Café com Canela


rita ribeiro/ juliana ribeiro/ julieta venegas/ omara portuondo/ rede/ invega/ inverga/ cantil/ tonel/ paz/ simplesprazer/ foge não/ twitter/ orkut/ facebook/ google/ faceiro/ pelé/ projetos/ luiz/ ac

"Os Famosos e os Duendes da Morte"

ora de religare. carpe diem. as velas de avalon.

sussega leão. sussega leão. o domador de porra nenhuma

 Dovima com Elefantes - (por Richard Avedon

acordei cansado do ronco de belinha. desde que tirei todos os espelhos de casa não sei aonde se encontram minhas escovas. minhas mágoas e desesperanças. foram tranquilas para o lixo. sonhei que estava numa praia deserta e fiquei preso. dentro de um elevador com duas morenas e uma loira. acordei morto. de vontade de comer um inhame afrodisíaco. morto com a trairagem de suas carnes. sem fazer planos... respirar, subir à tona, para quando morrer, boiar no mar. minha secretária reclama. de um aparecido na axila. e sem ter espelhos, vi que não adianta o mestre de obras fazer cimento duro. isso em qualquer região. em qualquer calçada. sempre. repito: sempre. sempre um cão vai passar pela barragem e deixar sua pata inscrita. seu trevo sem folhas. tipo pegada no mar. tipo se assustar com pelo encravado. moleque e barba sem ordem de serviço. é uma cachoeira de sentimentos que pulam lá de cima e invadem pelos no corpo. moça que sangra. não existe delivery. permissão. manual. e meu papagaio sabe que desenvolvi uma técnica de doin no coração. por o dedo pela língua e friturar. massagem intracardíaca. plissagem musical e irrestrita. e ordeno que todos tenham um ritual pela manhã. rezem por todos a sua volta. suas felicidades. e quem não estiver por perto, solicite a ponte. ore por todos os que não o apetecem. dizem que eu, um domador aposentado, pertenço ao clichê de sonâmbulo fantasma. que penso tal qual um fandango. eu, que fui domador de siris, na escola das covinhas dela. Não me Deixe, Cabeça! ... aí, aprendi a levar a vida numa banguela. gulosa. alguns não entendem meu jeito grotesco de olhar pela janela. minhas vizinhas. meu cigarro e uma banguela. a bicicleta. gosto de framboesa. dos vaga-lumes que me guiaram até o descobrir do Milagre. cãimbras. milagre de ter nos pés o músculo que dói. e sorrir por ter sono e estar chorando. sorrir por ter sono e estar chorando. sorrir para fechar os olhos. isso pra morrer feliz.

 

Amanhecer em Rondônia (por Marina Goria)


oxe que esse forno esfriou. demorou mais saiu. o garçom explica a situação. é que está difícil trabalhar, meditar e escrever. anotar. e descobri recentemente Gabriel Grossi, o virtuose da gaita brasileiro. vale muito a pena conferir. Assim como a cítara de Alberto Marsicano. E "Os Duendes da Morte" é longa brasileiro que logo estreia em março. e ficou uma pintura de aquarela forte com pastel num plástico bolha, de fazer o lenço humidecer. e claro, ele também é um livro. romance da vida pública. nem que seja de um abraço. ou conduza uma marcha. Richard é um fotógrafo além do além mar. e este amanhecer já se contradiz por assim dizer. Faz 01 ano do Luiz Carlos da Vila. Tomem café com moderação, beijos e abraços, Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 19h48
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bruxa/ maça-verde/ coalhada/ cordel, hermanos e hemetério/ cantares de minas/ hit the road jack

diamonds on the inside.

pó de ouro

o brochar desabrochar feminino. cartier-bresson e matisse.

ESTOPA - (por Manoela Hisae)

 

Um gramofone,

nuvens

e bolo de chocolate.

 

foi assim:

piquenique com

meu falecido

pai.

 

 

Um chorãozinho

 

vou aprender

deslizar a mão no

violão

pra tocar Los Hermanos

na praia.

o violão de minha viúva.

 

 

Trocar os dentes

todos pela porcelana.

 

Morder sem cortar

pra estimular sem dizer

e

tocar a coalhada

sem arrepiar.

 

 

 

 

 

pobre brejo

ao tatuar uma

estrela no punho.

 

 

Pajé, Festival de Parintins 2009 - (por Raphael Porto)


Oxe. Mais uma vez, pra se repetir, desculpa pela demora. E a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério é mais um achado de meu irmão. No Youtube, é só digitar OPBH. E é só aguardar pra gozar o próximo CD de Ney Matogrosso, que tá tenso/intenso. Bom demais. Simples Pleno, é uma nova sequência de poeminhas que ando produzindo, ainda na gaveta. aqui alguns rabsicos. O estopa, assim como o silverinha, são parte do catavento a girar de minhas retinas. Beijos e abraços, voltem sempre, Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 21h27
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saúva/ velar/ Noriel/ boa noite/ satisfazer em teu braço/ bruxa violeira/ orquestra de pífanos de caruaru/ corre pelo lado direito/ mamãe lua/ maria GADÚ/ celular/ vanessa / vânia/ no beco/ omelete/u

"Sente este samba quente Que é muito legal É super pra frente É bem genial Embalo como este Só quem vai curtir Quem não se machucar Quando deixar cair 

 Segure esta conversa Segure a jogada Vou refrescar a cuca Pra poder incrementar

 A mente está cansada E só da confusão Deixa a gente na mão Por isso vem, vem Pois estou devagar  Ai, oh ... é o 16 toneladas"

 TEM coisa melhor: ver no telefone ou na foto alguém que te faça rir?

                               a imortalha razão. chama a galera, põe água no feijão que a comadre fulozinha vai tocar. fazer a gambiarra. seresta de ferro. um gemido ao acordar do dia. o sol gravídico e o sorriso de dona joaninha. maria. São Pedro, Candongueiro.

 “Old Pirates, yes, they rob I / Sold I to the merchant ships / minutes after they took I/ from the bottomless pit.

Won't you help to sing / these songs of freedom? / 'Cause all I had, / redemption songs, redemption songs!

Emancipate yourselves from mental slavery, / None but ourselves can free our minds. / Have no fear for atomic energy /

                                                           ´Cause none of them can stop the time" B.M

 Verdade nos Pés - (por Ariel Nogueira)

 

Um farelo que cai

espanta

a formiga comendo

grãos

no canto da cama.

 

 

 

 

 

Um chorão

 

enquanto eu toco

minha esposa

nem

se toca.

 

 

admira,

estala o rubi dos olhos

toda vez que vejo a vida

novamente e me assusto

 

tanto.

desespero:

errei e o mistério se foi.

preciso da ajuda para descobrir o

não sei de mim.

 

Um telegrama de ajuda

pronto pra descobrir o que      não sai de mim.

 

 óculos, santo, um calço e a roda - (por Camila Nihei)


Caneleiros, desculpe-me a demora em postar novamente. É o Noriel Vilela, o das 16 toneladas original, o tenor da batida, que participou do grupo "Cantores de Ébano". E muita coisa na vida. ébano. preta preta  pretinha. a burguesinha a burguesinha burguesinha, só o filé. suco de maça. samba bacana, legal pacas. tias de gandhi. E o  5 a Seco tá mandando bem, som da pesada de orelheira. Voamos ao infinito, leiam e trileiam posts antigos, porque ando relendo-os e assinando consentimentos. Desejo a todos que uma alma leve os tome conta por dentro. a vida roda, e o humano sempre tá em mudança. faz carreto. Beijos e Abraços, Otavio. 



Escrito por Otavio Ranzani às 18h28
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adonias filho/ lars/ von e grael/ ouriços/ estações/ a lua me traiu/ vaneirão/ voar simples plegoroso/ caetano/ tropicália/ acordes dissonantes/ mesa do jantar/ pombo correio/ pomba gira/ altar de Za

"Look up, I look up at night, / Planets are moving at the speed of light. / Climb up, up in the trees, /every chance that you get, / is a chance you seize.
How long am I gonna stand, with my head stuck under the sand? / I'll start before I can stop, before I see things the right way up.

All that noise, and all that sound, All those places I got found. / And birds go flying at the speed of sound, to show you how it all began.
Birds came flying from the underground, if you could see it then you'd understand."

                                                                                                                                                       Apenas apanhei na beira-mar               Há meros devaneios tolos
                                                                                                                                                                                                                     A me torturar
                                                                                                                                                       Um táxi pra estação lunar                    Fotografias recortadas em jornais de folhas

"Eu identifico agora quando uma recordação supera o cumprimento. Imagens flutuam naquela bobeira de estar ali contigo. Passamos ao largo delas como banco de shopping. Elas nos enxergam e esperam o nosso retorno. Lembrar é voltar para um lugar que nunca abandonamos. A gente só confessa que lembra observando duas vezes o que esqueceu. Sei quando uma lembrança faz uma estreia. Tenho que parar onde estiver, curvar-me diante do pânico evocativo. Amo o que achava que não era meu. Apresso em comprimir os lábios prendendo o ar recente das palavras. Lembrança mesmo não foi sublinhada, avisada. Lembrança mesmo tem importância atrasada. Pequenos ensinamentos que ninguém me dizia justamente por serem pequenos. As hortaliças dos hábitos. Minha namorada não me diminui para ser generosa. Explica o que ninguém quis. Talvez porque muitos deduziam que seria um absurdo desconhecer. Talvez não facilitasse a curiosidade. Talvez encarne um completo retardado para atitudes óbvias. Desenroscar um vidro de conserva me assusta mais do que correr uma maratona. Sou incompetente diante do abridor de lata, do alicate, do saca-rolha. Talvez simbolize um problema sério dos casais. Pela ânsia de grandeza, não aceitam desperdiçar a memória com banalidades. Forçados a impressionar até na hora de acordar. Para gerar valor, seguem o comportamento de que devem falar coisas fundamentais o tempo todo. O adulto pode regressar para a ignorância sempre que precisar. Ela me explicou que não posso deixar o laptop ligado na eletricidade senão vicia a bateria. Não desistia da tomada para manter 100% de carga quando saísse para viajar. Sacrifiquei dois computadores pela desinformação. Encontrei um risco no vidro dianteiro do carro. Já estava reclamando dos guardadores. Ela me explicou que é resultado do uso do limpador sem água e espuma. Tem sentido. A marca é uma meia-lua, bem no momento em que o aparador retorna. Fracassava para fechar a mala amarela. Inchava as têmporas para negociar quais pares de sapatos entrariam no bote de salva-vida. Ela verificou que não soltava o forro. Arrebentei várias costuras por não sondar a existência de um zíper interno e discreto. Escovava os dentes em movimentos horizontais. Rápidos e constantes. Com a pressa de bochechar. Ela me explicou que deveria articular gestos verticais e seguir o desenho das felpas. E me explicou a recolocar o elástico nas calças, a regular máquina de lavar, a cumprir nó de marinheiro. Eu lembro do que não preciso mais e estou salvo de mandar em mim." - Carpinejar

Barro que me Consome o Óleo (por Ariel Nogueira)

Ontem fomos na gincana da rua. lá onde pulávamos amarelinha. arrancávamos a tampa do dedão. e jogo bola de gude pra ver se vendo meu cantil ao próximo mendigo. ou se compro um pedaço de pão. É que a água da mina está barrosa. e o pulo da carteira no riacho fez da queda uma aposta. Espresso. são formas de bolo. um quarto cheio de sujeira. podres campanhas. rótulos. públicas esferas de couro. trabalhando o sal. pra viver longe de conflitos. Expresso. um apito no fim do túnel. fiquei gripado. de tanto andar nu na casa de dona joaninha. jogo bola de gude pra fuder com o dardo. o alvo de centro ridículo. e o violino daquela esmeralda. o gramofone de meu pai. são instrumentos do prazer amarelo. um prazer bom de nespresso. encorpado. raspar a barba em pleno campo, pra ver se a grama atiça e aumenta o atrito. roer unhas. foi um panfleto que li. um panfleto de cordas. colado na árvore. ter na barba cabelos cumpridos pescados na noite anterior. toma atitude sua besta. encosta na parede de pedra e grita. pega no vácuo o sufflair de tua saliva. pulsa. toca, canta, coça. E Graciliano me disse sobre as crianças, a prisão e o cão. o cão do vizinho é territorialista. pavor de chiclete engolido. mastigado. chiclete colado no cabelo da senhora mariana. Llévatela, si al fin y al cabo piensa mucho en ti. e existem situações quando a única perversidade que sobra é ter medo. tipo andar de avião. sonhar com o voo. o pouso da ema. o ninho que balança pelo timbre da peba que canta por baixo. filtrar as cores. virou de costas. sentados. e como tirar a calça. uma flauta naquele verde de minha terra. choveu. o barro abraçou a ti pela quarta vez. construiu e desconstruiu castelos. pediu bis. o barro que apitou pro maquinista. o diesel de uma teta da vaca. o leite da outra. mascar chiclete no semáforo. mascar chiclete ao dar um pé no amado. estourar bola na cama. invadir o céu com galhos. mas. a bruxa violeira ainda caminha ao meu lado. a sombra do mágico que escondia cartas na manga. escondia o nome no punho. a sombra do mágico que aprendeu a puxar raiz de amarelo. parece que puxei do pé a eternidade. ali tem um feeling. um riscado de barro. ande com cuidado em palavras riscadas. faca amolada em um copo vazio. vazio de ar. e um acorde mais barroco.

