quiz / Mas Assum Preto, cego dos óio /eu queria ser um abelha pra posar...
Borboletário, Mangal das Garças - Belém, por Lenira Rengel
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ando mal dos dedos, é o pensamento que rói a lima do olhar e seduz a despesa da asa do pássaro de borracha |
sem intenções,
estabeleci regras de xadrez:
pôs a mão,
tem que levar
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A leitura labial
Transforma a escrita
Em mera coincidência do olhar |
O fundo do poço
É fundo por ser
Barato e líquido |

Pásso-Preto ou Anu e casal de Diamantes Goulds
Vixe. Post diferente. São duas pessoas que conversam. São fotos diferenciadas e colocadas lado-a-lado. Existiam mais fotos, olhares, que ficaram de fora. Atenção pras disposições. E lembrar que entre outras muitas coisas que já criei, os Diamantes estiveram presentes na infância - chocaram e no ninho viu-se o porquê do nome. Atentar para as disposições dos objetos nas fotos, suas atitudes estamíricas e escondidas. Lembrar-se sempre de Assum Preto (na voz de Elis é muito bom, além de Edgar Allan Poe e Velha Roupa Colorida), outras andorinhas e tristezas do Jeca. Valeu pelos comentários, pela força na moenda deste café. Ando precisando de energia... beijos e abraços caneleiros...
Escrito por Otavio Ranzani às 22h48
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Calypso / Doces Recordações / Só a bailarina que não tem / Pra ficar Odara / Um estrela no céu todo vez que ocê sorrir... / Se ela danço, eu danço / Chamar a Portela na Avenida/ Espumas ao Vento...
PROFILAXIA NESTA VIDA NESTE MUNDO, TUDO É Proferido ao Deus Dará
Doces Carros, Colômbia - por Luciana Carvalho
Potentes cordas que tiram do foço a água de beber dos moleques. A água colorida de groselha. Ou o sangue da tampa do dedão do pé ao tentar frear a bicicleta. Chutar bola no paralelepípedo e fazer gol com as vasilhas da mãe. O tempo norte que faz cabanas na esquina. Talvez por pedirem demais... O medo de acordar sóbrio. O olhar do horizonte é diferente: são pontos que caem no mar e iluminam os guampos. Ave, jogar bola de gude e taco na terra. Demarcar o campo com gravetos. São insustentáveis cordas de uma viola que ficou mal acabada por natureza.
Demarcar com malabares. São nomeações criadas. Uma palavra negra por sobre o carro. Balas coloridas. A chuva de prata quebrada no toldo. Um olhar da barba ao lado. que não é branca. a leitura de jornal inacabada e inválida. a leitura de uma história de amor que acaba deselegante. São os dentes que não foram jogados no teto. Ou, atirados pela janela com um tijolo. Categorias. Uma frota que te arranca. Um marechal e duas sargentas. Obra grandiosa empoeirada vista do ônibus carregado.
Umidade faz falta. é preciso para poder pulsar. a cuíca que jorra estalidos e pulveriza. uma percussão mal feita e conduzida por controles remotos. Umidade.
Vi alguém contemporâneo na Pinacoteca que faz obras tipo a foto. Mas ele pinta: desde carros até pessoas. Não lembro o nome. Lembrem de Alex Ceverny. Reflexão insidiosa e cabreira. São lembranças da infância. O futuro e o meio. Peço que reflitem. Nem sempre as palavras são inteiras ou acabadas. Boa Semana a todos... Beijos e Abraços Caneleiros - não esqueci dos músicos citados.
Escrito por Otavio Ranzani às 21h51
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O meu amor tem um jeito manso que é só seu... / Papai vadiou, Mamãe gostou - Quero ver você dançar, como dançou papai... quero ver você dançar, como dançou mamãe / Fada, fada querida... / El dia que..
anunciaram e garantiram que o mundo ía se acabar... por causa disso minha gente lá em casa começou a rezar... até disseram que o sol ía nascer antes da madrugada...

