Café com Canela


a barra da morte, é que ela não tem meio termo. Compra laranja, laranja doutor, que eu entrego uma de graça pro senhor. Laranja madura, na beira da estrada, tá bichada Zé ou tem marimbondo no pé...

FELIZ DIA DAS MULHERES

, de várias idades, de muitos amores...

                          Se um dia te ver de saia, cuidado, posso não me controlar. E a outra, que não mais usa saia, tipo aquela branca, que parece amassada e com laivos rubros? Dando um tempo para as pernas que ficam apertadas na casa do umbigo. Dando um jeito nos pelos que aparecem; você deveria usar repelente. Fazer compras melhor acompanhada. Lembrei de outra - não vejo mais seus pensamentos escritos na papelada que recebo. Aliás, a segunda, compreendo melhor seus trejeitos e vejo que agora sua boca expressa quase que todo o seu logorreico fluxo inteligente de verbos. Atitudes. Mas a primeira - canções de outrora me deixam pra cima. No banco da praça, um dia revive-se aquela imagem. Tipo cena de cinema. Todos os que amam serão castigados. É, a experiência de vida jogada na cara faz bem pra melancolia de outras. O sorriso sem plasticidades corrói o medo da casa nova. Por que tem gente que mora junto antes de casar? Por que meu cinto aperta minha pança e vejo que a propaganda está mais pra gato do que pra lebre.

                          Você que é feita de azul, me deixa morar nesta canção. Sua pele morena me faz lembrar do sal que não tomo no mar. Faz minha mente sentir alegrias da rua que percorro todo dia e te imagino. Você não precisa de repelente, mas sim de um bom travesseiro. Tenho uma pilha de pagamentos a resolver e deixo uma xícara de café amargo ao lado caso precise. Não, não estou sozinho. É que cansei do arroz mal feito e da vizinha que passava de shortinho, fazendo graça, e me deixa babando. Já pensei em pôr perfume, repelente, e espantar os olhares maldignos que me afrontam no supermercado.

                           Cansei. Sentado no bar de casa assisto aos programas do canal vigente, comento as minhas preposições, não vejo a preferida de saia e minto pro meu umbigo, dizendo que soltarei o cinto apertado.

 por Eduardo Guedes


Oxe. Tempinho sem postar pela falta de tempo. Mudei este post um bom tanto da minha cabeça pro teclado. A idéia era representar em pequenos versos. As fotos dizem por não terem cor primária, mas sim textura. Parabéns Mulheres, que amo. Amo tentar compreender cabeça de mulher. Textura, essa palavra é intransigente. Lembrem da saia que esbarrou na água do riacho pra fazer cócegas e outras por aqui ou aqui.... Abraço e beijos cafeleiros, estou muito agradecido pelo número e pela qualidade das visitas...

Escrito por Otavio Ranzani às 17h04
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ ver mensagens anteriores ]


 



Otavio Ranzani
Estudante/da vida


BRASIL, Sudeste, Homem, de 20 a 25 anos

Histórico
Outros sites
  UOL - O melhor conteúdo
  Física Moderna - um blog que explica
  Fabrício Carpinejar, poeta e pensador
  EraoDito, Marcelino Freire
  Fabiana Cozza, cantora
  Ivana Arruda Leite, uma doidivana
  Comédia Fajuta, por Cesarito...
  Minha Melodia...
  Sem CESURA - por Marcio Cenzi
  Ismael Caneppele - lajeado, a ponte e os famosos humanos...
  Samba Cidade, por Renato Rotta
  Troveiro, textos bons, de um amigo...
  Tô ferrada, diversificação - blog da outra Ligia...
  Canela Café - Comunidade no Orkut...
  Sugestões e/ou Reclamações - Todos os Direitos são Reservados - Caso você encontre uma obra sem sua respectiva autoria, por favor, avise-me. Sempre que disponível, ela estará no post.
Votação
  Dê uma nota para meu blog