Café com Canela


A Hora, Woolf, As horas/ Vouver/ se te dá Prazer: Parabéns/ Thriller/ me absorvendo/ yellow/ MOONWALK/ Piaf/ Gardel/ Nagasa/ COLDplay/ coyote/ Nora/ Nina/ Cole/ fado tropical/ tatuagem/ rio/ tu

LANÇAMENTO - CD de Graça Braga no Sesc Pompéia dia 11/07

                       CARAMELO: "surgiu um nome dentro de mim para ela: Feiticeira" - "ciumenta, para de ser tão ciumenta..." - "vem cá minha nêga...... minha jóia rara" - "foi pra confirmar que prefiro o calor" - "Estácio, Candeia, Hermínio"  - "e eu, que não sei quase nada do mar"  -  "ter um siricutico" - "alguma roupa pra buscar" - "garimpeira da beleza" - "quero que o sol não invada"  - "Fly me to the " -  "turn around" - "bird" - "borboleta no estômago" - "tchê tchê tchê" - "quiprocó pra mim" - "São Pedro, João" - "Oxossi" - "nos vemos na esquina" - "monjolo": + loco que o batman, conssiente.

 

O Ministério dos Desejos observa - uma ODE aos Relacionamentos Saudáveis

Às vezes me pergunto se a lua é homem ou mulher. talvez besta e bom como discutir o sexo dos anjos tomando cerveja na beira d´agua

Graça Braga no bar "Vc Vai Se Quiser", Samba da Roosevelt, Samba do Chico, Samba da Rafaela - (por Fernando Macedo)

            Ah Graça Braga. Continue a cantar. foi lá e por lá que vi muita coisa. bagagem sem identificação. estrada avançando. Ela canta pra levantar a vida que existe no tantã na mesa. no pescoço da garça. resgatar a vida do curió que pode estar rouco. E foi na despedida homenagem de Luiz Carlos da Vila que você chorou. eu chorei. ela chorou. elas choraram. choraram. ver um homem, daquele tamanho, chorando, assusta. Grato ao Chico Médico, Chico Aguiar, sempre nos ensinando. Graça e a todos do Samba da Roosevelt - nosso muito obrigado.