Níquel Náusea, Fernando Gonsales (Folha de São Paulo - 22/05/2008)
às vezes, o sol caminha pra cama sem avisar. como ir tomar banho e não comentar com os filhos. feito a pantera que ruge ao olhar no espelho... temo quando sofro por demorar na cama. são pergaminhos que traço, feito analisar e escolher o feijão antes da panela. é nossa relação cheia de falhas que adoro; porém, quando a tarde cai e você exige explicações: meu coração palpita e salta faísca de uma vela com prazo de validade. O grande medo do suicídio alvo.
O doce prazer de duas almas que conversam pelo muro. De um lado um garoto bobo que peca por extravagâncias e erros de marcha. do outro, uma princesa de olhos apunhalados que não redime e prospera casulos. São os medos impróprios. São silêncios que não colocaram pulseira pra entrar no baile. A angústia do olhar pro muro e não jogar as pernas por cima. Lembro daquele dia de sua mão em minha perna. Aquele diálogo sem nexo de nossas pernas.
Chanel 2009
Ave. Música imperdível, principalmente gravação com Ney Matogrosso, de Assis Valente: E o Mundo Não se Acabou. Chico Buarque, Vítor e Léo, Dona Inah e Leci Brandão. Não percam, logo mais Raphael Rabello, Alessandro Penezzi e Yamandú Costa por aqui. Texto incipiente. São constatações da janela. Uma vida a dois numa piscina com espelhos. Atenção para os temas recorrentes no Café. valeu, voltem sempre, beijos e abraços, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 22h59
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tentemos não deixar a música Latina / se ela dança eu danço / saudade dela / o sol do terreiro onde aprendi a dirigir / a mascarada, o jones e a corruilha / nem sempre o amor é tão azul / a antiga...
- O que é que há? - Rosa acabou comigo - Meu Deus, por quê? - Nem Deus sabe o motivo - Deus é bom - Mas não foi bom pra mim - Todo amor um dia chega ao fim - Triste
O que seria minha vida sem o sol na janela do carro. Temo o grande suicídio alvo. As reclamações vão para além e meu chefe reclama do serviço. Em casa, as meninas não conseguem trabalhar e o dinheiro que chega está fraco. ando pensando em fazer propaganda corporal.
O vento dificulta e não facilita minha pipa subir. As questões subsidiárias do desespero do vizinho deixam meu olhar mais aguçado. São tensões no bolsão de mentiras. Apostas na boca errada. Hoje o dia amanheceu e não percebi o café ao meu lado. Geralmente, é o medo do que pode acontecer frente às atitudes.
- Você está bem disposto - Também sofri - Mas não se vê no rosto - Pode ser... - Você foi mais feliz - Dei mais sorte com a Beatriz - Pois é - Pra frente é que se anda

Colômbia, por Luciana Carvalho
O post saiu das minhas mãos. Não era bem isso que refleti pra escrever. Foram muitas músicas pra estimular: quilos de bossa, funk, rock de leve e um samba. Seriam notações biográficas para 3 pessoas - saiu um leve, breve, comentário profundo de uma profissão e de uma sensação humana. MPB-4 por aqui. A música inteira é Amigo é Pra Essas Coisas, de Silvio Silva Junior e Aldir Blanc. Luciana voltando por aqui. Grato. Comentários interessantes e visitas perfumadas. Abraços e beijos, caneleiros...
Escrito por Otavio Ranzani às 17h46
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se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí / deixe me ir, preciso andar... / Um dia a gente se encontra na hora certa / a barata diz que tem sete saias de filó / o pato pateta pisou no caneco
a bronca deles é essa - Estamira
a vida é um sopro - Oscar Niemeyer

Bandeira Científica 2007, Maranhão (por Luisa Sugaya)
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Como é ter
dois filhos que pulam a varanda
pra ver estrelas em preto e branco.
o escovar dos dentes
que inibe o sorriso. |
sofrem
Feito galinhas presas pela perna
que urram por não botar
um ovo quebrado. |
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O medo de não olhar no espelho.
A idéia de que as pessoas somem
Com a sombra na água,
molhada. |
a alegria de
botar fogo no paiol,
manter a vida e
ver os ventos pro mar. |
Não sei. Os ventos oriundos do pensamento dizem e desdizem. A Bandeira acrescentou minutas na minha visão do mundo. Foi tipo um teatro das obras do mestre Graciliano. Sãos os ensinamentos que mudam tua conduta. Crianças. Felizes. Vida. Música. Sombras. Comentários por Oscar Niemeyer e Estamira. Simbora melhorar este País. Brasil amado. Maranhão não conheço, ainda. Simbora tentar olhar pro mar e ver, no equador, uma vela que não tem fim. São os peixes que brigam por espaço no mar. As curvinas com a pedra na cabeça. Beijos e Abraços, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 21h07
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acerca da baixa auto-estima dos roedores / por sobre as comidas / a música sem fim / Lígia... / vem cá Luiza, me dá tua mão / o medo do cavalo manco / Portela, eu nunca vi coisa mais bela...
ME DIZ SE VAI E EU NÃO FUI