 

Pra Onde Vais - Polônia (por Fernanda Valério) / Mulungu no Sertão - Ceará, (por Jin Lee)


Vixe. Aí foi publicada uma trilogia. a parte de uma trilogia inacabada de um pensamento rápido. é que vem da terra, da cidade e da Lua. E vale a pena conferir - anda compondo e estrelando -  Dan Nakagawa, aqui e ali (num curta com a vocalista do Cansei de Ser Sexy). Valeu pelas visitas floradas, torradas e cansadas. Pelas fotos e amizades. E sempre que sentar ao pé da mesa, no tatame ou no chão de estrelas, lembremos da Tropicália. Por quem anda distante e volta sempre que precisa. Beijos e Abraços Caneleiros, Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 15h42
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dry / cry/ cold/ hour/ jangada/ goiabada/ rapadura/ água doce/ praia de pipa/ o chalé/ o albergue/ Adonias Filho/ Antunes/ teatro mágico/ circo da paulista/ o tico tico no fubá/ telecoteco.../ tirar o

"Não sou Digno de que Entreis em Minha Morada, mas Direi uma Só Palavra..."

"vá morar com sete pele, o sete pele, o sete pele sete pele que é imortal"

 "ah, foi você quem trouxe"

"Arrasa e arruína Depois passa por cima a dor... Uma, qualquer uma Que pelo menos dure enquanto é carnaval"

"Oh sinnerman, where you gonna run to?
All on that day... Well I run to the rock 

But the rock cried out... Lord, Lord, Lord 

I run to the river, it was bleedin'
So I run to the sea, it was boilin' 

 All on that day"

 

À Espera, Chapada Diamantina - BA (por Luciana Carvalho)

Scent of a Woman Tango. As sapatilhas pra dança não sabem do sapateado. do vizinho. Porque o canto me silencia a mente. E um casal caminhando na Vergueiro com seus 3 filhos gêmeos: ronaldo um, dois e três. alguém brincou com a fartura e o menestrel foi lá, balançou a cabeça, bateu palmas, chamou a lua e deram... cinco palmadas, um coice, uma voadora e um tênis de presente. bateram palmas. trocaram de piano. e vi uma grávida a espera. e quando seus seios fartos regurgitaram - sentiram a fraqueza e não deixaram de lado. estamparam no bico o desagrado e ali prestaram ajuda, paciência, vontade de viver, cheios, e hoje calculam a distância entre si. porque a gravidade os impele. mas jorram gols para o céu. tocam bateria e elevam os seres. os seios da madre me levantam. disseram pra ela que guardasse muito sentimento desgostoso na bolsa. uma árvore em flor que fica despida em plena cidade. o conceito de vazio. a existência de um gole de água. peguei os sapatos, pus nas costas e fui surfar. ser feliz na onda da moda. doeu minhas costas. libertou meus cheiros, meu dengo interno, minhas caspas, meus cachos e seus nós. trouxe frouxidão. um entorse. vai ver. porque os óculos não tampam minhas sobrancelhas. e Rosa Passos prometeu cantar para mim. muitas mulheres decepcionam o peixe ornamental. muitos homens envergonham o peixe ornamental que vive na sala do meu chefe. sobra tanta falta. vou avançando o sinal e recebo um tapa. ajoelhado no sertão, os pés descalços pelo buraco do sapatão. um trevo de três folhas. um calçado que sufoca os galhos da árvore. e lembro de quando roçava o pasto do açude. ía a feira depois do baile. mirar-me em tus orros. ver a senhoria sorrir. cozinhar na lenha que rachei um lagarto. incorporar em minha gravidade a água nas costas que a cachoeira e o pé de jaca desabam. perdi o jogo do palitinho e acordei mais cedo. trocaram o piano. porque não preciso de justificativa pra chorar no pé direito da casa de minha vó. o altar que depõe contra si. vai e volta. pra que discutir com madame joaninha. do sorriso, do olhar, do tapinha. imagino quantas novas. ora cabisbaixo, o moinho pega toda fécula e brilha ao entardecer. que com lobo não sai só. porque tanta besteira me dá fome. e mordo a cebola, a erva doce pelo cabo, o salsão. e vou dormir junto de meu corpo.

Sapatos (por Ariel Nogueira)


Uia. Aí vai mais um post. com vozes. com temas. com bobeirinhas. reflexões. Ando encantado com os olhos. A todos os caneleiros, meu muito obrigado, um café aromatizado e uma marca de bigode que só a xícara pode deixar em todos. Mandalas. Voltem sempre e tragam amigos. e visitem o FERIADO PESSOAL de Bruna Caram, cantora. E tenho acumulado cada foto de meus companheiros que ando sonhando com um arquivo vivo. Até, beijos e abraços, Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 22h49
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Monique Maion / Monique Evans / esquina paranóia delirante / deixa meu nome cair no chão / amputa amputa/ trilha/ bangalôs/ proteína/ uma lupa/ convite/ convidado/ stop / sonha não/ pijama/ sussurro..

"a pobreza é a pior forma de violência" - Gandhi

 "Estava contentíssima por poder finalmente retirar-se; foi andando para trás, correndo, para que eles a perdessem o mais depressa possível de vista e para poder percorrer rapidamente os vinte passos de distância que havia dali até a primeira embocadura, à direita" - Crime e Castigo

baile lá no morro é fandango

BARCELONA - Walking Spanish

uma cócegas no coelho da lua

Moon and a Lonely Tree - Hungria (por Tamas Ladanyi)

                  Ilumina. o poço de água da cidade de são bento. um pedestal e uma vela na roda. pegou, dessa vez, a bala de prata. o lobisomen que corta as unhas na pedra sabão por não precisar de lixa. tomar um cacete do filho-da-puta do varejão que vendeu minhas bigas. calar minha boca com formigas para não poder agredir ainda mais minha filha. minha mente. minha bicicleta de rodas saturninas. sleep. sleeplessness. então boceja. boceja e engole tua saliva grudenda e podre. engasga gato com teu fiar de cocha. retalha. pega uma navalha e desmancha o cobertor. eu não sei se foi macumba. depois de pegar aquela mulher dando risada de meus epitáfios. e brotuca. flores ao vento. flores de plástico que fazem chorar um mendigo. ele entregou para sua amada cadela uma rosa púrpura de plástico. velha. acabada. despetalada. enfia. enfia. enfia a cabeça num balde de gelo. mete o nariz numa vasilha de pó e boceja. e acordar aquele dia foi bom. umas tripas de seda. carneiros castigados e rutilantes. quando cai da bicicleta a terceira vez. desdito. desdigo. oscar, dodo e osmar. a merda de um pão que cai na minha testa. de todo dinheiro que gastou na LoveStory. ignora. ignora e o fundo do poço, apesar de raso, consome. sem marca de bíquini. sem boca. por o dedo na guela e vomitar no espelho. santa bamba. ilusão. o delírio de um sorriso. índia seus cabelos. ipacaraí. noite sem luar. lábios negros, moles, de um vil parente distante. la hiedra. e na hora do gatilho, o que resta é contrair os músculos. retesar. era uma lingerie que deixa o lobo com insônia. ironia. ironia roubar o ovo da garça no cerrado. fisgar uma tabarana que não pula. mergulhar os óculos no ladrão. no esgoto. da esquina pobre. dar três pulos e raspar na bailarina. esfregar o rosto no chão de cascalho e colher o sangue pra usar no frango ao molho pardo.

Bicicleta ( por Cecília Nascimento )


Opa. Demorei, mas estamos aí. Desculpa na demora na resposta aos comentários. Mas todos serão respondidos. são os ossos do ofício. E, vale muito a pena ver as noites do mundo, dar a volta com o Pequeno Príncipe, ou num sonho, ou no skype, pelo site de fotos: TWAN. Fico estarrecido toda vez que revejo esta foto da lua. Um post que estava guardado na gaveta há 3 anos. Monique Maion tá arrasando por aí. e este blog quase saiu da corda bamba... sendo simples e rápido: não sei, certa censura que ele recebeu. O canela prepara duas homenagens, mais uma entrevista feita num sábado a tarde e a sensação de muitos pés de café e mãos e pés calejados panhando café. Beijos e Abraços, viver la vida de gente, Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 23h41
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A Hora, Woolf, As horas/ Vouver/ se te dá Prazer: Parabéns/ Thriller/ me absorvendo/ yellow/ MOONWALK/ Piaf/ Gardel/ Nagasa/ COLDplay/ coyote/ Nora/ Nina/ Cole/ fado tropical/ tatuagem/ rio/ tu

LANÇAMENTO - CD de Graça Braga no Sesc Pompéia dia 11/07

                       CARAMELO: "surgiu um nome dentro de mim para ela: Feiticeira" - "ciumenta, para de ser tão ciumenta..." - "vem cá minha nêga...... minha jóia rara" - "foi pra confirmar que prefiro o calor" - "Estácio, Candeia, Hermínio"  - "e eu, que não sei quase nada do mar"  -  "ter um siricutico" - "alguma roupa pra buscar" - "garimpeira da beleza" - "quero que o sol não invada"  - "Fly me to the " -  "turn around" - "bird" - "borboleta no estômago" - "tchê tchê tchê" - "quiprocó pra mim" - "São Pedro, João" - "Oxossi" - "nos vemos na esquina" - "monjolo": + loco que o batman, conssiente.

 

O Ministério dos Desejos observa - uma ODE aos Relacionamentos Saudáveis

Às vezes me pergunto se a lua é homem ou mulher. talvez besta e bom como discutir o sexo dos anjos tomando cerveja na beira d´agua

Graça Braga no bar "Vc Vai Se Quiser", Samba da Roosevelt, Samba do Chico, Samba da Rafaela - (por Fernando Macedo)

            Ah Graça Braga. Continue a cantar. foi lá e por lá que vi muita coisa. bagagem sem identificação. estrada avançando. Ela canta pra levantar a vida que existe no tantã na mesa. no pescoço da garça. resgatar a vida do curió que pode estar rouco. E foi na despedida homenagem de Luiz Carlos da Vila que você chorou. eu chorei. ela chorou. elas choraram. choraram. ver um homem, daquele tamanho, chorando, assusta. Grato ao Chico Médico, Chico Aguiar, sempre nos ensinando. Graça e a todos do Samba da Roosevelt - nosso muito obrigado.