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              e joplin disse. mart´nália confirmou. quero dar piruetas em moscou. ir a cuba e escutar frida com los panchos. sentar em plena quintafeira pra tomar café na paulista. capuccino no empório. café de fresco na mercearia. café de cheiro em viena junto de um livro. um sax, meus badulaques, as tangas dela e o café da casa de dona joaninha. juntar nossos amigos pra fazer fundi escutando música no vinil. encontrar companheiros que queiram sonhar em cima daquele chiado. ter tempo pra te deitar no colo e contar minhas loucurinhas. sussurrar intimidades. quando me conhecer por inteiro, não me interna. não sou fácil. comer queijo de cabra fresco. beber água da mina. contar pedregulhos. pular amarelinha com as sombras que os varais da festa junina fazem de dia no chão. ser batizado. tomar hóstia na lagoa do paraíso. perder ou não perder tempo assim contando história. um dia, eu e ela, pegarmos todos nossos livros em um saco de pão e jogar pro ar. ir a madagascar só pra saltar de pára-quedas.  deixa eu pagar tua manicure. conhecer a fístula calcificada. ter de diminuir o rebolado que vem melhorando pra ter compustura e fazer tecer o tango. milonga. espontâneo fazer rir. rirmos. provar pinga e jamais esquecer do tibet. sempre ter em mente uma cabaça pra fazer nossas infusões, tomar chá mate, ofurôs. descobrir como projetar nosso cinema em casa. como manter no apartamento nosso observatório da galáxia. cozinhar o strictu. trabalhar. por querer. fazer da escolha esperança e sê inteiro. sonhei eu e a mulher sentados sobre nossas chinelas na areia vendo as crianças correr peladinhas do riacho em direção ao mar. se concreto, ter no meio da sala de sofá rasteiro uma rede pra dormir. liberdade de cortar a abóbora. fazer doce ou lavagem pros porcos. fazer pavulagem em plena china. ir a oca, fazer vida, ver macaco de cheiro no ombro, receber óleo diesel. compreender que a descoberta, a ciência, a fé e o sol gravídico ficam em cima da ampulheta. estourar pipoca de panela. tentar ajudar. pedir socorro. medito ali e meditas aqui. ir até santa catarina comer cuca. ao paraná ler jorge, deleuze, fúcô, fauquener. jamais esquecer dos pequenos suicídios diários. dos suicidas. o relógio e seus ponteiros na forca. jamais esquecer o cristal que temos nos olhos. desejo fazer a mulher feliz. repleta.  inIang. curar ressaca com água da talha. corrigir o extrato. hoje eu sugiro o boteco estranho. você faz o cardápio. minha viagem ao marrocos. ouvir de alguém a voz humana. repensar erros. ou nem pensar. cortar o cabelo na moçoroca. e cássia eller me disse que tocar xote e amamentar foram duas realizações inigualáveis. panhar lichia do pomar. mas tem de tentar de verdade. imprimir bricolagem. descobrir que ela se diverte independente de mim. e não me pesa. a cara de susto ao engasgar com bala freegel. a careta que brota. estudar.  o ser humano nunca tá pronto. não quero ir hoje. ir até watertown. quero declamar em plena duna cigana. nunca mais esquecer de tirar as meias ao deitar contigo. ler a bula do arrozcomfeijão. fazer cinco flexões diárias. sem essa de me ver só com anel no dedo. sem essa. cantar perto da fuzilagem. sonhar com os pés. racionalizar junto a ponta do lápis e de nossa senhora. reconquistar os segundos. construir um balanço na janela. dar prazer. deixar bem claro que se importa com isso. fazer tatuagem de canela. construir e armar arapuca. depois soltar o sabiá laranjeira. músculos exaustos com massagem soviética. nosso altar.  secreto e pagão e vivo. escrever. deixar recado no espelho, mesmo estando sozinho. escovar os dentes. liberdade em tomar minha cerveja e nem deixar outra gelada. escapar do trânsito. dançar agarradinho o pagode russo.  mas tudo tem seu tempo. gostar de mim pra gostar de ti. além de mim eu ser mesmo. enxergar em ti arquiteta. construção. sem muito cálculo ou engenharia. contas básicas. e pra tudo isso cria-se um cais. uma entrega. uma viagem na jangada de nossa curiosidade. sonho. estrada. paralelas de uma pauta musical enlaçada por uma clave de sol.

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             E foi nesse terreiro que um curandeiro me disse: toda vez, antes de ir pra cama, ele pega na mão um de seus canários-terra e com tinta a óleo pinta cada pena, sem dó, para retocar. aprofundar-se e melhorar o pincel. E foi onde um sambista me disse que para tocar violão pra valer não se deve dançar com o público, mas sim com o próprio violão. tipo yamandú. tipo rabello. ulisses. e foi aonde aprendi que tocar pandeiro é foda pra cacete. tocar igual aos gatos estão acostumados e conseguir retirar o musgo daquela nota que poucos sentem falta. meu ouvido desafinado nem imagina. onde o compositor escreveu que não há coisamais fora de moda e de religião do que o homem querer sambar com intuito de aparecer mais do que a mulher. Virgínia já sabia disso.

 

"Pagode - flutuante - do Oswaldo", Manicoré - Amazonas (por Nadja Stape)

 


Continua. E foi lançado o filme de Paulo Vanzolini. E as amigas que estão em Manaus andão deflorando através de lentes e revelações. E para ver como algumas coisas são criadas: Ana, Bethânia e Vercilo - quase nada do mar. se eu puder pedir: conheçam o Brasil. música. vira, vira, vira. E Vermelho (sanguíneo, foda): Vanessa da Mata, Paraty, sinCRUnicidades e Sé. Parra: Violeta e Tita. Outro caramelo. Voltem sempre, prometo adiantar a hora, crescer feito gente. beijos e abraços, Otavio.



Escrito por Otavio Ranzani às 00h01
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Otavio Ranzani
Estudante/da vida


BRASIL, Sudeste, Homem, de 20 a 25 anos

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