Dali, por Eduardo
Rissi
tenho me apaixonado, em instantes, por chocolates amargos. Vejo uma mente humana
diferente e, de rabeira, já fito meus olhos feito coruja em gaiola. prendo-me,
nem sempre com a mente sã, e deixo de ver trincos. são um corredor de
imagens sem projeções. são esculturas amarguradas que clamam um olhar. Às vezes,
pareço alucinado com o público, porém, quem de perto vê minha boca
repara.
mais uma dose por favor. é que a marca daquele batom me deixa sugestivo. não
mastigue. me perdoe. não pense coisa errada sem falar comigo. aliás, pense e
veja: leitura labial faz toda diferença. Não se rebaixe - para mim, você
é exatamente uma rede...
afora o pessoal. pessoas são interessadas em coisas
animalescas e geladas. todo dia, no travesseiro, imagino quantas vezes
minha ignorância de bicho homem, feito controle remoto, imagina especial o
que faz e não vê minha vizinha, que sabe passar roupa com a exatidão de uma
conta com números. feito o mar azul do rato. são os noves
fora.
são
as necessidades de um umbigo que tem seu rato e corre, atoa.

Burma, rio Mekong - por Eduardo
Rissi
"Vou ao piano para não morrer, para não desaparecer, para não me
transformar em um número.
Para não enlouquecer, para fugir. Acho também que
vou ao piano para me matar."
por Tom
Jobim
Texto com arestas. Não terminado. Quero expôr o modo de pensar. Eduardo Rissi,
grande, já apareceu aqui e aqui. Estamira - meu sonho é tê-la numa caixinha de
fósforos e guardá-la no bolso (por aqui, aqui ou aqui). Tom Jobim não precisa de muitas apresentações,
deixe os conceitos de lado. Frase mote de outro grande amigo. As fotos tão aí,
no mundo real. Lembro-me da época que criava pássaros. E este post não é de todo
oriental... Valeu pelas visitas, beijos e abraços Caneleiros...
Escrito por Otavio Ranzani às 18h57
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quero ficar no teu corpo feito tatuagem / que logo se alucina / mente-mente / eu prometo, prometo sim / bebadosamba / amendoim torradinho / veja bem meu bem / as aparências enganam...
inclassificáveis - Ney Matogrosso 2008
Ao levantar o lençol, dei-me conta que havia uma escultura por debaixo daquela roupa. Percebeu-se, nos ares do quarto, que pincéis passaram por aquele corpo antes de meus olhos. eram tatuagens, ou uma única, em lugares estratégicos. Eram feições de um outro tempo, eram canelas frescas, detalhes em tons pastéis; eram um instigante tema pruma conversa na cama - fiquei estasiado sugando o ar por perfumes.
Tem gente que carrega uma tatuagem na mão. Vi uma hoje. Devido às posições adquiridas pela dona, o formato ía e vinha em formações militares. Tem tatuagem, principalmente nas costas, que carregam gente. felinas. já tem gente que não leva jeito pra coisa - o desenho fica insosso na tela. Digo, foi dor atoa, foi a falta de um batom de bom gosto. traria mais lucro.
A noite era longa. As vezes se multiplicaram e vi
a obra de vários ângulos.
Eram olhares para lá e para cá. Tem gente que nasce com tatuagem em lugares inatingíveis.
Procure uma Unidade de Saúde
Voltemos. Ney Matogrosso dispensa maiores apresentações: canta de tudo contudo. canta com as penas, com as dores e com o peito. Sem dúvida, um dos melhores shows de música que já vi, na beira da praia, do CD anterior "Canto em Qualquer Canto". Naquele, ele aparece feito personagem tatuado. Escutem algo dele, seja o que for. também tem uma história de vida bacana Nossa, e a Tatuagem de Chico Buarque... rs! Hanseníase, estudem algo desta doença, o Brasil precisa. Tem tatuagem que talvez não devesse aparecer em público. Ah, tem gente com Tatuagem na ALMA. Uma gravação no Altas Horas por aqui. Beijos e Abraços... tenho torcido pelas vezes que a campainha toca aqui no Canela!
Escrito por Otavio Ranzani às 23h04
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Olhar pro lado e ver o outro/ Only You/ As canelas distorcidas / O beijo na poça / Palhoça/ Roça a Vontade de Melar tua boca
Ex-amor gostaria que tu soubesses o quanto que eu sofri ao ter que me afastar de ti não chorei como um louco eu até sorri mas no fundo só eu sei das angústias que senti
Sempre sonhamos com o mais eterno amor infelizmente eu lamento, mas não deu nos desgastamos transformando tudo em dor mas mesmo assim eu acredito que valeu quando a saudade bate forte é envolvente eu me possuo e é na sua intenção com a minha cuca naqueles momentos quentes em que se acelerava o meu coração
Tenho refletido sobre as impurezas do cotidiano. Reparo nas vezes em que sirvo a mesa e, invariavelmente, esqueço de colocar os talheres do prato principal. Não esqueço do prato, nem do garfo e faca. Já a escumadeira, a esteira para não esquentar a mesa e queimar o detalhe da roupa - destas não lembro. Não lembro da concha. Não lembro de servir do lado certo. Volto aos meus pensamentos e vejo que o fato de agir assim faz meu corpo estar fechado.
volto aos meus pensamentos e reafirmo que escovar os dentes faz parte do momento crucial no cotidiano. É quando as impurezas aparecem. É que quando a gente escova os dentes dormindo, perde-se desejos na fricção. Perde-se teus olhos refletidos. Rompe o lacre e esquece a tampa. Reparem: como você escova, olhe pro espelho e observe. Escute os barulhos. Veja o ralo. Beije a pasta feito comer maria-mole.
Podemos sorrir, nada mais nos impede Não dá pra fugir dessa coisa de pele Foi bom insistir, compor e ouvir é o povo que produz o show e assina a direção
 