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              e joplin disse. mart´nália confirmou. quero dar piruetas em moscou. ir a cuba e escutar frida com los panchos. sentar em plena quintafeira pra tomar café na paulista. capuccino no empório. café de fresco na mercearia. café de cheiro em viena junto de um livro. um sax, meus badulaques, as tangas dela e o café da casa de dona joaninha. juntar nossos amigos pra fazer fundi escutando música no vinil. encontrar companheiros que queiram sonhar em cima daquele chiado. ter tempo pra te deitar no colo e contar minhas loucurinhas. sussurrar intimidades. quando me conhecer por inteiro, não me interna. não sou fácil. comer queijo de cabra fresco. beber água da mina. contar pedregulhos. pular amarelinha com as sombras que os varais da festa junina fazem de dia no chão. ser batizado. tomar hóstia na lagoa do paraíso. perder ou não perder tempo assim contando história. um dia, eu e ela, pegarmos todos nossos livros em um saco de pão e jogar pro ar. ir a madagascar só pra saltar de pára-quedas.  deixa eu pagar tua manicure. conhecer a fístula calcificada. ter de diminuir o rebolado que vem melhorando pra ter compustura e fazer tecer o tango. milonga. espontâneo fazer rir. rirmos. provar pinga e jamais esquecer do tibet. sempre ter em mente uma cabaça pra fazer nossas infusões, tomar chá mate, ofurôs. descobrir como projetar nosso cinema em casa. como manter no apartamento nosso observatório da galáxia. cozinhar o strictu. trabalhar. por querer. fazer da escolha esperança e sê inteiro. sonhei eu e a mulher sentados sobre nossas chinelas na areia vendo as crianças correr peladinhas do riacho em direção ao mar. se concreto, ter no meio da sala de sofá rasteiro uma rede pra dormir. liberdade de cortar a abóbora. fazer doce ou lavagem pros porcos. fazer pavulagem em plena china. ir a oca, fazer vida, ver macaco de cheiro no ombro, receber óleo diesel. compreender que a descoberta, a ciência, a fé e o sol gravídico ficam em cima da ampulheta. estourar pipoca de panela. tentar ajudar. pedir socorro. medito ali e meditas aqui. ir até santa catarina comer cuca. ao paraná ler jorge, deleuze, fúcô, fauquener. jamais esquecer dos pequenos suicídios diários. dos suicidas. o relógio e seus ponteiros na forca. jamais esquecer o cristal que temos nos olhos. desejo fazer a mulher feliz. repleta.  inIang. curar ressaca com água da talha. corrigir o extrato. hoje eu sugiro o boteco estranho. você faz o cardápio. minha viagem ao marrocos. ouvir de alguém a voz humana. repensar erros. ou nem pensar. cortar o cabelo na moçoroca. e cássia eller me disse que tocar xote e amamentar foram duas realizações inigualáveis. panhar lichia do pomar. mas tem de tentar de verdade. imprimir bricolagem. descobrir que ela se diverte independente de mim. e não me pesa. a cara de susto ao engasgar com bala freegel. a careta que brota. estudar.  o ser humano nunca tá pronto. não quero ir hoje. ir até watertown. quero declamar em plena duna cigana. nunca mais esquecer de tirar as meias ao deitar contigo. ler a bula do arrozcomfeijão. fazer cinco flexões diárias. sem essa de me ver só com anel no dedo. sem essa. cantar perto da fuzilagem. sonhar com os pés. racionalizar junto a ponta do lápis e de nossa senhora. reconquistar os segundos. construir um balanço na janela. dar prazer. deixar bem claro que se importa com isso. fazer tatuagem de canela. construir e armar arapuca. depois soltar o sabiá laranjeira. músculos exaustos com massagem soviética. nosso altar.  secreto e pagão e vivo. escrever. deixar recado no espelho, mesmo estando sozinho. escovar os dentes. liberdade em tomar minha cerveja e nem deixar outra gelada. escapar do trânsito. dançar agarradinho o pagode russo.  mas tudo tem seu tempo. gostar de mim pra gostar de ti. além de mim eu ser mesmo. enxergar em ti arquiteta. construção. sem muito cálculo ou engenharia. contas básicas. e pra tudo isso cria-se um cais. uma entrega. uma viagem na jangada de nossa curiosidade. sonho. estrada. paralelas de uma pauta musical enlaçada por uma clave de sol.

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             E foi nesse terreiro que um curandeiro me disse: toda vez, antes de ir pra cama, ele pega na mão um de seus canários-terra e com tinta a óleo pinta cada pena, sem dó, para retocar. aprofundar-se e melhorar o pincel. E foi onde um sambista me disse que para tocar violão pra valer não se deve dançar com o público, mas sim com o próprio violão. tipo yamandú. tipo rabello. ulisses. e foi aonde aprendi que tocar pandeiro é foda pra cacete. tocar igual aos gatos estão acostumados e conseguir retirar o musgo daquela nota que poucos sentem falta. meu ouvido desafinado nem imagina. onde o compositor escreveu que não há coisamais fora de moda e de religião do que o homem querer sambar com intuito de aparecer mais do que a mulher. Virgínia já sabia disso.

 

"Pagode - flutuante - do Oswaldo", Manicoré - Amazonas (por Nadja Stape)

 


Continua. E foi lançado o filme de Paulo Vanzolini. E as amigas que estão em Manaus andão deflorando através de lentes e revelações. E para ver como algumas coisas são criadas: Ana, Bethânia e Vercilo - quase nada do mar. se eu puder pedir: conheçam o Brasil. música. vira, vira, vira. E Vermelho (sanguíneo, foda): Vanessa da Mata, Paraty, sinCRUnicidades e Sé. Parra: Violeta e Tita. Outro caramelo. Voltem sempre, prometo adiantar a hora, crescer feito gente. beijos e abraços, Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 00h01
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me diz polca/ subi 7 lances/ cajaíbas/ e quando eu estiver fogo/ tiver bobo/ sutilmente/ simples Vi Ver/ Pirandello/ Cancion/ clarão mental/ H.Hesse/ H.Hilst/ arrocha/ calypso/ funk/ só descubra

tem coisa melhor: ver por perto ou por longe alguém que te faça rir?

 "a rotina de fazer um filme é terapêutica" - L.V.T.

que não mata, não use máscara, que não minta - mesmo que pinte a cara

Longe se vai sonhando demais Mas onde se chega assim Vou descobrir o que me faz sentir

(Caçador de Mim, L.C.A./S.M.)

Por que vocês não sabem do lixo ocidental?
Não precisam mais temer / Não precisam da solidão
Não precisa medo não / Não precisa da timidez

Todo dia é dia de viver (Para Lennon e Maccartney, M.B./F.B./L.B.)

Glaciares, era frio... insustentável liveza do ser - Ushuaia (por Luciana Carvalho)

 

 

descubro que choro

de olhos fechados

ao morder uma cebola

como se morde uma maça.

 

demasiado humano.

 

 

 

 

fui a uma benzedeira

que me disse

o que acontece numa

biblioteca

quando Liszt

toca.

entrar na cachoeira

feito sair pra rezar.

Ir ao banheiro.

somente saio para dançar,

reciclar e não angustiar

a fogueira junina.

pagar o próprio

cartão de crédito,

comprar o primeiro fio dental,

assumir o salmo

e imaginar como seria um garçom na mesa do rodeio.

 

 

 

ajoelhar

feito o artista

ao fim do espetáculo

só pra lembrar que o

joelho é livre e flexível.

sedoso,

lubrificado

e feio.

ir cozinhar

no fogão a lenha

só pra lembrar

que muita coisa boa se faz

sem receita,

que coisa boa tem segredo e

mistérios pra se conhecer

aos poucos. Ou não.

no barro

por os pés para

construir castelos

e ter o espontâneo

de pedir chuva

só pra

poder pedir

bis.

 

Pés (por Ednilson Maia) e Âmbar - Chapada dos Veadeiros (por Luciana Carvalho)


Opa. mais um post. textos esparsos, trabalhando com imagens. E dizem que Café Tacvba é bom. Vi Pedra Letícia ao vivo, e os caras realmente são criativos, presentes no palco, contagiantes e engraçados. Clube da Esquina, suas cores e cebolas. E descobri uma escola de dança de salão em São Paulo que tem turmas especiais para deficientes visuais. li sobre uma cega que antes de comprar roupas pede a descrição detalhada:  botões, quinas, bordados, zíper, transparências e só prova depois de tocar em tudo. não usa o provador por não precisar do espelho, ao menos em público. Valeu pelas visitas, também pelos comentários off-line. Beijos e Abraços, Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 23h26
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já começa a existir / Garapa / alex ceverny / livros que estão na espera / conversei com samantha / arpeardor / vida de bailarina/ Ismália / minhas conversas sem sal de msn / o livro de Rachel./ a mul

nos últimos 180 dias, conheci 51 pessoas, 33 mentes humanas fascinantes, 19 histórias sem as quais não poderia ficar sem escutar e 07 confissões que aguçaram minha visão sobre a vida. É meu laboratório humano invasivo condolente. coleciono corações pulsáteis. vidas e vidas prurificantes. qualquer uma. necessito disso. e a certeza de que sou quase nada. incerto e pequeno sonhador no horizonte que preciso caminhar. e a contagem de figurinhas é mera bobice, já que este álbum de ver a terra não tem fim. O.T. Ranzani

achando um meio de melhor entender minha doença ridícula de ler as costas do cheque, as costas do rio e a mente do lixo. O. Ranzani

"garapa é uma mistura caseira de água com açúcar"

       

Equilíbrio da Pomba (por Tiago Elídio), GARAPA (por José Padilha), Sem Saber pra Onde ir (por Lígia Battaini)

                             O tenista consome suas reservas a cada ida pra rede. é que o saibro espirra

                            quando o movimento é mal efetuado,

                            quando o cotovelo brinca de polícia-ladrão,

                            quando avista que a bolinha raspou

                            a paralela.

 

                            Tumulto. foi um top-spin no paredão

                            a concentrar o pio da cigarra

                            companheira dos treinos na madrugada.

 

                            O destino do saque pra fora

                            requer uma nova tentativa,

                            enxugando o punho na humildade

                            do não comparável. Do erro

                            em relaxar os ombros. A

                            pedra que quicou na quadra

                            e foi gerar

                            fogo na platéia quieta.

 

                            O tenista que faz do treino sua melhor lembrança.

 

 Noite de Paris, Londres, Paris (por Lisa Boudet)


Voltamos. E vale a pena reler Ismália. E quanto ao GARAPA (aqui ou aqui ou aqui ou o Trailer), esse ainda não fui ver... acho que vai acontecer igual a minha Estamira: declamava suas frases pelas ruas, sentado na calçada... mas demorei 2 anos para vê-la na telinha. Não deixem de ver - assunto pesado que faz cimento abaixo dos meus olhos. E temos fotos interessantes. Gente que tá abrindo flickr. Lisa Boudet é uma franco-brasileira que conheci e que anda fotografando na noite. E jogar tênis é puxado, cansa e exige. E Trah pour 4 é bom e divertido. assim como Lilla Downs me consome (dica expressa de meu irmão). Volto logo. Beijos e Abraços, Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 22h48
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chupando Drops de anil / Desejo e Perigo / Contos da Lua Vaga / Elba e Zé / a ema / Tango em Paris / arpoardor / Império dos Sentidos / caminhar / os clows de... / beber água da chuva

“_  Diga-me: o que é esse falcão?                                    _  E se eu não lhe dissesse nada?

      Por que estão todos atrás dele?                                     Faria algo imprevisível?

 

_ Talvez.”

                                                                                  S.S./B.O. 

 

 “Meu Amor Olha só Hoje o sol não apareceu... Minha pequena Eva O nosso amor na última astronave Além do infinito eu vou voar Sozinho com você. E voando bem alto Me abraça pelo espaço de um instante Me encobre com teu corpo e me dá A força pra viver.” G.B./U.T.   

“Quem foi que mandou Você me desejar Também adorei O que você gostou A gente podia Até continuar... Mas só”  M.P./C.C.

