Cafe com Canela: Poesia, Musica, Vida, Fotografia e Humanos


Prêta, fala pra mim

a tua piscina ainda tá cheia de ratos

 

Ilhabela

eu vendo pratos - praia do Curral, Ilhabela (por Elena Prina)


O caminho até a ilha das pedras é feito com barco a vela. Ponho as mãos no riacho e vejo meus quatro dedos abrirem rasgos na beira do lábio da água de são miguel. para chegar à ilha, muito ruído. eu vendo gozo aos peixes de boa vontade.

Eu coleciono besouros azuis da casa de judas. Onde a explosão trouxe pequenos abalos de madeira. farpas que habitam orelhas. quando me acidentei, o estrume do asfalto grudou na palma da minha mão e eu perdi minha linha da vida. a borboleta que tatuei no calcanhar.

Alguém pede ajuda no chuveiro. mas já durmo há 50 dias e não sou capaz de dizer ao projetor do cinema que a história acabou.


indecisões abstratas. recordações do dia que não raspei maça em tua boca.

 

 A morte é uma cicatriz da tua ampulheta.
     A morte é o coice dum cavalo inteiro.

 

Saigon

eu vendo sonhos, Saigon (por André Beer)

Tá Marcado:
24 de Maio, LANÇAMENTO DE SANGUE DE MIM, por Polyana Ramos, editora patuá


pirikitadela. olha a dancinha. muitos acontecimentos por aí. Virada Cultural chegando. voltem sempre, que o mar de rascunhos cresce. avoluma. entumesce e pulsa. beijos e abraços, axé e vida, Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 22h37
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pobre brejo ao tatuar uma estrela no punho.

Invento o cais
E sei a vez de me lançar

Aquellos que no pueden aprender de su pasado están condenados a repetirlo (por Hugo Loureiro)

 

                       Fatos que já viveu só             

5. A joaninha saltou do morro de são paulo e o paraquedas não abriu.

2. Solucei até engasgar no chão de cama aonde perdi a virgindade.

7. O manjericão morreu.

6. Otavio, tua validade expirou. 

1. O celular tocou e eu no banheiro a bajular-me.

3. Por a mão em bolacha com amendôas e a língua pra aguçar o recheio.

4. Por cima da mesa, coloquei meu maior banquete e provei o que poucos conhecem.

 

O novo caderno de anotações indiano (por Elena Prina)

show de DAN NAKAGAWA e muitos convidados


Taí. E veja uma foto minha com texto do Tiago Elídio e as pombas de Milão. Garçom, garçom. Paz, yarolibás. Beijos e voltem sempre, Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 16h00
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soy gitano y vengo a tu casamiento

lançamento do livro SANGUE de MIM, de Polyana Ramos, editora Patuá


o marujo do mar - praia do Curral, Ilhabela (por Otavio Ranzani)

 

          COISAS QUE APRENDI SOZINHO EMBAIXO DO CÉU DA LUA

# Coletar caramujos perto do rio pode ser perigoso. a gosma te denúncia e o jacaré vem puxar teu pé de noite.

# Chupar manga na frente do espelho espanta mal olhado. os fiapos melindram o primitivo do ser humano: um sabor de cara mal lavada.

# Pescar no poço do vizinho é pedir um assalto no teu varal. A rede da aranha não te protege, marajá.

# As guengas ruivas são mais quentes que as brancas. entretanto, deixar elas botarem lenha no fogão é arriscado. feito suicídio de sapo no verão.

# Colecionar a felicidade da pessoa apaixonada é entediante. as figurinhas repetidas crescem e o bolo não cabe no bolso. bater bafo só com o padre. periga cometer pecado.

# Esquecer de cozinhar o leite pro doce faz bem à saúde.

# Esquecer de panhar a flor de maracujá pra mulher da tua vida deixa a vida amarga e babada. Aprendi que devo falar pra ela os motivos do meu flamenco. e da missão dela aqui, que não é subir paredes com as patas pro ar. Viver desse jeito sonso só atrasa a humanidade, Maria.

# As barbas do mar comeram meus pés. deus não me avisou, e mandou um telegrama depois das frieiras já habitarem minhas unhas. A liberdade tem seu preço, pescador.

# Existem peles que só se roçarão no subsolo. isso só quando a gaivota vier buscar o amor e a reencarnação de olhos puxados carregar nosso olhar pro mundo das tabaranas. Percebi que fritar bolinho de chuva antes da massa amadurecer deixa o céu roxo.