Nussa. Este post saiu meio virado ovo com pão. Martinho da Vila e Jorge Aragão. Pele, músculo, mucosa, dentes e boca. Cuidado com interpretações freudianas e/ou mamelucas. Breve escrita do cotidiano. Peço que repensem as coisas simples do acordar. Ando enfastiado com pensamentos outros. Todo o Morro Entendeu Quando Zelão Chorou, Ninguém Riu Nem Brincou, e era carnaval... Ainda tenho vontade de pegar tua boca, menina. Fiquem com Deus, boa canela, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 15h07
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essa é a ladeira da preguiça... Créu, Créu... do tempo em que se amarrava cachorro com linguiça/ do tempo que Dondon jogava no Andaraí... One/u2: as vitrines te vendo passar
A MINHA ALMA TÁ ARMADA E APONTADA PARA A CARA DO SOSSEGO...

Povos Tribais na Thailândia - por Eduardo Rissi
Vem querendo ser feliz...
Finje que nossa briga foi ontem. Finje que tua mão não tem arranhaduras de quando tentei tirar nossa aliança. Pensei em correr pro riacho esfriar a cabeça. Acho que errei quando toquei no infame assunto dos teus amigos. errei quando apelei pro futebol. nós sentados sem carinho. brinquei de contar formigas indo e vindo no caramelo que preparei e você recusou.
A luz da coisa de pele. A alma torcida. o que era bom ficou amargo. pensei em lavar louça e filosofar. Pôr Stuwart pra tocar na viola. Ver nossas entranhas no espelho embaixo da cama. Sonhar que a experiência que nós não tínhamos continua parecida.
Desculpe, analista, nem sei se éramos irmãos.
Todo o Morro Entendeu, quando Zelão chorou... ninguém riu ninguém brincou e era CARNAVAL / CaRCARÁ, pega mata e come... os burrego na baixada, carcará não vai morrer de fome.
China, por Eduardo Rissi
Oxe. Desculpa pela demora... ! Voltei e revoltei num tema comum na vida humana. Reparem na Vida Humana. Não esqueçam de Maria Rita, Caetano, Rosinha Valença, Falcão, O Xote, O Chico, O Rappa, O Funk e O Calypso. Prestem atenção em Eduardo Rissi - fotos novas acerca do oriente. Escutem a Vida, humana. Continuem voltando, sinto a energia de todos... postem links pros nomes daqui; assim, enriquecemos-nos de endereços. A cama do post abaixo foi usada por muitos. Beijão, canela procês, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 22h51
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Piazolla pra quem te quero... Um dia te chamo para dançar... Só a bailarina que não tem/ As cigarras que cantam demais
"Quero, humildemente - através da música -, homenagear todos os aniversariantes do mundo, indistintamente" - Hermeto Pascoal, que compôs 366 melodias para contemplar as pessoas nascidas em anos bissextos.