 

O sexo oral de Hilda Hilst me atiça, me faz ter atitude e me estimula a sonhar com caquis.

 

Podemos sorrir, nada mais nos impede Não dá pra fugir dessa coisa de pele Foi bom insistir, compor e ouvir” J.A./A.M.

“Nada melhor do que Não fazer nada
Só pra deitar e rolar Com você.” R.L./R.C.

 

 “Foi Mistérios e segredo e muito mais Foi divino brinquedo e muito mais Se amar como dois animais” A.V.

 “Quando eu te beijo A vizinha reclama A polícia me ganha E o governo declara Guerra Toda vez que eu te beijo A vizinha reclama.” C.

 “Com sabor de fruta mordida... E se eu achar a tua fonte escondida Te alcanço em cheio, o mel e a ferida E o corpo inteiro como um furacão Boca, nuca, mão e a tua mente não” C.

“O meu amor Tem um jeito manso que é só seu E que me deixa louca Quando me beija a boca A minha pele toda fica arrepiada  E me beija com calma e fundo Até minh'alma se sentir beijada, ai  

Ri do meu umbigo E me crava os dentes, ai

 

De me deixar maluca Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai”
F.B.H.

 

 Farhad, Gotas (por Tiago Elídio), Glenn Glasser

quando começou Marcelo caminhava esperando o vagão chegar. ofereceram ajuda e tal qual uma ave precisa de um vento, ele apoiou seu braço, tipo entrelaçado, no braço da moça que se ofereceu. foi a primeira vez. De perto ele sentiu o perfume e um atrito. percebeu que o normal da batedeira tinha razão. E devido a uma pane na cidade naquele dia, o vagão não veio. apesar de ter telefones úteis na agenda, Marcelo não telefonou. não deu notícias. foram pro canto da estação, no meio, encostou suas costas na parede e disse: pouco eu não quero mais. foi intenso e tímido. A moça assustou de começo, mas assistiu ao desejo. Ali começou a qualidade, a estrutura de vida, o caminhar e o acúmulo de palavras. Marcelo tinha costume de agir como turista sempre que saía com uma mulher. visitava lugares conhecidos e prováveis. visitava, tirava foto das curvas, registrava momentos. depois de três a quatro idas ao quarto, da intimidade periférica, buscava lugares não óbvios. Não tirava mais foto e sim criava na mente um mapa e seus acidentes. Suas texturas e sons. Aliás, Marcelo adorava passar perfume em lugares não comuns, só pra ter onde procurar. A música ambiente era capricho. Sempre tinha um vinil na vitrola, um mp3 pra tocar ou preferia o som ambiente dos lugares onde estava. Marcelo demorou a ir pra balada. Tinha receio de como se comportar. não poderia usar óculos escuros. até conhecer raves. Mas foi passageiro. logo, após aulas, conseguia se comportar bem e junto dos amigos comia pastéis. Marcelo tinha sonhos. O vício do homem era atrair uma cabrocha, ir pro fundo da balada, e puxar, com a mão, o sentimento guardado atrás do joelho de mulher. subir com a palma da mão pelo joelho, coxa, costas e tudo mais. Tinha o vício de sempre que dava o primeiro beijo do dia ir com a palma da mão direita pela maça do rosto, deslocar o cabelo lateralmente, chegar atrás da orelha, prender a nuca e trazer continua e publicamente os lábios. com a esquerda, às vezes começava pelo ombro ou pelas costelas, conjuntamente. Marcelo sempre teve paixões e vícios. Em certos momentos, beijava de olhos abertos por preferir a realidade à fantasia. apesar de isso não lhe fazer muita diferença. Quando usava a cama, às vezes começavam em pé, do lado da porta, e ele puxava-a pra perto, sentava na beira da cama, rodava-a e ficavam um no colo do outro. levantava o cabelo e beijava a nuca. Imaginava e via um corpo só. Marcelo rotineiramente apanhava dos sutiens. Aí, inventaram os que abrem pela frente. Marcelo então desistiu. Abre com a boca. escorrega. Ou então pede ajuda. Ta-hí Marina de La Riva, queria te encostar na parede. Certa vez gritou: escuta, eu não sou surdo. foi quando saía com um doce, que sequer nunca disse um som na cama. não gostava de escandâ-los. Marcelo aprendeu com os peão do sítio: deixava a cama uns 2 palmos de distância da parede, assim, quando estivesse praticando o sexo da festa contente, o barulho de bater o batente da cama na parede deixaria a vizinhança soberba. certo compasso musical. Marcelo repetiu o feito no apartamento que comprou na cidade. Nunca os síndicos reclamaram. Aquele barulho. No elevador, às vezes pressentia de longe quem o conhecia. pressentia também mulheres que não estavam contentes. Marcelo era sensível com tons, timbres, batons e o jeito de tocar no botão do elevador. Um tango, uma música cubana, uma onda do mar, um aquário, um espelho e seis taças de vinho. barulho que apreciava era o de cachoeira. Com ela no colo, deixa-a escorregar pra cama. Aí ele deita, solta o peso do corpo e pressiona. Com seu lábio sai de um ponto da pele dela: o canto esquerdo da boca e vem descendo... passando a face e seus componentes por aproximadamente cinco obstáculos, fazendo loopings. Tem uma sequência na cabeça, que às vezes lembra um jogo de pinball. faz, tal qual o jogo, uma sequência aleatória, ou não, do canto esquerdo da boca até descer. faz pit-stops. depara-se com mataburros, pêssegos e tapiocas. encontra no caminho diferentes atritos, bate-volta, saliências e acumula energia pra loopings e sequências promocionais. Marcelo gosta de trocar experiências. Nunca cobrou. dificilmente acontece, mas aprende matemática. Depois do começo, aprendeu que se imaginasse menos a versão do lado de fora, guardava mais tensão e conseguia fazer 2,3,4,5 cestas. cinco descargas elétricas e contrações. não negava que já havia broxado quando menos queria. que tinha ficado sem atitude com quem menos queria. ele partiu e não voltou. para recomeçar, ele tinha suas técnicas e jeitos: costumava pedir. vem me apertar. Certa época queria aprender a fumar. sonhava em ser parecido com o cinema. o fotógrafo preferido. encostar e ser encostado na parede. na porta do armário. no batente do box. às vezes tenso, ou quando era turista, ou quando o trabalho o carregava, teve experiência boa com mulheres que apagavam a luz, um óleo e uma massagem minuto a minuto. relaxava as costas, o quadril e os pés. acordava cantando e o alongamento começava. e é pra chegar sabendo que o mar e a lua já foram amantes. Ele gostava também de aprender. auxiliar. auxiliares. às vezes, Marcelo tinha problemas com areia... deve ser porque na praia não tinha muitas referências. lembrava de escutar os caramujos. as ostras. o fato de não poder ver estrelas acompanhado. E como Marcelo costumava dizer no café da manhã: tive NOIA nos dois olhos aos 14 anos de idade.

 Amarelo (por Tiago Elídio), Mueller, Farhad

 


Estamos aí. E subir a ladeira. Apresento aqui um músico/compositor que divulga um agito suarado, faz bonito na Noite Paulistana e tem feito coisas interessantes: Ito Moreno ou aqui ou ali. E temos filmes, letras, poemas, criações, dramaticidades, festas e trios. E um conceito de revista/arte que vale a pena conferir: Nerve. E o site dos fotógrafos que andam se especializando em fotografia humana: Spencer Tunick, Natacha Merritt, Glen Glasser e Timothy Archibald entre outros. E para saber mais sobre a parte científica de NOIA, e acho que só não vale querer ser metodológico. Saudade de caneleiros. Beijos e abraços e apertos de mão. Valeu pelos comentários. Até, Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 15h23
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para não dizer que não falei das flores / PARABÉNS CANELA / brincadeira / botei a mão no fogo então / coisas que ficaram por fazer / por doar / quando eu soltar a minha voz, por favor, entenda Gonzag

 Take it easy my brother Charlie

aceita uma prenda, qualquer coisa assim / O mar serenou quando ela pisou na areia Quem samba na beira do mar é sereia/ La Belle de Jour e Amy e Ella e Cole e Luiz

Agora eu era herói, e meu cavalo só falava inglês / O real de pão / Quero uma casa no campo, pra compor rocks rurais / o meu samba tem cordão

Coração na boca Peito aberto Vou sangrando São as lutas dessa nossa vida Que eu estou cantando


    

Pôr-do-Sol e um Estamiro, Jericoacoara - Ceará, (por Jin Lee)

 

 

SENTADO

na frente do espelho

da parede do quarto

minguante um homem chora roco e

curva-se. faz um movimento uniforme, tremido, e começa a meditação.

 

ele age assim porque pra orar lembra-se de todos os sofrimentos do mundo e cala-se. muitas vezes no umbigo vê o que não sente. seus olhos voam na parede e pinta-as. desenha. reordena seus medos e sai aliviado. joga pra baixo da tatuagem um pó de desespero...

quando discutem, em casa, o casal se toca. ele então senta atrás dela no tapete, levanta o cabelo e dá um beijo na nuca. depois assopra. recomeçam após os exercícios.massagem.

inspirar expirar lenta ofegantemente. música de fundo. O rio que corre na ladeira ao lado. são trôpegos. o futuro das flores. quando não aguenta, desmaia. desmaia as cores na aquarela do corpo. sorri e sente a ternura de comer rosas. todas as rimas que guarda por timidez.

 

ao invés de chinelo, sola do pé. Não guarda rancor nem espera lucro. vive o futuro do instante passado. come a terra que tira das paredes. sonha. muito. e faz, com todo esforço, seu trabalho  de encurvar-se. Toma leite na caneca direto do retiro. apara arestas. sobe muros e pula do trampolim. Não entende porque sente na orelha o coração e na vista o sorriso do filho morto.

 

 Furo na Alma, Copacabana - Bolívia (por Marcos Hovnanian)


Nussa. Post. Foto de Marcos Hovnanian, profissional - visitem o site e veja o deslumbramento. Descobri a pouco a Copacabana da Bolívia. O texto acima, tá aí. Cristo. Meditar. Buda. Orar. Ajoelhar. Ficar de ponta cabeça. Soltar um beija-flor. Jogar capoeira. Tornar-se leve. Temer. Expor. Músicas esparsas. Escutem boleros. antigos. escutem flamencos modernos. o electrotango que já tá virando o mar. A lua anda me traindo e sai nas fotos alheias. E Daniel Brita já mexe e tá querendo brincar com música semi (a)-tonal: vale a pena conferir. Jin, valeu pela foto: o estamiro, o chinelo e o sol. olhem pra areia. Beijos a Braços. Ah, o Canela fez Três anos, número ímpar, fiz bolo com vela, controle remoto. Voltem sempre, Otavio!



Escrito por Otavio Ranzani às 22h48
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La vie en Rose / Isto aqui o que é / Roseira do Norte / Dai-me outra cor / Nas curvas da estrada de Santos / Menino da Porteira / Berimbau Metalizado / Flamenco Secreto... / Nas esquinas / Billie Holi

Para quem quer se soltar                                        invento o cais
Invento mais que a solidão me dá / Invento lua nova a clarear / Invento o amor e sei a dor de me lançar
Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
/ Para quem quer me seguir eu quero mais / Tenho o caminho do que sempre quis / E um saveiro pronto pra partir / Invento o cais / E sei a vez de me lançar

Cais, por Milton Nascimento e Ronaldo Bastos

 

Porto Cais -  Angra dos Reis - Rio de Janeiro (por Luciana Carvalho)

Soltaram fogos...

era noite de Santa Maria Paula.

Os olhos vidraram

E o desejo cresceu.

as atitudes bloqueadas na mão que pegava a maça caramelizada

O calor perto da fogueira

derreteu a pintura da moça feia

com a saia rasgada parada na calçada.

 

 

Ela chorou

feito o moinho de vento do sertão

de minha futura casa.