# A morte chega galopando e o calor do meio das pernas babando festas e arrepios. Entendi que mergulhar aumenta a barriga se você engole tuas inquietações, cigano. 

bairro da liberdade - São Paulo (por Elena Prina)

 


Post dedicado ao mestre Manoel de Barros. releia com atenção. E a Editora Patuá veio preencher espaço importante na literatura brasileira. confira. um show de arte e palavras. Falando em mergulho, visitem a Narwhal no Morumbi: e mergulhe em Ilha Bela. Seguinte, saiu um texto meu inédito especialmente para as Publicações Iara, onde você tem coisa fina e da boa. Beijos e Abraços, caneleiros. Axé. Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 22h40
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"a BARRA do amor, é que ele é meio ermo. a barra da morte, é que ela não tem meio termo" / já que taí, pela metade mais tá, melhor cuidar, pra peteca não cair...

a resiliência da morte
é o resto da peneira
de coloridas tramas.

você faz parte disso (por Jorge Salluh)

 

Lendo


os guardanapos
do bar eu vi
sapos esmagados na fechadura:

me lembram
os recados

no espelho de manhã
desenhado pelas
pegadas
da lesma carente

de minha casa.

a solidão e a mesa de bar
são irmãs da desordem,

a morte e os orubus
são fome no

lixão
da
rua
do

pensamento.

                                 à estamira (13/01/2011)

hoje eu cansei de suar (por Marcelo Dell´Aringa)

os DEDOS NÃO BROCHAM - de Alê Safra

 


axé. post em homenagem. adesão. a primeira estrofe vai pra Elis, cada vez mais submersa na sociedade. o poema é pra grande inspiradora deste blog, Estamira. tenho recebido indicações de outras existências, outras estamiras. o mundo será, ainda sem controle, de estamiros. as estamiragens da rotina. assisti a mais dois documentários incríveis. ela pode transformar sua visão. as fotos vieram de dois parceiros: contato em energias. em poucos e pesados bits. a vida. É Tunai, a coisa é petecar. não percam, o lançamento do livro da amiga, Alê Safra. no Rio e em São Paulo. Forte abraço, beijo me liga, Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 21h16
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minha jangada foi sair pro mar

a PAIXÃO É O SUMO DOS INSEGUROS
o ALVO DOS PENSAMENTOS LEVE
e EXCITADOS.

"vc pode até achar que eu não gosto nem mesmo de mim... tantantan
e que na minha idade, só a velocidade, anda junto a mim" (por Otavio Ranzani)

 

"Por acaso algum dia você se importou
Em saber se ela tinha vontade ou não
E se tinha e transou, você tem a certeza
De que foi uma coisa maior para dois
Você leu em seu rosto o gosto, o fogo, o gozo da festa
E deixou que ela visse em você
Toda a dor do infinito prazer
E se ela deseja e você não deseja
Você nega, alega cansaço ou vira de lado
Ou se deixa levar na rotina
Tal qual um menino tão só no antigo banheiro
Folheando as revistas, comendo as figuras
As cores das fotos te dando a completa emoção
São perguntas tão tolas de uma pessoa
Não ligue, não ouça são pontos de interrogação
E depois desses anos no escuro do quarto
Quem te diz que não é só o vício da obrigação
Pois com a outra você faz de tudo
Lembrando daquela tão santa
Que é dona do teu coração
Eu preciso é ter consciência
Do que eu represento nesse exato momento
No exato instante na cama, na lama, na grama
Em que eu tenho uma vida inteira nas mãos."

eu já botei meu bloco na rua (por Otavio Ranzani)

"Dedico este trabalho a todos que compartilham esta
experiência chamada Vida, que ao menos da forma
como a conhecemos, é finita, pode até ser breve e doída, mas ainda
assim é preciosa, misteriosa, bela e única.
"
Daniel Forte


Ponto de Interrogação - Gonzaguinha. Suíte dos Pescadores - Caymmi, Lenine e Monobloco. HOJE AQUI SÓ OS CLÁSSICOS. O VERSO EM CAIXA ALTA É MEU. O RESTO, MINHAS CANÇÕES. as novas e o Roberto: As curvas da estrada de santos. As curvas da estrada. As curvas de Santos. Rima rica/Frase Feita - Filipe Catto e Nei Lisboa. O perigo da vida = BBB. Quando eu morrer, filhinho, Seja eu a criança, o mais pequeno - Bethania e Pessoa. Axé. Voltem sempre, beijos e abraços, Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 18h14
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Otavio Ranzani
Estudante de Humanos e da Vida: Médico, Pesquisador e ajuntador de palavras


BRASIL, Sudeste, Homem, de 25 a 30 anos

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