Café com Canela


para não dizer que não falei das flores / PARABÉNS CANELA / brincadeira / botei a mão no fogo então / coisas que ficaram por fazer / por doar / quando eu soltar a minha voz, por favor, entenda Gonzag

 Take it easy my brother Charlie

aceita uma prenda, qualquer coisa assim / O mar serenou quando ela pisou na areia Quem samba na beira do mar é sereia/ La Belle de Jour e Amy e Ella e Cole e Luiz

Agora eu era herói, e meu cavalo só falava inglês / O real de pão / Quero uma casa no campo, pra compor rocks rurais / o meu samba tem cordão

Coração na boca Peito aberto Vou sangrando São as lutas dessa nossa vida Que eu estou cantando


    

Pôr-do-Sol e um Estamiro, Jericoacoara - Ceará, (por Jin Lee)

 

 

SENTADO

na frente do espelho

da parede do quarto

minguante um homem chora roco e

curva-se. faz um movimento uniforme, tremido, e começa a meditação.

 

ele age assim porque pra orar lembra-se de todos os sofrimentos do mundo e cala-se. muitas vezes no umbigo vê o que não sente. seus olhos voam na parede e pinta-as. desenha. reordena seus medos e sai aliviado. joga pra baixo da tatuagem um pó de desespero...

quando discutem, em casa, o casal se toca. ele então senta atrás dela no tapete, levanta o cabelo e dá um beijo na nuca. depois assopra. recomeçam após os exercícios.massagem.

inspirar expirar lenta ofegantemente. música de fundo. O rio que corre na ladeira ao lado. são trôpegos. o futuro das flores. quando não aguenta, desmaia. desmaia as cores na aquarela do corpo. sorri e sente a ternura de comer rosas. todas as rimas que guarda por timidez.

 

ao invés de chinelo, sola do pé. Não guarda rancor nem espera lucro. vive o futuro do instante passado. come a terra que tira das paredes. sonha. muito. e faz, com todo esforço, seu trabalho  de encurvar-se. Toma leite na caneca direto do retiro. apara arestas. sobe muros e pula do trampolim. Não entende porque sente na orelha o coração e na vista o sorriso do filho morto.

 

 Furo na Alma, Copacabana - Bolívia (por Marcos Hovnanian)


Nussa. Post. Foto de Marcos Hovnanian, profissional - visitem o site e veja o deslumbramento. Descobri a pouco a Copacabana da Bolívia. O texto acima, tá aí. Cristo. Meditar. Buda. Orar. Ajoelhar. Ficar de ponta cabeça. Soltar um beija-flor. Jogar capoeira. Tornar-se leve. Temer. Expor. Músicas esparsas. Escutem boleros. antigos. escutem flamencos modernos. o electrotango que já tá virando o mar. A lua anda me traindo e sai nas fotos alheias. E Daniel Brita já mexe e tá querendo brincar com música semi (a)-tonal: vale a pena conferir. Jin, valeu pela foto: o estamiro, o chinelo e o sol. olhem pra areia. Beijos a Braços. Ah, o Canela fez Três anos, número ímpar, fiz bolo com vela, controle remoto. Voltem sempre, Otavio!



Escrito por Otavio Ranzani às 22h48
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Otavio Ranzani
Estudante/da vida


BRASIL, Sudeste, Homem, de 20 a 25 anos

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