 

Naquela noite

uma cigana tocou a linha da vida.

 

 

percebeu dunas

no limite da mente.

 

No tarô de Tia Ermelinda,

Foram as sereias

que deixaram a capoeira

deitada na esquina.

 

 

Assim, um cigarro de fumo na boca do seu João no tronco de aroeira.

BORBOLETAS DE PLÁSTICO NA AVENIDA - A VIDA É UM SOPRO DE VIDA

 

diretamente da Torre do Relógio, USP - São Paulo (por Caio Gomes)


Taí. Cais é uma das músicas mais "pesadas" que conheço. Brincadeira. Imperdível na voz de Elis Regina, Simone, Milton e de Nana Caymmi (que não achei online e é a que eu mais gosto, sua respiração é virtuante). Vânia Bastos gravou um cd pro Clube da Esquina que merece atenção. Não deixem de ir ver Fabiana Cozza em Homenagem a Elizeth Cardoso, Fabianíssima. A música é pesada por ser densa, e de reler e treler. O Cais do porto e as luzes. O cais verbal. Cair pode não ser intransitivo. Mentira. A esquina também. e os fogos. E o periquito verde que lê a sorte. O Pinhé. O cais certo incerto. As Tordesilhas. Boa Páscoa a Todos. Festas Juninas, Quadrilhas e Broas de Milho. Mais novidades por aí. Amigo Caio botando pra quebrar. O mar de concreto - mentira. Ando contente com as visitas, caneleiros: as subliminares. Beijos e Abraços, Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 23h38
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In a Mellow Tone / "Deus fez o poeta meu bem pra ninguém chorar" / Mentira / Como um palhaço, que desengonçado / A vida é tão rara / Eu, caçador de mim... / o tempo não pára / vemquevemquevemkikando /

"Tem, tem, tem picadeiro de qualidade / Corre, corre, minha gente que é preciso ser esperto / Quem quiser que vá na frente, vê melhor quem vê de perto / Mas no meio da folia, noite alta, céu aberto / Sopra o vento que protesta, cai no teto, rompe a lona / Pra que a lua de carona também possa ver a festa"

            O Circo, de Sidney Miller, por Nara Leão

Balões, Angra dos Reis - Rio de Janeiro (por Luciana Carvalho)

 

Porque no circo a vida semeia um capim maduro. Preciso acabar com esta mania de leite com pêra. Lembrar que o circo dá voltas e padece de um bocado de chuva. Molhar o rosto de manhã no tonel da cabana ao lado. Meu trailler. O sol com chuva que aprecio de perto do meu altar. Porque ninguém sabe o que treme a perna na corda bamba. Eu que nem sempre sorrio por trás da maquiagem. Feito a cigana que nem sempre quer ler a sorte de uma moça desesperada ou a mão de um homem que não aceita sua sina declarada. Ando divagando: saltar lá do pedestal, pro público que espera uma tragédia, um suor, um uivo e um ai. Saltar necessita de uma atitude que nem sempre possuo. mas quando salto

tenho o prazer que poucos têm. se penso, repenso, amarro meu calcanhar na esperança, ela vem feito mágica. O dia do salto

com o cravo na boca fez de mim o palhaço mais confidente da trupe. E veja que a moça do pano não usa shampoo sedoso por ser liso demais. Tem que ter força na cabeça. Quanto às piruetas que as crianças gostam, trouxeram-me bichos de pé. coceira. Saltei 2 vezes sem ter a tela me dando cobertura... como minha vida é feita mais em números ímpares, espero a próxima, o pequeno suicídio alvo. Na ponta do pé, lá em cima, aprendi que o salto melhora com a ambientação. quando se esquece de tentar sentir o vento. aprendi que vivo melhor com o tempo que sinto no pulso que bate em minha orelha quando inspiro pra saltar. dar cambalhota pode ser perigoso. Ter que rodar, ver o choro que se simula, enxugar o batom, fingir o pé torto e aceitar que os músculos têm que estar contraídos para o aplauso. Os aplausos. O bandolim. Lá de cima... feito a submissão de meu salto

para o canto da casa. para o pranto em minha intolerância. Feito o cachorro que mija no pino que segura a lona. E a bailarina do circo. O menino que levanta as calças sempre que o espetáculo começa. Sei que quando

                                  corro pro gol

                                  minhas costas gelam,

                                  um arrepio entornece

                                  e relembro

                                  que um salto nunca

                                  se repete.    

 

Céu e Mastro, Angra dos Reis - Rio de Janeiro (por Luciana Carvalho)


Eita. Este texto está sendo escrito mentalmente há tempos. Tenho 3 poemas sobre o circo, mais intensos e singelos e belos que este texto, na minha simples opinião. aqui foi uma mistura. um pensamento que foi escrito na noite corrida. Não deixem de ver Milton Nascimento. De ir ao circo de lona, aqueles antigos. De conhecer o teatro mambembe. O circo mais engraçado que fui quando criança foi na praia. De ver as músicas circenses e as tentativas. E um amigo anda compondo com canto gregoriano: The Chakall. Cruz e Sousa, poeta que tenho sempre ao lado. o famoso Acrobata da Dor. As fotos revelam outras procedências. Interpretações. Fantasmas. O circo de Jorge Ben, de Chico e do Mato. do Circo Voador. Beijos e Abraços Caneleiros, Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 22h49
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contigo aprendí /disritmia/ tuntumtuntum / a ostra traz sons e texturas / a vida bota pra ferver... Maracanã / Luis Caldas / quando eu soltar a minha voz / Ivete, tuas coxas me... / invento o cais pra

A palidez do dia é levemente dourada / Tal seja, Lídia, o quadro Em que fiquemos mudos                      

                                                                                                                                                                                Ricardo Reis

Chico Bacon, Caco Galhardo (Folha de São Paulo - Janeiro de 2009)

 

saber como suporta o

charme fútil das profissionais

 

e o lago raso das amadoras.

que a rosa em tua boca
sufoque os maus agouros
e traga os corações à vida
feito o tango na janela

 

 

 

 

 

 

O outro lado do espelho

assusta o cão que rói tábuas

e questiona seu vício.

 

O outro lado da escotilha

consome e brilha límpido

apesar do corpo estendido.

 

A conquista

demorada

do nosso primeiro beijo

foi proporcional ao

arrepio ocorrido

na pele que

assistia

ao espetáculo.

 

 

 

Caixa de Alface, por Fernando Macedo


A palhoça. a Tropicália. Ta aí. Níquel Náusea volta logo. E, Feliz Dia das Mulheres. aos pombos que convulsionam no parapeito. Não podemos esquecer de Gonzaguinha. E eu queria escutar mais Clube da Esquina. Atenção: Andreia Dias faz shows especiais, escutem-na se possível. publico mais um poeminha daquela sequência. e mais uma vez uma mulher fala. Reparem na foto de Fernando. E Chico Bacon é um piadista. Os outros textos vieram escutando uma música estrangeira. Coisas que já apareceram aqui no Canela: a Ostra de Kossoy, o Espelho, o Fundo do Poço e Meire. A palavra espelho já apareceu 10 vezes aqui. nem tinha essa ideia, apesar de ter noção que o canela se repete. é só prucurar. Beijos e Abraços, Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 18h36
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punk da periferia-freguesia do ó/ coisas que o funk faz por ti / Ballerina / rouquidão, do ruído da respiração / silêncio, o sambista está dormindo / luaespadanua / as vitrines te vendo passar

Arranje um cantinho sossegado e uma almofada gostosa. Acenda um incenso de sândalo. Sente-se com as costas bem retas. Relaxe os ombros. Inspire novamente e solte o ar pela boca. Então cerre os lábios, coloque a ponta da língua no céu da boca e respire pelas narinas. Mantenha os olhos entreabertos, apenas pousados a sua frente. Ouça todos os sons. Sinta todas as fragrâncias. Perceba o ar, a temperatura em sua pele. Pernas firmes pela força da gravidade. Não julgue. Nem certo nem errado, nem bonito nem feio. Seja. Apenas sentar. Intersendo com tudo que existe.

MONJA COEN, a mesma da Colação

 

                                      Vitrines, por Luciana Carvalho                                                                                                                                                    Alessandro Penezzi, no Ó do Borogodó

 

Depois da cena

em público,

difícil era

esconder-se

por trás da

vergonha

da boca dele.

 

Ser tua manicure por um dia

seria suficiente pra me conquistar:

 

esquentar tuas mãos,

fazer uma francesinha,

e, melhor ainda,

escutar teus segredos do cabeleireiro.

 

Aquele sorriso me fez

Ir ao banheiro

retocar o batom

 

e,

revelar o que

desejava.

 

 

 

Espirro

hormônios viris

ao tocar sua

cintura. Sua pele é

coceira

aos instintos.

                                                                                            Ontem, tive contato com um casal,

             que quando juntos, Não exalavam afagos;

                                                                                                                             queimavam posse.

   Boçoroca, em Casa Branca (interior de São Paulo), por Armando Antonialli


Vixe. Quase 1 mês sem postar. Primeiro, queria comemorar as 30.000 visitas que o canela já recebeu. São muitos alqueires, somente realizáveis com as visitas dos caneleiros. muito obrigado. traga um amigo e ganhe um pedaço de chocolate. Devo dizer que estou devagar na escrita, posto isto, resolvi, em comemoração, tornar público poeminhas com eu-lírico feminino: eles surgiram há uns 2 anos, em resposta àquela tão falada sequência que já prometi postar inteira por aqui e que eram palavras masculinas. Acima, temos 2 femininos e 2 masculinos. O de baixo é uma observação minha frente a um casal que conheci na praia. Monja Coen falou e disse no Culto Ecumênico de minha formatura. Mestre Penezzi lança novo CD. Vejam Cibelle aqui e aqui. Carnaval, que vontade do carnaval... Pulem e Dancem. Abraços e beijos caneleiros, até, Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 17h58
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e cumprindo a minha jura me vesti de Papai Noel / o tempo passa e os pingos da chuva caem / carcará / chove chuva, chove sem parar... / eu vi mamãe oxum na cachoeira, sentada na beira do rio...

tem gente que só acredita nos relógios que marcam a hora certa...

Ronaldo Fraga 2009 (Alexandre Schneider, Folha Imagens)

             A criança que vive e tem medo das corujas. As canções de Piaf. Aquele que pensa que a chuva consegue derreter os pirulitos coloridos de beira de estrada. E sei que demorou alguns anos para eu entender a força dissociativa da água. A força intensa da água na cachoeira. Em limpar meu nariz e juntar suores. A criança que tinha anseios em experimentar roupa na loja. E eu que gostava de fazer o cuco sair de sua casa várias vezes ao dia. Dar corda e sair de novo.

              Lembrava das histórias de Rapunzel. suas tranças. e o dia que descobri que não eram as renas que comiam o capim que eu apanhava com tanta religiosidade. Onde um dia eu encontrei. A geladeira, quando aberta rapidamente, pode dar zica. O gavião que insistia em me atrapalhar o sono. Seu pio agudo e encorpado. Ver os porcos fazendo amor. A menina que morava em terras vizinhas, andava em pelo, e fazia cócegas no riacho.

              Mas o tempo passa. E meu avô costuma ter soluções práticas pro dia-a-dia. Molhar, com água da mina, o sapato apertado. Umidecer o couro e enfiar os pés. As responsabilidades em saber trançar rebenques. Em poder dizer não, ou sim, aos perdigueiros. Quando aprendi chamar pombadoá com minha garganta. Quando vi que um abajur cor de carne figura na mente dos cumpade muito mais pela cor do que pelo tema.

                  E hoje,

                  fecharam-se. O silêncio qualquer que incomoda crianças. Correr na lama, atolar-se, pegar no barro que seca sem chuva.