Comecei a costurar pensando na vida de Aleixo. Aquele homem que me fez sentir maravilhas e me fazia tremer de alegria e satisfação ao bater o portão de casa - só de imaginar em sonhos as próximas cenas depois do portão... lembro que minhas pernas eriçavam.
Comecei a costurar pensando na vida de Carlos. Aquele homem rebuscado, ruivo, que fazia das tripas coração para aprender a tocar tango e era ruim na cama feito doce de feijão: morde e morde sem gosto aparente.
Comecei a costurar pensando na vida do vizinho quando eu era mulher do Marcelo. Pensando quão triste era escutar nossas estripulias, nossos batentes e riscos pela parede. Aliás, arrependo-me de nunca ter cobrado.
Eta. Correria por aqui e por acolá. estas frases fazem homenagem a algumas mulheres, ora ditas fiandeiras ora chicas batedeiras. Hermeto Pascoal precisa ser escutado, na minha opinião, por todo tímpano. Ele lembra Sivuca, que já ficou por aqui. Ele lembra qualquer coisa além de ser um mago. Arranjei uma Marilyn Monroe pro meu quarto. A gramática faz parte da leitura das frases. A música e a timpanoMETRIA também. Não deixem de ler Nelson Rodrigues. de ver Hermeto e Sivuca no You Tube. Escutem isso: Dominguinhos, Sivuca & Oswaldinho, um dos melhores cds (Cada Um Belisca Um Pouco) dos últimos tempos, pela Biscoito Fino. Valeu, repensem... beijos e abraços, Otavio
Escrito por Otavio Ranzani às 21h28
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como fui Feliz naquele Fevereiro, pois tudo para mim era primeiro... Primeira Rosa, Primeira Esperança, Primeiro Carnaval, Primeiro Amor Criança / Mente que eu finjo que acredito no seu coração...
Bailarina
neste carnaval,
além de mim não...
levei o fora de uma estrela querida.
nunca pulei carnaval contigo - talvez porque ela não goste deste estilo de vida.
Adoniran, Marcos Cesar, Vila Esperança. Minha Estrela Perdida, por João Paulo e Daniel , Lucas e Mateus, Eduardo Costa. A Banda, por Chico Buarque. Palavras pueris e não pueris. Vontade de beijar tua boca, feito aquele sonho na praça a beira mar. Vontade de beijar teu pescoço feito naquela cidadezinha, junto ao cafezal. Passada rápida por aqui... Post pra refletir e defletir. Agradeço muito as visitas... bebam do Capuccino! Até, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 23h21
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Não deixe o samba morrer - por Alcione / Alguém sempre te socorre antes do suspiro derradeiro - Nelson Sargento / Eis o malandro na praça outra vez - Chico Buarque/ Galinha que canta grosso...
Dona Inah
ave que pulsa e vê seu sorriso no céu
quero-te linda pra vida viver e saltar do pára-quedas tranqüilo