 

"Silêncio. Mercadoria de luxo em São Paulo", por Walter Kashinoki (seção Fotografe São Paulo, GD)


Eta. Caneleiros. Certas lembranças da infância, o crescer e o viver. Música. E meu avô que sempre quis viver sem o horário de verão. Misto de ficcção. Ando muito agraciado com o número de visitas no Canela. E os senhores acima botaram pra quebrar. Disseram-me. E a foto abaixo vem diretamente do site interessante de Gilberto Dimenstein. Lá, link sobre a Jornada Fotográfica na Rua Augusta. Leia outros posts, encontre-se. Café com Canela aromatizada. Beijos e Abraços, Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 18h19
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a viver indistencente assim.../ é uma índia com um colar / coloca água no feijão / a capoeira no trânsito / não me incomodo que você me diga / a lua me traiu / os carros gospem enquanto trabalham / sì

Humidade. acho que é disso que o mundo precisa...

Risadas Paradas, por Fernando Macedo

                    Psiu.

                    Fazer a barba faz parte do jogo. Encontrar alguém de camisa amarela, por acaso, vem junto ao pacote. Errar e soltar um berro dentro da cabeça da mulher do vizinho na janela. Sumir e voltar.

                    Psiu.

                    O receio da primeira interpretação. O ponto delicado de uma costura num zíper promissor, que segura suas taças e revela a capacidade de contaminação frente ao espelho. Frente a tudo que um olho vê, e o outro não. Feito escutar vozes e responder. Como aprender a bater bolo na mão e não errar no fermento. Remendar os retalhos e fazer pose. O receio da reinterpretação. As angústias de uma semana sem ouvir o Roberto.

                    Psiu.

                    Sorria, não só porque teu sorriso é belo, mas também porque o ar te pede um contágio. Corra, quando for preciso, porque todo mundo é um pouco ácido. Feito a malícia do gato que pega pássaros na praça. Feito o João que come doce roubado. Sorria. Relaxe. Uma risada parada vale mais que uma gargalhada preconceituosa, porém, menos que o que teu olhar diz ao tremer no telefone. Sob o lençol, uma força estranha.

                    Uma cor e um perfume. Uma vontade imensa de casar numa fazenda, pra ver as flores e as vacas comerem. Ou na praia, pra ver as flores e as ondas baterem.


Opa. voltando aqui. Grato pelas visitas e compaixões. Post relativamente diferente. Primeio de tudo peço que reflitam numa resposta: vocês creem que quem fala acima é homem ou mulher? Peço que revejam posts antigos, diferentes, de temas "não importantes": Aqui, este, aquele, és laço frouxo, este outro, as mudanças e as aranhas. Uma Casa no Campo. o Stan voltou e passou por aqui. O rosto humano que pode ser imenso. Os erros de ortografia. As possibilidades de uma diferença não esperada. Rosa Passos, tenho te conhecido melhor e adorado. O vídeo mais visto da Ivete Sangalo no You Tube... Roberto Carlos. Vânia Bastos, elabore mais preciosidades. Beijos e Abraços. Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 01h54
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tal vez / Dos Gardenias / da cubana Omara Portuondo e Bethânia/ o Renascer... / as inundações... O samba, que ninguém faz só porque prefere / sutilezas e continuações...

assim simples e sincero - Feliz Natal e um Excelente 2009, que continuemos Caminhando...

Na Mão do Fotógrafo, por Fernando Macedo

ao medo
um pensamento brochado.

 


Ao simples
um gozo infindável.

 

 


às andorinhas
um vôo raso e repleto.

 

Olhar no espelho
e ver a fotografia reversa
feito olhos cansados.


jogar boliche,
acertar o pino e
sorrir
feito criança na casa da vó.


São miudezas de
uma mente que põe
seus olhos num pedestal
e tira fotos.

Adão Iturrusgarai, Folha de São Paulo - 24/12/2008; Penso, São Paulo - Brasil, por Fernando Macedo


Vixe... Bons Cafés a todos! Aqui terminamos mais um ano e só tenho a agradecer! Muito obrigado pelas visitas... Alguns pequenos novos pensamentos. Revejam posts, outros pontos de vista. Lembrar da música, olhares, Brasil e sorrisos. Já publicado aqui no Canela assunto sobre os olhos e o simples não simples do dia-a-dia: fotógrafos. Agradeço também a todos os colaboradores. Humildade e caminhemos em 2009. Beijos e Abraços, Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 17h32
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antes da derradeira lágrima rolar / minha alma sentida / ninguém ouviu um soluçar de dor / um sorriso e uma voz negra / e Jorge Ben / E o Café Filosófico / Eu quero uma casa no campo onde eu possa...

e eu que conheci um homem que dança com as manequins da vitrine...

Janela, por Luciana Carvalho / Coleção Chanel 2009

  

 

A alegria de tuas fotos revela
uma estrela que pulsa
feito jarro d´agua
e
clama por flores no campo
de modo singelo
às rosas do teto de tua casa.

 

 uma rosa amarela

que salta de pára-quedas,

sorri pra câmera e vê

sua sapatilha marcada

no chão de terra batida.

    

Adão Iturrusgarai, Folha de São Paulo - 23/09/2008

 


Estamos de volta - primeiro, desculpas pela demora em um novo post. Tinha selecionado 6 músicas, variadas, pra incluir neste post e não lembrei de quase nenhuma. Eram músicas alegres, engraçadas; além de Nelson Ned, um dos ídolos do meu irmão... rs! Insisto em Dona Inah. Romantismo no ar. Aqui temos também Paulo César Pinheiro e outros mais. Impressionante como uma mão, ou duas, no bolso, podem ter sentidos. Um olhar amendoado, agateado, puxado. Lembro deste forró: Como dois animais, de Alceu Valença. São instintos e sentimentos. E os poemas acima são homenagens a duas mulheres que minha retina congrega: um foi feito recentemente e outro mais antigo. São as rosas... e não esqueçam de rever uma Rosa que já passou por aqui no canela. A família fettuccine é pra se rir e pensar. Desculpa, mas peço que revejam os poemas com carinho. E não se esqueçam de Noel. Beijos e Abraços, voltem sempre, Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 22h08
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A lua me traiu / Mar, misterioso Mar Que vem do Horizonte / nosso samba inda é na rua / sentindo o frio em minha alma te convidei pra dançar a tua voz me acalmava são dois pra lá dois pra cá... / cão

Folia de Reis, Vargem Grande do Sul - por Fernanda Ligabue

                                          

A fumaça do cigarro

me acalma o ímpeto

ao xingá-la

na cama

depois do mel aceso.

 

A empresa de turismo

errou ao oferecer aquela viagem

pro frio de um barco furado

a um metódico pra ver o mar de perto.

 

O fundo do poço

está seco

pelo calor da rua

e por falta de suor na delicadeza do pensamento.

 

 

Ei de ficar

Sujo as águas do mar

Quando uma pomba

sair feito baile de máscaras

e sobrevoar

sem pose ou alegria.

  

Bethoven na Mooca - por Fernando Macedo / Sorriso Canino, por Guilherme Ide


Ave. Vôa. Então, poemas novos na gaveta. Tempos novos em fase nova. E só meu irmão pra encontrar coisas assim no You Tube: Desafinado; além de outras encaracolices que ele me manda. Vou apresentar nova cantora aqui no Canela: Verônica Ferriani ou Aqui - procurem-na em todos os cantos. E já está na Rádio UOL o novo CD da Dona Inah - Olha quem Chega, o qual, a cada vez que escuto, mais gosto. Agradeço imensamente a todos os colaboradores e fontes pra este blog e pra este que escreve. Dizem que o Stan passou por aqui. Abraços e Beijos, Otavio.

Escrito por Otavio Ranzani às 13h36
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nascer num dia frio não vale a pena / eu queria ser uma abelha pra pisar na tua flor / a baiana do Geraldo Pereira / O canudinho da Cláudia Leite / Chorei como nunca na vida Porque precisava desabafar

Marimbondo Dando a Volta no Mundo, Maranhão, Bandeira Científica - por Bruna Abílio

                       As canções do ontem me trazem aqui. São percalços e mata-burros no caminho que desviam minha atenção. Descobri fatos sobre nós ontem no jornal. Não sei porque comprei aquele exemplar: preferiria não conhecer mais este seu ponto fraco. Cartas no computador? Espero que ele nunca tenha levantado a palma daquela mão sobre sua face. São descobertas inúteis frente minha posição, feito um pombo-correio descobrir que hoje é dia 31 de Dezembro.

                    A vida pode ser descrita por fases. Porém, ao deixá-las no relento, você renega seu pensamento e curte o dia-a-dia de um vídeo-game.

                    Idéias que surgem de uma luz branca no alto da escada. São chamas de vela lentas. Canções lentas. Seu dia, o seu nascimento, foi comemorado sob o vento e os automóveis naquela primavera. Flores que te deixam bela. manchas que te diferenciam. uma mancha que me atiça. Reconheci sua saboneteira de longe.

                    Daí eu te prometo. mentira. São profissionais na esquina que me deixam feliz. Relembram minha profissão já de chinelos. Toques de bandoneon. Histórias frescas e sem censuras. Um velho que hoje balança na cadeira em frente casa. Joga migalhas de pão pros 3 cachorros, visto que seus dentes hoje não cooperam em mordiscar a massa. Porém, anos que aprenderam a máxima de que os sonhos não envelhecem.

                   Às rosas do teto de tua casa. à bola que insiste em não fincar na rede e permanece, feito pião em chão de terra, cavando lugar na torcida. Feito o marimbondo que foi ao circo e não voltou, posto que lá eles preferem machucados naturais. Um bicho no sótão que vive as mudanças que o tempo traz. Um bicho que faz mal-me-quer bem-me-quer todo dia, tentando descobrir porque a maçaneta não abre sozinha... Feito as corujas que só observam. Feito meus dedos que mastigam minha chave no bolso.

                    

Bola Fora do Gol, Mooca - por Fernando Macedo


Nossa. Circo Marimbondo, Circo Marambaia - música muito boa de Milton Nascimento, associada com uma pitadinha da grande Alcione. Por falar em cantoras, ando doido por elas: coloco aqui duas novas - A Diva DONA INAH acaba de lançar seu segundo CD "Olha quem chega" somente com músicas de Eduardo Gudin: ficou animal, pelo pouco que vi e escutei de outros... um pouco por aqui e outro por aqui. Também um vídeo no You Tube muito bom de Outra Diva DONA IVONE LARA - Tendência. Faltam muitas por aqui. Promessas que não cumpri - por favor, digite no GOOGLE e na mente, os nomes já postados aqui, aos poucos eles voltam. O post foi perdido no meio por uma pane... não sei sobre seu significado. São muitas mãos envolvidas. Cumprimentos... beijos e abraços caneleiros, sinto a presença para um café, caminhemos, Otavio.

Escrito por Otavio Ranzani às 22h12
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A Lua me Traiu, acreditei que era pra valer... / Lua, espada nua/ bóia no céu imensa e amarela / Mas seus olhos castanhos me metem mais medo que um raio de Sol / Oscar, dodo e Osmar / Feitio de Oração

Santo Futebol, Fortaleza - por Gute Garbelotto

 

um dia a menina vizinha

disse que o tempo

caminha ao contrário.

 

na barra fixa,

ela cerra os lábios

e olha pro céu.

 

 

entrega-se ao chamado

da lua

no mar

 

e volta correndo

pro mundo cantando

a realidade que observa.

 

 
 
 
 Ibitipoca - Minas Gerais, por Marcos Yude
 
Tá aí. Um poema feito às beiras da praia do meu pensamento. Quando as ondas vêm e vão... Espinhos rosados, um futebol santo, uma bola enluarada, o fascínio. Barra, cinismo, cerrar os lábios, as lágrimas contidas. Músicas belas e infinitas, belas, por Tom Jobim, Calypso, Noel Rosa e Novos Baianos. O que poderia ter sido e não foi - mas ainda pode ser. Peço humildemente que pensem na cantoria. Na praia, na Lua e no Futebol. Este poema me leva ao Projeto Bandeira Científica, já comentado por aqui. Mais sobre Luas e seus Afazeres no Física Moderna. Aquele abraço, e este post originalmente era melancólico, porém, deu lugar ao poema acima, ainda sem título (este poema é uma homenagem). Ía me esquecendo: a Comunidade acordou chuvosa, Luiz Carlos da Vila foi fazer samba lá em cima e foi sorrindo. Beijos e Abraços Caneleiros - ando contagiado pelas inúmeras visitas...!


Escrito por Otavio Ranzani às 21h13
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um tango de Gardel / um medo inveterado / o texto que era pra ser e não saiu / a amizade alheia / o carteiro / canto paraguaio / dança do ventre feliz do vizinho... / Índia paraguaia vem me enfeitiçar

Níquel Náusea, Fernando Gonsales (Folha de São Paulo - 23/09/2008)

                   Eu vi uma dançarina do ventre. Foi na penúltima segunda-feira, perto de uma escada. Aquela onde o vinho branco se calcou. Onde meu Senhor mora. Onde a eternidade às vezes tira férias para dormir por um instante: quando o relógio vira. Aquela que já abortou um cuco. verbalmente, essa dança é quente. Gira pra lá e prá cá os músculos da barriga. Faz gemer os laços que o umbigo mantém com o ar ambiente e protege, feito noivado, as ancas da dançarina. Faz assim com que nosso olhar desvie e perceba sua maquiagem nos olhos. Foi ali, aonde um dia vou dançar com a tal atitude.

                    A paciência dos humanos às vezes é inerente. certos dias, tem hora pra começar e acabar. Depende da marca da boca com os lábios, que podem sugerir cinismo ou ironia. ou paixão humana. Aquele momento em que não queremos nada além de tirar a roupa e ir pruma banheira, abrir o champagne e tocar um bolero. Chamar Ângela Maria e as índias de Ipacaraí. Observar a rua que corre na janela. Talvez

nenhum momento necessite de traquejos. a paciência pode estar ausente, mas o relacionamento entre animais pode e necessita ser mais sanguíneo. talvez desfalcada no âmbito, mas necessariamente um olhar sincero, mesmo que rápido, pode trazer paciência. Atenção. calmaria pra mente doentia.

                Talvez um dia o Tango pare.

                e eu consiga obter a relação carnal

                da mulher dançarina com as batidas e os sotaques que as palmas ecoam.

 Dança do Ventre


Vixe. A tirinha tem muito mais do que parece, ao meu singelo ver. A foto é boa... dedicada ao texto; porém não tão suficiente pra ilustrar o quanto a dança, em especial, mexe com os receptores. também não traz muito a filosofia da coisa. Faz parte de um potencial. Ângela Maria já animou muitos carnavais mentais para mim - aprendi com meu avô. vale a pena conferir. o tema é profundo e difícil. voltei o quanto pude, mas sem depurar muito o assunto. às vezes levo esse sorriso porque já chorei demais. cada ser em si carrega o dom de ser capaz... Voltem sempre... o canela agradece de coração. Abraços caneleiros...

Escrito por Otavio Ranzani às 22h36
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Desclassifiquei o amor imenso de grande alegria / na apuração perdi você / quem nunca viu o samba amanhecer / a Barra funda / darmos as mãos o negro e o branco / espelho do dia-a-dia / a humildade...

04 de Outubro - Kiko Dinucci e o bando Afromacarrônico no CCSP - ali na Vergueiro

Asilo Bezerra de Menezes, Pirajuí - por Gute Garbelotto

                   Com as costas descobertas, procurei uma falha naquela escultura. É que isso acontece quando se descobre que o medo pode comandar sua conduta. É tipo a vida que se mostra feito ostra frita sob um vento no domingo. é que aquela oriental me deixa louco. Emílio Santigo que o diga lá de Saigon. São saudades vermelhas e quentes de uma mão no ombro. São constelações que brincam de pique-esconde num dia de necessidade.

               Minha filha que consome cigarros. Um broto com medo de florir e, assim, fecha a cortina e se mata com a fumaça do palco. Um avô generoso que consome flores do campo. Um louco de voz grossa que aplica seus pavores fazendo origami com papel higiênico. Acho que minha mente anda tipo um chiclete grudado no controle remoto para lembrar da preguiça alheia. Feito você lembrar de mim no dia do seu casamento. Um fio de cabelo. Aquele meu jeito único de te olhar. Feito ela que me pega na esquina. São pústulas de livro e uma mão castigada. Como aplicar vitamina na coxa.

               As panelas de hoje apitam quando a água seca. Sim, é o Cacique de Paris. São cabelos revoltos que não merecem seu descaso. Um fato nobre tipo leite com manga. Tem gente que chora, mas não abraça o próprio pai. Cansa de fazer bolha com apito e não saca que o vento tá na banheira fazendo redemoinho do lado do ralo.

              Jamais pense que eu pego carona contigo pra chegar mais rápido ao ponto.

              Pense que meus olhos amendoados são mais tênues que os seus. Pense quantas vezes pequei por sob o lençol e

              vi

              meus sonhos serem consumidos pelo travesseiro.


Este post saiu, pra variar, diferente do planejado nestas semanas. Era pra ser um poema de duas estrofes: quente e ameno. Aqui aparecem fotos de Gute Garbelotto, presentes em seu TCC, e as coisas em cores vêm da ajuda de Fernanda Marques, diretamente de Bonito-MS. As fotos descrevem o que são, os movimentos do ar no quarto e na fumaça; assim como os movimentos e diálogos do texto. Esquizóide. Religioso. Estamiros. Quilômetros de experiência. Os mesmos medos de grudar o brigadeiro no dedo. Aqui tá faltando um pouco de funk, Calypso, Chico e Bach. Não deixem de ver Kiko e os Afromacarrônicos por aí, além de toda Quarta-Feira no Ó do Borogodó. Agradeço imensamente pelas visitas, um café dentro de casa. beijos e Abraços, Otavio.

Escrito por Otavio Ranzani às 21h16
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maior é Deus / oÔÔÔÔôô meu Senhor, é uma ordem Superior / mandei a música errada pra ela / foi um rio que passou em minha vida / invento o cais; invento mais que a solidão me dá / Cássia Eller e baixo

 Galhos e brotos, por Luciana Carvalho

                          Às vezes o foco distorce meu pensamento. São estradas que trazem humanos pra minha mente. São gaivotas que mergulham e metem a face no mar procurando comida. Um tronco de árvore sobre meus pés quando penso em dar o próximo passo. Chamar o Pai. Meu dedo treme, esquenta, fico vesgo. meus olhos marejam e sinto um empurrão pro fundo da classe. Tão simples dar um toco, usar as unhas e saltar de galho em galho. licença, minha voz está rouca.                         


                          Você entrou na minha vida usou e não abusou, fez o que quiz. Mas fui eu que não fiz.

                          Hoje andei pensando em como uma lanterna pode ajudar na procura de um prego. São parafusos, porcas, martelos e gafanhotos. Normalmente me perco na caixa de ferramentas e lembro ser difícil cravejar um prego na cerca do pasto do naipê. Leitura rápida do manual em espanhol. Você esqueceu de bater a porta. Meu barracão estremeceu no frio. Sugestão: leia o manual antes de instalar. Atente-se aos detalhes. Corra com o uso, acalme-se na recarga. No pasto do napier as vacas magras correm pela lateral, enquanto o boi lambe brotos e toma sol encostado na tábua. Como é que faz, dois pregos na mesa onde batuco minha caixa de fósforos.


Puxa. Post com estrutura diferente. Luciana, imensurável ajuda na confecção. É uma ordem superior (Despejo na Favela, de Adoniran Barbosa). Aguarde posts mais diretos e claros, atendendo a pedidos antigos. Peço desculpas pela demora - adivinhações, estruturas, diversão, medos, tremores, calores e trabalho. Essas ruas. Muito grato pelas visitas intensas. Napier é um tipo de capim; naipê deve ser uma idéia sonora que fiz errada. acho que lembra ipê. Se vou, músicas boas por aqui. Beijos e Abraços, Caneleiros... Se der, dá uma passada em outros posts,tipo esse.

Escrito por Otavio Ranzani às 19h20
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Nunca mais você saiu a rua em grupo reunido / Black bird, o que se faz? / Você entrou na minha vida usou e abusou fez o que quiz / Mas Assum Preto, cego dos óio /eu queria ser um abelha pra posar...

 

Borboletário, Mangal das Garças - Belém, por Lenira Rengel

 

ando mal dos dedos,
é o pensamento que rói
a lima do olhar
e seduz
a despesa da asa do pássaro
de borracha

 

       sem intenções,

       estabeleci regras de xadrez:

       pôs a mão,

       tem que levar

 

 

 

A leitura labial

Transforma a escrita

Em mera coincidência do olhar

 

O fundo do poço

É fundo por ser

Barato e líquido

 

 

 Pásso-Preto ou Anu e casal de Diamantes Goulds


Vixe. Post diferente. São duas pessoas que conversam. São fotos diferenciadas e colocadas lado-a-lado. Existiam mais fotos, olhares, que ficaram de fora. Atenção pras disposições. E lembrar que entre outras muitas coisas que já criei, os Diamantes estiveram presentes na infância - chocaram e no ninho viu-se o porquê do nome. Atentar para as disposições dos objetos nas fotos, suas atitudes estamíricas e escondidas. Lembrar-se sempre de Assum Preto (na voz de Elis é muito bom, além de Edgar Allan Poe e Velha Roupa Colorida), outras andorinhas e tristezas do Jeca. Valeu pelos comentários, pela força na moenda deste café. Ando precisando de energia... beijos e abraços caneleiros...

Escrito por Otavio Ranzani às 22h48
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Calypso / Doces Recordações / Só a bailarina que não tem / Pra ficar Odara / Um estrela no céu todo vez que ocê sorrir... / Se ela danço, eu danço / Chamar a Portela na Avenida/ Espumas ao Vento...

PROFILAXIA NESTA VIDA NESTE MUNDO, TUDO É Proferido ao Deus Dará

 

                                                        Doces Carros, Colômbia - por Luciana Carvalho

                               Potentes cordas que tiram do foço a água de beber dos moleques. A água colorida de groselha. Ou o sangue da tampa do dedão do pé ao tentar frear a bicicleta. Chutar bola no paralelepípedo e fazer gol com as vasilhas da mãe. O tempo norte que faz cabanas na esquina. Talvez por pedirem demais... O medo de acordar sóbrio. O olhar do horizonte é diferente: são pontos que caem no mar e iluminam os guampos. Ave, jogar bola de gude e taco na terra. Demarcar o campo com gravetos. São insustentáveis cordas de uma viola que ficou mal acabada por natureza.

                          Demarcar com malabares. São nomeações criadas. Uma palavra negra por sobre o carro. Balas coloridas. A chuva de prata quebrada no toldo. Um olhar da barba ao lado. que não é branca. a leitura de jornal inacabada e inválida. a leitura de uma história de amor que acaba deselegante. São os dentes que não foram jogados no teto. Ou, atirados pela janela com um tijolo. Categorias. Uma frota que te arranca. Um marechal e duas sargentas. Obra grandiosa empoeirada vista do ônibus carregado.

                          Umidade faz falta. é preciso para poder pulsar. a cuíca que jorra estalidos e pulveriza. uma percussão mal feita e conduzida por controles remotos. Umidade.


Vi alguém contemporâneo na Pinacoteca que faz obras tipo a foto. Mas ele pinta: desde carros até pessoas. Não lembro o nome. Lembrem de Alex Ceverny. Reflexão insidiosa e cabreira. São lembranças da infância. O futuro e o meio. Peço que reflitem. Nem sempre as palavras são inteiras ou acabadas. Boa Semana a todos... Beijos e Abraços Caneleiros - não esqueci dos músicos citados.