Uma homenagem a Dona Inah. Quem não conhece, senhora simpática do samba, que lançou seu primeiro CD "Divino Samba Meu" aos 69 anos e canta toda terça no Ó do Borogodó (gravou em 2004 - Prêmio Revelação TIM). É suave e àspera. Escute aqui e aqui também. Esta mulher já colocou som em momentos incríveis de minha jornada. Adoro dar um abraço na senhorita. Queria tê-la em miniatura pra pôr numa caixa de fósforos e guardar no bolso, como diz uma companheira. Poema interessante, profundo e feito rapidamente - após meses de espera - é homenagem a outra amiga. Os gatos são estamíricos, por natureza. Aliás, estes dias assisti a um documentário sobre as Corujas Lapônicas, elas caçam ratos no gelo: tâo no topo das estamiragens. Não deixem de escutar as pérolas do CD da moça. Los Panchos - conheci recentemente e não tem como não viciar... eles têm muita coisa boa... para quem não curte, vale a pena pela descontração. Esta música dá pra fazer semelhante ao que postei aqui... Voltem e bebam café... beijos e abraços, Otavio.
Escrito por Otavio Ranzani às 23h29
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uma casa no campo / o funk que eu gosto / ninguém faz samba só porque prefere / tá vendo aquele edifício moço, ajudei a construir / mulher que voa / O homem que copiava / Assistir ao cinema..
Macchu-Picchu
quando eu morrer, me enterrem na Lapinha
não quero choro nem vela, quero uma fita amarela gravada com o nome dela
Eta. PORQUE olhares tensos estão a venda na esquina da padaria. Cansei
dos estribilhos da carroça atravessada no asfalto. São os faróis que delimitam a vida.
São o medo do abismo. Mas ei de fazer nascer uma rosa. Ei de uma pomba cagar no meio da testa.
e o homem olhar pro umbigo de modo reverso e inconstante, lembrando do copo vazio.
a risada da menina e sua mancha na parte do lábio que não posso mais comprar.
nem tão pouco raspar minha barba.
ninguém vai me acorrentar enquanto eu puder cantar
cores de Frida Kahlo
Brasil
Post diferente. As frases e as fotos são ambíguas. É o relato de um observador da padaria, tomando café no copo americano e bocal sujo. Vai além do relacionamento de duas pessoas, aliás, vai dentro da mesma. Benvinda. Foto de Luciana Carvalho com auxílio do amigo Dodo (Gabriel Büchler), que deu a dica da esquina e depois alertou-me para postar aqui, juntando com as Lhamas. Frases de Noel Rosa (Fita Amarela, por Orquestra Imperial); Lapinha, de Baden e Paulo Cesar Pinheiro, por Elis Regina; junto com Chico Buarque em Cordão e Adriana Calcanhoto com Frida. Era para ser um post cômico, 24 horas, porém quem disse que ele não é... Valeu, muito interessante as visitas que vejo, beijos, Café!
Escrito por Otavio Ranzani às 00h17
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a barra da morte, é que ela não tem meio termo. Compra laranja, laranja doutor, que eu entrego uma de graça pro senhor. Laranja madura, na beira da estrada, tá bichada Zé ou tem marimbondo no pé...
FELIZ DIA DAS MULHERES
, de várias idades, de muitos amores...

Se um dia te ver de saia, cuidado, posso não me controlar. E a outra, que não mais usa saia, tipo aquela branca, que parece amassada e com laivos rubros? Dando um tempo para as pernas que ficam apertadas na casa do umbigo. Dando um jeito nos pelos que aparecem; você deveria usar repelente. Fazer compras melhor acompanhada. Lembrei de outra - não vejo mais seus pensamentos escritos na papelada que recebo. Aliás, a segunda, compreendo melhor seus trejeitos e vejo que agora sua boca expressa quase que todo o seu logorreico fluxo inteligente de verbos. Atitudes. Mas a primeira - canções de outrora me deixam pra cima. No banco da praça, um dia revive-se aquela imagem. Tipo cena de cinema. Todos os que amam serão castigados. É, a experiência de vida jogada na cara faz bem pra melancolia de outras. O sorriso sem plasticidades corrói o medo da casa nova. Por que tem gente que mora junto antes de casar? Por que meu cinto aperta minha pança e vejo que a propaganda está mais pra gato do que pra lebre.
Você que é feita de azul, me deixa morar nesta canção. Sua pele morena me faz lembrar do sal que não tomo no mar. Faz minha mente sentir alegrias da rua que percorro todo dia e te imagino. Você não precisa de repelente, mas sim de um bom travesseiro. Tenho uma pilha de pagamentos a resolver e deixo uma xícara de café amargo ao lado caso precise. Não, não estou sozinho. É que cansei do arroz mal feito e da vizinha que passava de shortinho, fazendo graça, e me deixa babando. Já pensei em pôr perfume, repelente, e espantar os olhares maldignos que me afrontam no supermercado.
Cansei. Sentado no bar de casa assisto aos programas do canal vigente, comento as minhas preposições, não vejo a preferida de saia e minto pro meu umbigo, dizendo que soltarei o cinto apertado.
por Eduardo Guedes
Oxe. Tempinho sem postar pela falta de tempo. Mudei este post um bom tanto da minha cabeça pro teclado. A idéia era representar em pequenos versos. As fotos dizem por não terem cor primária, mas sim textura. Parabéns Mulheres, que amo. Amo tentar compreender cabeça de mulher. Textura, essa palavra é intransigente. Lembrem da saia que esbarrou na água do riacho pra fazer cócegas e outras por aqui ou aqui.... Abraço e beijos cafeleiros, estou muito agradecido pelo número e pela qualidade das visitas...
Escrito por Otavio Ranzani às 17h04
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