Escrito por Otavio Ranzani às 21h51
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O meu amor tem um jeito manso que é só seu... / Papai vadiou, Mamãe gostou - Quero ver você dançar, como dançou papai... quero ver você dançar, como dançou mamãe / Fada, fada querida... / El dia que..

anunciaram e garantiram que o mundo ía se acabar...                               por causa disso minha gente lá em casa começou a rezar...                      até disseram que o sol ía nascer antes da madrugada...

Níquel Náusea, Fernando Gonsales (Folha de São Paulo - 22/05/2008)

                          às vezes, o sol caminha pra cama sem avisar. como ir tomar banho e não comentar com os filhos. feito a pantera que ruge ao olhar no espelho... temo quando sofro por demorar na cama. são pergaminhos que traço, feito analisar e escolher o feijão antes da panela. é nossa relação cheia de falhas que adoro; porém, quando a tarde cai e você exige explicações: meu coração palpita e salta faísca de uma vela com prazo de validade. O grande medo do suicídio alvo.

                      O doce prazer de duas almas que conversam pelo muro. De um lado um garoto bobo que peca por extravagâncias e erros de marcha. do outro, uma princesa de olhos apunhalados que não redime e prospera casulos. São os medos impróprios. São silêncios que não colocaram pulseira pra entrar no baile. A angústia do olhar pro muro e não jogar as pernas por cima. Lembro daquele dia de sua mão em minha perna. Aquele diálogo sem nexo de nossas pernas.

 Chanel 2009


Ave. Música imperdível, principalmente gravação com Ney Matogrosso, de Assis Valente: E o Mundo Não se Acabou. Chico Buarque, Vítor e Léo, Dona Inah e Leci Brandão. Não percam, logo mais Raphael Rabello, Alessandro Penezzi e Yamandú Costa por aqui. Texto incipiente. São constatações da janela. Uma vida a dois numa piscina com espelhos. Atenção para os temas recorrentes no Café. valeu, voltem sempre, beijos e abraços, Otavio.

Escrito por Otavio Ranzani às 22h59
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tentemos não deixar a música Latina / se ela dança eu danço / saudade dela / o sol do terreiro onde aprendi a dirigir / a mascarada, o jones e a corruilha / nem sempre o amor é tão azul / a antiga...

- O que é que há?
- Rosa acabou comigo
- Meu Deus, por quê?
- Nem Deus sabe o motivo
- Deus é bom
- Mas não foi bom pra mim
- Todo amor um dia chega ao fim
- Triste

                                              O que seria minha vida sem o sol na janela do carro. Temo o grande suicídio alvo. As reclamações vão para além e meu chefe reclama do serviço. Em casa, as meninas não conseguem trabalhar e o dinheiro que chega está fraco. ando pensando em fazer propaganda corporal.

 

O vento dificulta e não facilita minha pipa subir. As questões subsidiárias do desespero do vizinho deixam meu olhar mais aguçado. São tensões no bolsão de mentiras. Apostas na boca errada. Hoje o dia amanheceu e não percebi o café ao meu lado. Geralmente, é o medo do que pode acontecer frente às atitudes.

- Você está bem disposto
- Também sofri
- Mas não se vê no rosto
- Pode ser...
- Você foi mais feliz
- Dei mais sorte com a Beatriz
- Pois é
- Pra frente é que se anda

Colômbia, por Luciana Carvalho


O post saiu das minhas mãos. Não era bem isso que refleti pra escrever. Foram muitas músicas pra estimular: quilos de bossa, funk, rock de leve e um samba. Seriam notações biográficas para 3 pessoas - saiu um leve, breve, comentário profundo de uma profissão e de uma sensação humana. MPB-4 por aqui. A música inteira é Amigo é Pra Essas Coisas, de Silvio Silva Junior e Aldir Blanc. Luciana voltando por aqui. Grato. Comentários interessantes e visitas perfumadas. Abraços e beijos, caneleiros...

Escrito por Otavio Ranzani às 17h46
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se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí / deixe me ir, preciso andar... / Um dia a gente se encontra na hora certa / a barata diz que tem sete saias de filó / o pato pateta pisou no caneco

a bronca deles é essa - Estamira

a vida é um sopro - Oscar Niemeyer  

Bandeira Científica 2007, Maranhão (por Luisa Sugaya)

Como é ter

dois filhos que pulam a varanda

pra ver estrelas em preto e branco.

 

o escovar dos dentes

que inibe o sorriso.

 

sofrem

Feito galinhas presas pela perna

que urram por não botar

um ovo quebrado.

 

O medo de não olhar no espelho.

A idéia de que as pessoas somem

Com a sombra na água,

molhada.

 

a alegria de

botar fogo no paiol,

manter a vida e

ver os ventos pro mar.


Não sei.
Os ventos oriundos do pensamento dizem e desdizem. A Bandeira acrescentou minutas na minha visão do mundo. Foi tipo um teatro das obras do mestre Graciliano. Sãos os ensinamentos que mudam tua conduta. Crianças. Felizes. Vida. Música. Sombras. Comentários por Oscar Niemeyer e Estamira. Simbora melhorar este País. Brasil amado. Maranhão não conheço, ainda. Simbora tentar olhar pro mar e ver, no equador, uma vela que não tem fim. São os peixes que brigam por espaço no mar. As curvinas com a pedra na cabeça. Beijos e Abraços, Otavio.

Escrito por Otavio Ranzani às 21h07
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acerca da baixa auto-estima dos roedores / por sobre as comidas / a música sem fim / Lígia... / vem cá Luiza, me dá tua mão / o medo do cavalo manco / Portela, eu nunca vi coisa mais bela...

ME DIZ SE VAI E EU NÃO FUI

Dali, por Eduardo Rissi

                                      tenho me apaixonado, em instantes, por chocolates amargos. Vejo uma mente humana diferente e, de rabeira, já fito meus olhos feito coruja em gaiola. prendo-me, nem sempre com a mente sã, e deixo de ver trincos. são um corredor de imagens sem projeções. são esculturas amarguradas que clamam um olhar. Às vezes, pareço alucinado com o público, porém, quem de perto vê minha boca repara.

                                       mais uma dose por favor. é que a marca daquele batom me deixa sugestivo. não mastigue. me perdoe. não pense coisa errada sem falar comigo. aliás, pense e veja: leitura labial faz toda diferença. Não se rebaixe - para mim, você é exatamente uma rede...

afora o pessoal. pessoas são interessadas em coisas animalescas e geladas. todo dia, no travesseiro, imagino quantas vezes minha ignorância de bicho homem, feito controle remoto, imagina especial o que faz e não vê minha vizinha, que sabe passar roupa com a exatidão de uma conta com números.  feito o mar azul do rato. são os noves fora.

                             são as necessidades de um umbigo que tem seu rato e corre, atoa.

Burma, rio Mekong - por Eduardo Rissi


"Vou ao piano para não morrer, para não desaparecer, para não me transformar em um número.

Para não enlouquecer, para fugir. Acho também que vou ao piano para me matar."

por Tom Jobim


Texto com arestas. Não terminado. Quero expôr o modo de pensar. Eduardo Rissi, grande, já apareceu aqui e aqui. Estamira - meu sonho é tê-la numa caixinha de fósforos e guardá-la no bolso (por aqui, aqui ou aqui). Tom Jobim não precisa de muitas apresentações, deixe os conceitos de lado. Frase mote de outro grande amigo. As fotos tão aí, no mundo real. Lembro-me da época que criava pássaros. E este post não é de todo oriental... Valeu pelas visitas, beijos e abraços Caneleiros...

Escrito por Otavio Ranzani às 18h57
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quero ficar no teu corpo feito tatuagem / que logo se alucina / mente-mente / eu prometo, prometo sim / bebadosamba / amendoim torradinho / veja bem meu bem / as aparências enganam...

 

inclassificáveis - Ney Matogrosso 2008

                Ao levantar o lençol, dei-me conta que havia uma escultura por debaixo daquela roupa. Percebeu-se, nos ares do quarto, que pincéis passaram por aquele corpo antes de meus olhos. eram tatuagens, ou uma única, em lugares estratégicos. Eram feições de um outro tempo, eram canelas frescas, detalhes em tons pastéis; eram um instigante tema pruma conversa na cama - fiquei estasiado sugando o ar por perfumes.

                Tem gente que carrega uma tatuagem na mão. Vi uma hoje. Devido às posições adquiridas pela dona, o formato ía e vinha em formações militares. Tem tatuagem, principalmente nas costas, que carregam gente. felinas. já tem gente que não leva jeito pra coisa - o desenho fica insosso na tela. Digo, foi dor atoa, foi a falta de um batom de bom gosto. traria mais lucro.

                 A noite era longa. As vezes se multiplicaram e vi

                 a obra de vários ângulos.

                 Eram olhares para lá e para cá. Tem gente que nasce com tatuagem em lugares inatingíveis.

 Procure uma Unidade de Saúde


Voltemos. Ney Matogrosso dispensa maiores apresentações: canta de tudo contudo. canta com as penas, com as dores e com o peito. Sem dúvida, um dos melhores shows de música que já vi, na beira da praia, do CD anterior "Canto em Qualquer Canto". Naquele, ele aparece feito personagem tatuado. Escutem algo dele, seja o que for. também tem uma história de vida bacana Nossa, e a Tatuagem de Chico Buarque... rs! Hanseníase, estudem algo desta doença, o Brasil precisa. Tem tatuagem que talvez não devesse aparecer em público. Ah, tem gente com Tatuagem na ALMA. Uma gravação no Altas Horas por aqui. Beijos e Abraços... tenho torcido pelas vezes que a campainha toca aqui no Canela!

Escrito por Otavio Ranzani às 23h04
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Olhar pro lado e ver o outro/ Only You/ As canelas distorcidas / O beijo na poça / Palhoça/ Roça a Vontade de Melar tua boca

Ex-amor
gostaria que tu soubesses o quanto que eu sofri ao ter que me afastar de ti
não chorei
como um louco eu até sorri mas no fundo só eu sei das angústias que senti

Sempre sonhamos com o mais eterno amor infelizmente eu lamento, mas não deu nos desgastamos transformando tudo em dor mas mesmo assim
eu acredito que valeu
quando a saudade bate forte é envolvente eu me possuo e é na sua intenção com a minha cuca naqueles momentos quentes
em que se acelerava o meu coração

                     Tenho refletido sobre as impurezas do cotidiano. Reparo nas vezes em que sirvo a mesa e, invariavelmente, esqueço de colocar os talheres do prato principal. Não esqueço do prato, nem do garfo e faca. Já a escumadeira, a esteira para não esquentar a mesa e queimar o detalhe da roupa - destas não lembro. Não lembro da concha. Não lembro de servir do lado certo. Volto aos meus pensamentos e vejo que o fato de agir assim faz meu corpo estar fechado.

                   volto aos meus pensamentos e reafirmo que escovar os dentes faz parte do momento crucial no cotidiano. É quando as impurezas aparecem. É que quando a gente escova os dentes dormindo, perde-se desejos na fricção. Perde-se teus olhos refletidos. Rompe o lacre e esquece a tampa. Reparem: como você escova, olhe pro espelho e observe. Escute os barulhos. Veja o ralo. Beije a pasta feito comer maria-mole.

Podemos sorrir, nada mais nos impede
Não dá pra fugir dessa coisa de pele Foi bom insistir, compor e ouvir
é o povo que produz o show e assina a direção


Nussa. Este post saiu meio virado ovo com pão. Martinho da Vila e Jorge Aragão. Pele, músculo, mucosa, dentes e boca. Cuidado com interpretações freudianas e/ou mamelucas. Breve escrita do cotidiano. Peço que repensem as coisas simples do acordar. Ando enfastiado com pensamentos outros. Todo o Morro Entendeu Quando Zelão Chorou, Ninguém Riu Nem Brincou, e era carnaval... Ainda tenho vontade de pegar tua boca, menina. Fiquem com Deus, boa canela, Otavio.

Escrito por Otavio Ranzani às 15h07
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Otavio Ranzani
Estudante/da vida


BRASIL, Sudeste, Homem, de 20 a 25 anos

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